Entrevista: Savoir Adore canta o amor, aprende o que é “saudade” e fala sobre nova etapa na carreira

Savoir Adore mostra em primeira mão disco “The Love Remains” no Brasil. Foto: Divulgação

O Savoir Adore lançou no final do ano passado o seu mais novo álbum, The Love Remais e vem ao Brasil tocá-lo pela primeira vez. O show será no Cine Joia, dia 2 de fevereiro (saiba como adquirir seu ingresso lá no Azoofa).

Produzido pela própria banda – formada por Paul Hammer (vocais), Alex Foote (guitarras), Ben Marshall (bateria), Andrew Pertes (baixo) e Lauren Zettler (vocais / teclados), o álbum tem mixagem de Claudis Mittendorfer, responsável por trabalhos com Big Data, Neon Indian e Weezer. The Love That Remains mostra a faceta madura, honesta e ambiciosa da trupe. Conduzido por Paul Hammer, o disco fala de amor, perda e memórias sombrias, sem perder os ares de fantasia que deram a cara inicial de Savoir Adore.

O grupo esteve no Brasil em 2014, logo após a turnê que passou por aqui, a tecladista Deirde pediu para sair do grupo para se dedicar a outras coisas, em seu lugar entrou Lauren, que acaba de completar um ano de Savoir. Conversamos então sobre esta nova etapa da banda com o vocalista Paul e ainda falamos um pouco sobre o amor, que encontrou no Brasil na última viagem que fez por aqui.

Move That Jukebox: Primeiro de tudo, a Deirde saiu da banda e já faz agora um ano que você está tocando com Laurem. Está tudo fluindo bem?

Paul Hammer: Sim! Tudo está acertado agora. No começo foi uma transição difícil, primeiro por causa da longa parceria que eu tinha com a Deirde, mas depois que eu e a Laurem começamos a compor e fazer músicas juntos, tudo ficou mais fácil.

Move That Jukebox: Você colocou outra garota na banda, por quê? È porque o som precisava ou porque você não queria que os fãs achassem estranho?

Paul Hammer: Um pouquinho dod dois? [Risos]. Honestamente, eu deixei a música falar mais alto primeiro. Eu comecei a trabalhar em músicas novas em 2014 de depois de escrever algumas canções tudo fez sentido. Eu adoro a dinâmica de vocais femininos e masculinos, te alguma coisa de bonito neste contraste. É uma dança, é o jeito que eu penso no Savoir Adore. Então, foi natural continuar desta forma.

Move That Jukebox: Este álbum nasceu de maneira diferente, você não tinha a Deirde mais e trabalhou com vários parceiros. Como foi esta experiência para você?

Paul Hammer: Foi interessante e excitante. Eu sempre comecei a escrever as músicas sozinho, então, escrevendo os arranjos, etc, não foi tão diferente. Mas se transformou em algo muito divertido ter novas perspectivas, ver a música se movendo para várias direções, que eu não imaginava. E foi uma experiência divertida,de um jeito foi como um “experimento” e eu adorei.

Move That Jukebox: Este álbum também tem uma relação íntima com o Brasil, É sobre saudade e sobre achar o que é o amor. Pode explicar como conheceu o termo e como que a ideia do álbum apareceu para você?

Paul Hammer: Sim! Em 2014, eu toquei no Meca Festival, em Porto Alegre, Rio e também São Paulo. Eu conheci uma garota em SP chamada Fefa (nós estamos casados agora!). A primeira vez que fui embora, ela me ensinou a palavra “saudade” e realmente mexeu comigo. Eu já estava compondo o álbum sobre um personagem que luta contra si para encontrar o amor, enquanto passa por uma realidade que ele não quer aceitar. Quando eu aprendi o que era saudade traduzi para “Tthe Love that remains” [ou o amor que faz falta – tradução livre] foi a tradução perfeita. De um jeito eu senti que como um “destino artístico”. [Risos].

Move That Jukebox: E Paul você agora é casado com uma brasileira. Vi numa entrevista que vocês ficaram namorando em países diferentes. Foi muito difícil? Foram doi anos, né?

Paul Hammer: Sim, foi muito difícil, mas nós também viajamos muito para nos encontrarmos. Eu vim para o Brasil três cezes em 2014 depois de conhecer a Fefa e isso fez com que as coisas fossem mais fáceis. Agora nós vivemos juntos no Broklyn [bairro de Nova Iorque]. Agora sim é fácil!

Move That Jukebox: Vi alguns vídeos da banda e vocês capricham muito. Os vídeos são bonitos e plásticos. Você é que é importante fazer vídeos hoje em dia?

Paul Hammer: Eu acho. Eu acho que é outro jeito de reforçar a ideia ou o sentimento de uma canção. É também uma boa oportunidade de dar a música uma companhia visual. A parte mais difícil é conseguir o orçamento para fazer o que a sua imaginação quer. [Risos] Mas eu levo os nossos vídeos bem a sério e espero fazer mais alguns para o álbum em breve.

Move That Jukebox: Paul você mora em Nova Iorque e aqui no Brasil ainda estamos tentando entender o mercado e saber se é importante ou não para uma banda ter um disco físico. Sendo uma banda indepdente, você ainda acha que é importante? Você compra discos? Vinis?

Paul: Eu acredito que sim. Na nossa turnê pelo menos, nós vendemos muitos discos. Em cidades onde as pessoas dirigem muito e ainda tem CD player em seus carros, elas ainda gostam de comprar. Mas eu compro vinil na maior parte do tempo.

Move That Jukebox: E o que está “movendo” sua jukebox esses dias?

(Ele topou fazer uma playlist exclusiva para o Move That Jukebox e você escuta abaixo).

E aproveitando o ensejo, faz apenas dois dias que o Savoir Adore lançou um novo single, que com certeza vai estar no show da próxima quinta, “Too Late”.