Entrevista: Bonde do Role

O Bonde vem com tudo. Depois de estourar no mundo inteiro em 2006, com o lançamento do With Lasers e em 2008 com a apresentação histórica no Coachella, a chegada do novo álbum da banda pela Domino Records (Arctic Monkeys, Animal Collective, Pavement, etc) deve conduzi-los de volta aos holofotes da imprensa musical em 2011.

Eis que antes de pegarem o avião para Uberlândia (MG), onde se apresentam daqui a algumas horas, batemos um papo rápido com Pedro D’eyrot e Rodrigo Gorky – os dois idealizadores do projeto – e resgatamos algumas pérolas como o “show de merda” em Curitiba e o encontro deselegante com o Steven Styler. Confere aí.

Em tempos de anúncio do line-up do próximo Coachella, lembramos que vocês já tocaram no festival em 2008. Como foi a experiência? Lembram de alguma história engraçada? O Coachella é realmente tudo isso que falam?

Pedro: Sim, o Coachella é um bafo, é demais, é lindo, cheio de gente famosa. Eu e Gorky estávamos gravando o programa de cobertura pra MTV e o Gorky resolveu pedir uma entrevista pro Steven Tyler (vocalista do Aerosmith) que estava almoçando um doguinho no cantinho, mas o moço foi uóóó com a gente. Só porque a gente queria filmar ele comendo doguinho! De qualquer maneira o programa tá aí, se quiser assistir, tem momentos lindos!

O Diplo é uma mente brilhante, está sempre apoiando os projetos mais ousados e apontando tendências no mundo da música. Sabemos que ele sempre foi um fiel entusiasta do Bonde do Role. Como é trabalhar com o cara?

Pedro: Trabalhar com o Diplo é igual ter uma daquelas santas milagreiras que choram água benta na sala de jantar, ela tá lá quietinha e de repente… acontece um milagre!

Que detalhes vocês podem antecipar sobre o segundo disco? Ele já está todo gravado? Alguma previsão de lançamento, convidado ou remix especial para contar?

Pedro: Sim, já está quase todo gravado, fomos para Los Angeles no final de 2010 e conseguimos gravar quase tudo. Agora só falta pós produzir!

O som de vocês flerta bastante com sonoridades aparentemente rotuladas por muito como “música ruim”, “música pobre”. Depois de entrar de cabeça no funk, vocês pretendem investir em algum outro movimento? O tecnobrega, talvez?

Pedro: A pobreza é nossa alma. Tem muita gente que não entende isso, mas é verdade! Vários movimentos e tropicalismos e rrróquismos e esquistossomismos para esse disco novo.

Olhando para a música que se faz hoje, qual a banda preferida de vocês?

Pedro: Varia muito. Todo mundo da banda tem gostos muito diferentes, mas seguindo a linha do terceiromundismo eu gosto bastante desse tio aqui:

Que banda/artista nacional vocês apontariam como revelação pra música em 2011?

Pedro: Lacrosse!
Gorky: Banda Uó de Goiânia!

Do Japão à Noruega, vocês já rodaram o mundo todo tocando. Qual foi a ocasião mais estranha em que já se apresentaram?

Pedro: O blackout em Uberlândia está entre os shows lendários da banda… Não perdendo para o nosso show em um festival de MPB na Suíça, após apresentação ovacionada dos Barbatuques. Também tá no top 10 o banho de merda que fizemos em Curitiba, entrou pra história da cidade! A multidão se uniu e foi recuando assustada do palco, em passos orquestrados e em pânico com as fezes que jorravam do palco! Hahahahaha, foi uma maravilha!

Já perdemos as contas, mas acho que é a quarta vez que vocês tocam em Uberlândia. Depois do blackout, do strip-tease e de toda a loucura que o Bonde já armou por lá, o que planejam pra esse retorno?

Pedro: Pois é, a noite do blackout foi uma das noites da minha vida. A Magali ainda me deve a foto em cima do carro da polícia, fala pra ela me mandar, caralho! Hahaha!

O que os integrantes do Bonde do Role estão fazendo quanto não estão produzindo ou fazendo show? Existem horas vagas?

Pedro: Eu fico nerdeando fazendo pesquisa de som e fritando no Tumblr.

Gorky: Eu fico no tumblr, vendo filmes e baixando música.

Naturais de São Paulo, como vocês avaliam as festas e em geral a noite da cidade hoje?

Gorky: Eu tô morando em Campinas e raramente saio.

Gorky, recentemente você fundou o Fatnotronic junto com o Phillip A. do Killer on the Dancefloor. Explica melhor o projeto pra gente?

Pedro: Melhor que explicar é perguntar quando que a gente toca em Uber! Hahaha!

Ana, onde está a ARETUZA agora? (Trata-se do bizarro alter-ego da vocalista)

Ana: Terminando um novo vídeo bombástico! E em preparação para o lançamento de incríveis drag hits em português.

Pedro, sabemos que você também é produtor e costuma se envolver com os projetos mais bizarros sempre, como é o caso dos 2miniDJs. Algum plano infalível para 2011?

Pedro: Eu e Gorky estamos produzindo bandas, mas ainda quero aprontar A COISA BIZARRA de 2011. 2010 com os 2mini foi bafo, hahaha, fama internacional dos pequeninos. Mas preciso de uma idéia nova agora…

Pra fechar, quais os planos para 2011?

Pedro: Terminar o disco em Los Angeles mês que vem, terminar o disco de sambas pra lançarmos o quanto antes também e fazer muitos shows…

  • vitor marcelino

    orra!!! o blackout rídiculo de uberlândia depois de ter tocado três músicas é um show lendário???? hahahahahha. num quero nem saber como foi o pior show do bonde.
    tsc tsc

  • vitor marcelino

    qdo numa entrevista as perguntas têm mais linhas que as respostas, alguma coisa está errada.

  • vitor patolino

    cara chato do caralho!

  • PAULO

    EI, DIPLO, VAI TOMAR NO CU