Especial: 30 melhores discos nacionais de 2016

Saiu a lista do Move That Jukebox. Escuta aqui!

O ano que passou embora tenha sido muito difícil para a maioria das pessoas, acabou trazendo para a música independente brasileira uma grande e ótima safra de bons discos. Impressionante! Foi difícil inclusive chegar apenas nesses 30 nomes. Esses discos e artistas se destacaram porque saíram do óbvio e se arriscaram. Dá uma olhada e veja o que acha. Não deixe de escutar aqueles que você deixou passar.

30. FingerFingerrr

Curto e direto, o álbum de estreia dessa dupla de rock não fica devendo nada para álbuns de estilo semelhante em qualquer lugar do mundo. Cheio de desvios inesperados, ele leva os ouvintes numa aventura empolgante e deliciosa.Para aqueles que vivem de dizer que o rock acabou, eis aqui uma ótima dica. O Finger teve seu disco mixado só pelo Mario Caldato Jr, o mesmo que trabalhou com os Beastie Boys. Dicas: “Eu Só Ganho”, “Make You See”. (Gustavo Sumares)

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29. Selton

O grupo gaúcho que foi se encontrar na Itália e acabou formando uma banda lançou este ano Loreto Paradiso. O álbum é uma grande celebração e um grude, não tem como não escutar e não querer colocar no repeat. O rock indie e pop italiano, brasileiro e inglês faz a miscelânia deste álbum. Escute “Cemitério de Elefante” e “Don’t Play With Macumba”. (Alessandra Braz)

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28. Clarice Falcão

É sim! Muita gente falou mal do bendito clipe da Clarice, daí que começaram a falar mal dela, da música e tudo mais que poderiam falar. Mas nós achamos que Problema Meu é um ótimo álbum e que fala diretamente com as mulheres. Afinal, que mulher já não levou um bolo, fingiu que gostava de alguém, escolheu qualquer pessoa para estar junto, foi enganada por um homem comprometido, desejou o mal para aquele cara. Clarice deu um passo além no seu feminismo, mas continuou mostrando sua face cômica. Escute: “Irônico” e “Vagabunda”. (AB)
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27. Tássia Reis

Embora já estivesse aí rimando, Tássia Reis apresentou seu Outra Esfera também sem muito estardalhaço, mas foi só se unir com Liniker e As Bahias e a Cozinha Mineira, que finalmente o mainstream indie descobriu esse poder! O disco é um grito feminista e em especial da mulher preta! Escute: “Desapegada” e “Da Lama/ Afrontamento”. (AB)
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26. Pedro Pastoriz

O gaúcho radicado em São Paulo faz parte do grupo Mustaches e os Apaches e foi sua carreira solo que chamou atenção desta vez. Projeções nasceu de uma ideia simples, uma bincadeira com o projetor que ficou em sua casa acabou se transformando num retrato de um “outsider” sobre a nova cidade e ainda mais morando no centrão! Muito Caetano na década de 70! Escute: Restaurante Lótus” e “Projeção”. (AB)
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25. Gustavo Galo

Mais um álbum de um artista que foi para a carreira solo sem abandonar sua banda. Gustavo Galo faz parte da Trupe Chá de Boldo, mas lançou o segundo disco, SOL. O grande lance desse álbum é a poesia virando música de maneira sofisticada. Escute: “Grafitesão” e “Salto no Escuro” (ótima versão de Nelson Jacobina e Jorge Mautner). (AB)
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24. Meno Del Picchia

Com letras e melodias delicadas, Meno faz uma homenagem ao tio em Barriga de 7 Janta. Escute “Jacaré” (com participação de Saulo Duarte) e “Barrida de 7 Janta”. (AB)
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23. Rico Dalasam

O rapper assumidamente gay começou a chamar atenção tocando apenas seu EP Modo Diverso. Enquanto lá ele estava buscando se encontrar e se aceitar, aqui em Orgunga, Rico canta o orgulho de ser quem é! O disco é chiclete, você vai ouvir sem parar! Escute: “Riquíssima” e “Esse Close eu Dei”. (AB)
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22. Tom Zé

Quem diria que o nosso vovó tropicalista/roqueiro/mpb iria fazer um disco para crianças falando de um assunto que em pleno século XXI é um tabu, eis Canções Eróticas de Ninar. Nossos antepassados com certeza estão com vergonha de nós! Escute: “Sexo” e “Orgasmo Terceirizado”. (AB)
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21. Alvaro Lancelotti

