21 jan 2011

Entrevista: Bonde do Role

Por  @17:48

O Bonde vem com tudo. Depois de estourar no mundo inteiro em 2006, com o lançamento do With Lasers e em 2008 com a apresentação histórica no Coachella, a chegada do novo álbum da banda pela Domino Records (Arctic Monkeys, Animal Collective, Pavement, etc) deve conduzi-los de volta aos holofotes da imprensa musical em 2011.

Eis que antes de pegarem o avião para Uberlândia (MG), onde se apresentam daqui a algumas horas, batemos um papo rápido com Pedro D’eyrot e Rodrigo Gorky – os dois idealizadores do projeto – e resgatamos algumas pérolas como o “show de merda” em Curitiba e o encontro deselegante com o Steven Styler. Confere aí.

Em tempos de anúncio do line-up do próximo Coachella, lembramos que vocês já tocaram no festival em 2008. Como foi a experiência? Lembram de alguma história engraçada? O Coachella é realmente tudo isso que falam?

Pedro: Sim, o Coachella é um bafo, é demais, é lindo, cheio de gente famosa. Eu e Gorky estávamos gravando o programa de cobertura pra MTV e o Gorky resolveu pedir uma entrevista pro Steven Tyler (vocalista do Aerosmith) que estava almoçando um doguinho no cantinho, mas o moço foi uóóó com a gente. Só porque a gente queria filmar ele comendo doguinho! De qualquer maneira o programa tá aí, se quiser assistir, tem momentos lindos!

O Diplo é uma mente brilhante, está sempre apoiando os projetos mais ousados e apontando tendências no mundo da música. Sabemos que ele sempre foi um fiel entusiasta do Bonde do Role. Como é trabalhar com o cara?

Pedro: Trabalhar com o Diplo é igual ter uma daquelas santas milagreiras que choram água benta na sala de jantar, ela tá lá quietinha e de repente… acontece um milagre!

Que detalhes vocês podem antecipar sobre o segundo disco? Ele já está todo gravado? Alguma previsão de lançamento, convidado ou remix especial para contar?

Pedro: Sim, já está quase todo gravado, fomos para Los Angeles no final de 2010 e conseguimos gravar quase tudo. Agora só falta pós produzir!

O som de vocês flerta bastante com sonoridades aparentemente rotuladas por muito como “música ruim”, “música pobre”. Depois de entrar de cabeça no funk, vocês pretendem investir em algum outro movimento? O tecnobrega, talvez?

Pedro: A pobreza é nossa alma. Tem muita gente que não entende isso, mas é verdade! Vários movimentos e tropicalismos e rrróquismos e esquistossomismos para esse disco novo.

Olhando para a música que se faz hoje, qual a banda preferida de vocês?

Pedro: Varia muito. Todo mundo da banda tem gostos muito diferentes, mas seguindo a linha do terceiromundismo eu gosto bastante desse tio aqui:

Que banda/artista nacional vocês apontariam como revelação pra música em 2011?

Pedro: Lacrosse!
Gorky: Banda Uó de Goiânia!

Do Japão à Noruega, vocês já rodaram o mundo todo tocando. Qual foi a ocasião mais estranha em que já se apresentaram?

Pedro: O blackout em Uberlândia está entre os shows lendários da banda… Não perdendo para o nosso show em um festival de MPB na Suíça, após apresentação ovacionada dos Barbatuques. Também tá no top 10 o banho de merda que fizemos em Curitiba, entrou pra história da cidade! A multidão se uniu e foi recuando assustada do palco, em passos orquestrados e em pânico com as fezes que jorravam do palco! Hahahahaha, foi uma maravilha!

Já perdemos as contas, mas acho que é a quarta vez que vocês tocam em Uberlândia. Depois do blackout, do strip-tease e de toda a loucura que o Bonde já armou por lá, o que planejam pra esse retorno?

Pedro: Pois é, a noite do blackout foi uma das noites da minha vida. A Magali ainda me deve a foto em cima do carro da polícia, fala pra ela me mandar, caralho! Hahaha!

O que os integrantes do Bonde do Role estão fazendo quanto não estão produzindo ou fazendo show? Existem horas vagas?

Pedro: Eu fico nerdeando fazendo pesquisa de som e fritando no Tumblr.

Gorky: Eu fico no tumblr, vendo filmes e baixando música.

Naturais de São Paulo, como vocês avaliam as festas e em geral a noite da cidade hoje?

Gorky: Eu tô morando em Campinas e raramente saio.

Gorky, recentemente você fundou o Fatnotronic junto com o Phillip A. do Killer on the Dancefloor. Explica melhor o projeto pra gente?

Pedro: Melhor que explicar é perguntar quando que a gente toca em Uber! Hahaha!

Ana, onde está a ARETUZA agora? (Trata-se do bizarro alter-ego da vocalista)

Ana: Terminando um novo vídeo bombástico! E em preparação para o lançamento de incríveis drag hits em português.

Pedro, sabemos que você também é produtor e costuma se envolver com os projetos mais bizarros sempre, como é o caso dos 2miniDJs. Algum plano infalível para 2011?

Pedro: Eu e Gorky estamos produzindo bandas, mas ainda quero aprontar A COISA BIZARRA de 2011. 2010 com os 2mini foi bafo, hahaha, fama internacional dos pequeninos. Mas preciso de uma idéia nova agora…

Pra fechar, quais os planos para 2011?

Pedro: Terminar o disco em Los Angeles mês que vem, terminar o disco de sambas pra lançarmos o quanto antes também e fazer muitos shows…

Existem 4 comentários sobre este post.

Comentários

vitor marcelino 22 jan 2011

orra!!! o blackout rídiculo de uberlândia depois de ter tocado três músicas é um show lendário???? hahahahahha. num quero nem saber como foi o pior show do bonde.
tsc tsc

vitor marcelino 22 jan 2011

qdo numa entrevista as perguntas têm mais linhas que as respostas, alguma coisa está errada.

vitor patolino 25 jan 2011

cara chato do caralho!

PAULO 10 fev 2011

EI, DIPLO, VAI TOMAR NO CU