Escute e faça o download de “Doses Homeopáticas”, EP de estreia da banda curitibana Cinema Mudo

Quase um ano atrás, falei um pouco sobre a promissora banda curitibana Cinema Mudo. E a promessa deu uma importante guinada em direção à “realidade” com seu primeiro lançamento. O quinteto formado por Fernando Moreira, Jones Monteiro, Marco Erzinger, Diego Donaisky e JP Branco acaba de soltar o EP Doses Homeopáticas.

Um trompete aqui, um sax com um baixo suingado ao fundo ali, uma quebrada à bossa quando menos se espera, influências óbvias de Los Hermanos e não óbvias de nomes como Local Natives e Wild Beasts. O Cinema Mudo parece mal caber dentro de si nas quatro faixas de seu debut, tamanha é a vontade de mostrar ao mundo suas ideias, letras, musicalidades, viradas inesperadas e referências diversas.

No site oficial, você encontra vários links para seguir os passos do grupo nas redes e para fazer o download do EP – que você também escutar na sequência:

Fernando Moreira, principal compositor, vocalista e guitarrista do Cinema Mudo, tirou um tempinho pra falar um pouco com a gente sobre o Cinema Mudo, a cena curitibana e os planos de sua banda.

Move That Jukebox: Primeiramente, o nome “Cinema Mudo” tem algum significado especial?

Fernando Moreira: A gente sempre inventa uma história, mas vou ser sincero: não tem motivo algum. É só um nome escolhido às vésperas do primeiro show pra colocar no cartaz e que ficou.

MTJ: Muitas bandas de Curitiba preferem o inglês na hora de compôr. Como foi a escolha do português, no caso de vocês?

FM: Essa é uma pergunta legal, porque eu nunca tinha escrito uma música em português séria até começar a banda. Eu sempre escrevi em inglês em bandas anteriores. Mas quando começamos, tentamos encarar o desafio de escrever em português (o que eu acho que é muito mais difícil, pessoalmente). A gente nunca considerou escrever músicas em inglês, por que o português é uma língua linda, que combina com nosso som e tem um impacto muito mais direto em quem está ouvindo.

MTJ: Vocês já estão com shows marcados? Existem planos para um disco completo ou estão focados no EP, por enquanto?

FM: No dia 25 de maio, vamos fazer o show de lançamento do EP aqui em Curitiba, no Wonka Bar. Além da gente, vai rolar o show de reunião da Monaco Beach, depois de quase um ano parado. E discotecagem do pessoal do blog Defenestrando. Queremos marcar shows fora a partir de junho. Sobre os planos, queremos gravar uma das músicas antigas e fazer um clipe ao vivo em junho também. Até setembro, queremos gravar o próximo registro. A gente queria um álbum completo, mas por enquanto não temos dinheiro pra isso (risos). Então provavelmente será outro EP.

MTJ: Apesar de alguns altos e baixos durante a última década, Curitiba é um dos maiores celeiros do rock nacional. Alguma razão específica pra isso? Sente que o rock aí no Paraná tem mais força do que no resto do país?

FM: Por alguma razão desconhecida, tem muito artista bom aqui. Não acho que haja uma cena ou algo que proporcione mais oportunidades que qualquer outra cidade. Deve ser o frio e a falta de coisa pra fazer que leva o pessoal a fazer música. Ultimamente, tem surgido um apoio maior às bandas independentes. O maior problema, na verdade, é levar publico para os shows de bandas autorais por aqui. Já cansei de ir a show vazio de banda boa em Curitiba. O que chama publico mesmo é banda cover.

  • Dominique

    o ep ficou ótimo e sinto que o show do dia 25 será um sucesso 🙂

  • Ricardo Corrêa

    Pop and roll na veia, moçada! Demais o EP, da capa aos sons. Mas no show de lançamento nada de “doses homeopáticas”: show na caixa e lenha!
    “Sucessom” pra vocês!
    Ricardo