Entrevista: Marina and the Diamonds

Declarei meu amor por Marina Diamandis há pouco tempo, vocês lembram? Se já apagou isso da memória, aí vai um trechinho pra refrescar:

Marina and The Diamonds é meu novo vício. Mesmo. O pseudônimo foi criado pela lindíssima Marina Diamandis (o ‘Diamonds’ tá explicado?), cantora britânica que iniciou suas atividades no ano passado e, já em 2009, adicionou duas grandes apresentações em seu histórico de shows: O primeiro, em maio, no Big Weekend da BBC e, no mês seguinte, o gigantesco Glastonbury, onde foi escada para o Queen’s Head Stage, no mesmo dia de Dan Black, The Wombats e Noah and the Whale. Até o final do ano, Marina terá passado pelos maiores festivais do Reino Unido, com o iTunes Festival, Bestival, Latitude, Reading e Leeds em sua agenda.

Mas é claro que isso não é tudo que podemos saber sobre Marina, então corri atrás da cantora pra colher mais informações – e a mulher foi falando tudo, mesmo parecendo mais seca do que de costume. Você lê toda a nossa conversa aqui:

Você já está trabalhando em seu primeiro álbum de estúdio, não?
Estou fazendo isso com muito cuidado. Não posso dar mais detalhes.

Uma banda toca com você em seus shows, mas eles não parecem ser nada mais do que uma banda de apoio – você ainda é uma artista solo. Qual é o motivo disso?

Porque meu ego é muito grande, haha! Na verdade, nunca me imaginei numa banda. Não trabalho bem em conjunto. Não suporto a idéia de estar numa banda. Nunca pensei nisso como uma opção.

Como começou sua carreira? As primeiras letras, os primeiros acordes…
Eu me joguei nesse negócio de fazer música de repente – e muito mal. Eu escrevia poemas como uma criança e então tive uma vontade forte de me expressar através de palavras e, eventualmente, de canções.

Você já disse algo sobre nunca estar satisfeita com seus shows. Isso é falta de auto-estima ou você é muito dura consigo mesma?
Essas duas coisas não são iguais?

E essa tendência de “My Name and the Things”? Por que você acha que isso tá ficando tão popular, além de ser cool?
Uhn, não sei. Eu não fiz isso propositalmente ou com o objetivo de ser cool. O cool nunca dura muito. Eu só queria botar um pouco de fantasia nesse nome, acho, queria criar uma diferença entre ser uma garota e uma artista. Queria que funcionasse como um coletivo energético (soa estranho, mas…).

Sobre o que fala ‘I Am Not a Robot’, exatamente? Não sei dizer se é uma canção sobre amor ou raiva.
É sobre lembrar você da sua fraqueza, de que você não é perfeito. Você não pode ganhar sempre e no final do dia você tem que cuidar de si mesmo, porque isso é tudo que se tem: você mesmo.

E qual é a receita pra uma melodia tão grudenta?
Não há uma receita. Só cante o que você sente e a cor vai ser aparecer em sua melodia.

Em uma entrevista no Glastonbury, você disse que Patti Smith, Kate Bush, No Doubt e Madonna formariam o line-up perfeito pro festival. Essas são suas maiores influências?
Sim, com certeza.

No final do ano, você já terá tocado nos maiores festivais do Reino Unido, o que eu imagino ser um sonho pra todo mundo. Quais são suas expectativas par esses shows?
Eu nem penso nessas apresentações até chegar no lugar onde vou tocar. Não gosto de criar essas expectativas. Só quero fazer o meu melhor para que as pessoas fiquem felizes. Eu quero valer a pena.

O que você acha que estará fazendo nesse mesmo horário, em 2010?
Working my butt off.

  • Me apresentaram recentemente suas músicas e já gostei muito e depois de ler essa entrevista então, gostei mais ainda, demais!!

  • Além de linda, de ter uma excelente voz e de suas letras serem expressantes, ela consegue ser simpática. Amei tudo que li!

  • Adriana

    Adoro esta canção e o estilo dela em geral, apesar de ter achado a letra um bocado patética a primeira vez que ouvi. Mas à segunda acho que já ganhou outro significado e é engraçado que até me identifiquei um pouco com ela 🙂 Agora não paro de ouvir, é tão amorosa ^^ KEEP WALKING, MARINA!

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