Empire of the Sun, uma viagem sonora e visual no Planeta Terra

As luzes e o cenário que ocuparam o Indie Stage do Planeta Terra Festival no início da madrugada de sábado para domingo já anunciavam que algo não muito convencional ocuparia o palco. Uma introdução com cara de filme de ficção científica e uma projeção espacial no telão acompanharam uma trupe que entrava no palco cheia de fantasias e acessórios extravagantes. Primeiro o baterista, vestido nos moldes de soldados romanos, e o guitarrista, num estilo mais cigano. Mas a grande atração entrou como um rei, ou melhor, um imperador. Luke Steele surgiu nas luzes com seu apetrecho samurai na cabeça e sua armadura, anunciando que havia chegado a hora do Empire Of The Sun.

Foto por danorbit

O show já começou dançante, com ‘Standing on the Shore’, uma das mais conhecidas do único disco da banda. Luke mantia uma pose superior, cantando e fazendo caras e bocas, enquanto as projeções, luzes e danças excêntricas completavam o clima de viagem no espaço. Ficou claro que eles queriam fazer todo mundo dançar, tocando versões mais rápidas e com uma pegada mais eletrônica. Na música ‘Without You’, uma das mais calmas da banda, ele entrou no palco em uma cadeira de rodas. A música começou bem triste mas aos poucos se animou, terminando com todos pulando e Luke se jogando na turma da grade.

Depois disso já estava claro que ele tinha conquistado a plateia e que para o show ser um dos melhores da noite era só questão de tempo. Então veio a sequência que tirou as dúvidas quanto ao poder daqueles loucos que ocupavam o palco. As balançadas ‘Swordfish Hotkiss Night’ e ‘Tiger By My Side’ vieram acompanhadas de mulheres vestidas de peixe (isso mesmo!) e todo o carisma de Luke Steele, que no final “matou” as bailarinas uma a uma atirando com sua guitarra e quebrou-a no chão, no melhor estilo rockstar, jogando os pedaços na pista para algum sortudo levar de recordação.

O show já estava bom o suficiente se acabasse ali, mas ainda faltava a música mais esperada, ‘Walking on a Dream’, que veio no encore, com Luke literalmetne coroado e todos os seus seguidores na pista pulando, cantando e fazendo os falsetes do refrão. Esperava que o show fosse bom, mas realmente me surpreendeu, como também surpreendeu à grande maioria. Ainda deu tempo de um caos de sintetizadores e lasers ocupar o palco, finalizando de vez a grande apresentação, que já deixa saudades para uma próxima vez. O exército do Império do Sol agora tem mais soldados.

3 Comentários para "Empire of the Sun, uma viagem sonora e visual no Planeta Terra"

  1. tirando o playback, o show foi otimo.
    sei lah, entendo que o som é eletronico, que tinha pouquissimos musicos no palco mas como era ridículo ver o batera fazendo uma virada na bateria e nada acontecer no som. nem os pratos dele estavam microfonados. sei sim, que a guitarra do Luke tava ligada mas não sei até que ponto ele cantou no show. ou dublou.
    o que salvou foi o visual mas mais parecia um show de drag do que um show de verdade.

  2. Luke cantou tudo, isso você pode ter certeza
    A voz dele gravada é bem diferente do show, que teve vários suspiros e comentários durante os versos.

    Agora a bateria foi normal pra quem tá acostumado a ver banda que toca música eletrônica, é só um complemento pra deixar o som mais balançado. A batida que segura mesmo não é orgânica.

    O Empire é uma dupla, eles não colocariam um baterista de apoio lá no canto só pra fingir que tá tocando

  3. eu estava certo que minha noite ia ter o seu ponto alto (apos phoenix) com o show do smashing pumpkins. empire of the sun conseguiu ser o melhor show da noite pra mim. nao deixei de ter mais respeito pelo smashing…que fez parte da minha adolescencia…porem o excesso de riffs e solos desconfigurando as musicas pareciam estar fazendo extra-jus as palavras “heavy metal” da musica “heavy metal machine”. um show cheio de guitarras e sem a metade do peso que o empire imprimiu logo na segunda musica (‘broadcast’). luke e cia merecem o meu premio da noite 🙂

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