Entrevista: Nino & The Otter

Já falamos da dupla carioca Nino & The Otter, enquanto eles preparavam o lançamento do primeiro disco. Forever Always Ends foi disponibilizado em streaming no Facebook da banda alguns meses atrás.

Conversamos com Leonardo e Beatriz, que contaram um pouco do processo de gravação, das suas inspirações e dos próximos passos da banda.

Quem são “Nino & The Otter”? E por que vocês escolheram uma lontra para batizar a banda?
Beatriz: O projeto é formado por Beatriz e Leonardo. A idéia para o nome da banda surgiu de uma brincadeira, na verdade. Queríamos usar um nome que remetesse à cumplicidade de uma dupla, mas que ao mesmo tempo, os elementos não fossem complementares. Lembrei então da vez que fui ao oceanário de Lisboa e, pela primeira vez, tive contato com lontras. Elas são realmente apaixonantes e doces!

Enquanto não vivem de música (ou vivem?) quais são as ocupações de vocês?
Beatriz: Sou formada em arquitetura, mas sempre vivi muito próxima à música. Quando criança, fiz curso de teoria musical com prática de flauta doce e alguns anos depois, estudei violino. O Léo, além de se dedicar atualmente à música e fazer cursos paralelos de arte, pretende se graduar em cinema.

Em que momento a banda deixou de tocar apenas por diversão e resolveu gravar um disco completo?
Leonardo: Na verdade quando começamos o projeto, não imaginávamos que haveria tantas pessoas dispostas a nos ouvir e prestar atenção no que fazíamos. Foi realmente uma grande surpresa quando percebemos que, naturalmente, começava a se formar um público e que outras pessoas se identificavam com o nosso trabalho. Com o tempo, achamos que era justo fazer uma gravação mais trabalhada das canções que tínhamos disponibilizado na internet, junto às outras novas que eu havia composto até então. Assim, seria possível atender tanto ao pedido das pessoas que queriam um álbum completo e autoral, quanto à nossa vontade de materializar esse nosso momento. Foi por isso que recusamos a idéia de entrar em estúdio e optamos por gravar e produzir, nós mesmos, o álbum.

O que levou a banda a priorizar o inglês nas canções?
Leonardo: O processo de composição sempre foi um ofício bastante natural e instintivo para mim. Sempre procurei manter ao máximo a idéia inicial que me levou a compor, independente do idioma. De modo que essa transição, do coração para o papel, fosse a mais verdadeira possível. Acabou que quando sentamos para escolher quais músicas fariam parte desse primeiro disco, com exceção da faixa bônus, todas, por uma coincidência, acabaram sendo em inglês.

O que inspira vocês em suas composições? Quais bandas influenciam mais a sonoridade de Nino & The Otter?
Leonardo: Puxa, tanta coisa me inspira ao compor que é quase impossível saber distinguir a origem de cada uma delas. Pessoas de um modo geral me inspiram bastante. Assim como lugares, filmes… Não tem uma regra. Mas o que me leva a compor, sobretudo, é a necessidade de exteriorizar certos sentimentos que falam alto ao coração. Musicalmente, somos bastante influenciados tanto por Beatles, Animal Liberation Orchestra e Soko quanto por Nara Leão, Chico Buarque e Mutantes.

Como está a agenda de shows de vocês? Alguma previsão para uma estreia “ao vivo”?
Beatriz: Nós chegamos a receber recentemente alguns convites para shows em Salvador, Manaus, Porto Alegre e São Paulo, mas infelizmente ainda não pudemos aceitar. Como o projeto é bastante intimista, há uma certa dificuldade natural de trazê-lo ao palco. Sabemos que tem muitas pessoas que querem ir a um show da Nino & The Otter e por isso pensamos em viabilizar, mais à frente, umas apresentações especiais para um público menor.

Agora que o disco está pronto, o que podemos esperar como próximos passos da banda?
Leonardo: Ainda não podemos contar muito, mas estamos regravando uma faixa do álbum “Forever Always Ends” que será lançada como o nosso primeiro single oficial, junto ao clipe que começará a ser gravado na Alemanha ainda esse ano.