Canto de Marajó, que grande disco! Alvinho Lancelotti sai do Rio de Janeirro e nos leva pela sua música para a linda ilha no Pará. A sensação é mesmo de estar em frente ao mar. Escute: “Balé” e “Vejo”. (AB)
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20. Matheus Brant – Assume que Gosta

Segundo álbum do Matheus Brant, mineiro que também faz parte de um grupo de carnaval escolheu justamente brincar com o pagode, samba, o brega e fazer seu “Assume que Gosta”. Afinal, quem não gi=osta de rebolar até o chão e escutar música de cotovelo dos anos 90. Assume, meu felho! Escute: “A Levada do Arrocha” e “Abandonado”. (AB)
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19. Rômulo Fróes e César Lacerda

Um disco de canções feito por dois grande cancionistas da música nacional! O Meu Nome é Qualquer Um nasceu meio que sem querer, já que os artistas queriam era fazer música para vender, mas uma recusa acabou levando que eles cantassem as próprias canções. Com delicadeza tratam de assuntos polêmicos, desde o racismo até o amor. Escute: “O Meu Nome é Qualquer Um” e “A Estatística”. (AB)
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18. Rael

O debut do rapper Rael saiu no finalzinho do ano. Em Coisas do Meu Imaginário ele brinca com o rap e traz muito suingue para as canções. Toca na ferida de maneira leve, mas certeira! Ainda tem várias participações, com Black Alien, Ogi, Chico César e mais! Escute: “Do Jeito” e “Minha Lei”. (AB)
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17. INKY

Já falei que a INKY é uma das revelações das bandas de São Paulo. Não dava para ser diferente aqui no Animania. O segundo álbum traz a banda mais banda e com menos efeitos eletrônicos. Ponto para eles! Escute: “Parallax” e “Dualism”. (AB)
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16. Serena Asssumpção

Uma das filhas de Itamar estava preparando o primeiro disco, mas infelizmente faleceu antes de lançá-lo com tenros 39 anos. O disco “Ascenção” virou uma celebração à artista e é cheio de participações especias: Karina Buhr, Zé Celso, Curumin, Xênia França, Anelis Assumpção, Filipe Catto, entre outros. Os batuques exaltam os orixás. Escute: “Exu” e “Iemanjá”. (AB)

15. Wado

Wado é um fazerdor de discos que merecem estar nas listas de melhores, no nono álbum não podia ser diferente, né? Em Ivete, ele flerta com o axé e tem como musa inspiradora uma das maiores axézeiras do país, num disco que é uma “continuidade” do também dançante de Atlântico Negro (2009) seu quinto álbum. Excute: “Alabama” e “Sexo”. (AB)
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14. Iara Rennó

Grande coragem de Iara ao lançar este álbum, que é um, mas são dois. ARCO e FLECHA são duas visões femininas sobre o mundo e que poder! De um lado músicas mais intimamente ligadas às mulheres na segunda questões mais universais. A ousadia foi tanta que por mais que tenhamos uma coisa unificada, temos duas bandas, uma formada só por mulheres e a segunda só por homens e encabeçada por Curumin. Escute: “Mama-me” e “Ivento”. (AB)

13. Sabotage

Mais disco póstumo na nossa lista que inclusivdá um mini desespero, porque essas músicas foram feitas há mais de dez anos e ainda são muito, mais muito atuais! Por ser póstumo, o álbum ganhou várias participações especiais: Dexter, Instituto, Tropikillax e outros. Escute: “Mosquito” e “Maloza é Maré”. (AB)

12. Grand Bazaar

Como não amar um disco que já começa com uma versão cigana/balcã de “Pagode Russo”? Pois este é o segundo álbum do super grupo Grand Bazaar em II. Duvido que você não vai botar este álbum na sua casa e afastar os móveis da sala. Esse disco inspira vinho, toneladas de amigo dançando em roda e se divertindo horrores! Escute: “Palinka” e “O Tesouro de Gran Marajá”.
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11. Graveola

A antiga Graveola e o Lixo Polifônico, banda de Minas Gerais, que já está aí nesse mercadão de meu Deus há mais de dez anos, lançou este ano o ótimo Camaleão Borboleta. O álbum tem pegada de samba, mp, batuques, consegue ser dançante e divertido brincando até com o consumo de uma certa sustânciaque um pessoal por aí fuma. Escute “Talismã” e “Carta Convite”. (AB)
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10. Francisco, El Hombre – Soltasbruxa

Sim, o Fraancisco, el Hombre soltou as bruxas e resolvou jogar as palavras no ventilador! Sem medo de ficar datado, o supergrupo critica o capitalismo, o machismo,o facismo e tudo de jeito dançante e alto, bem alto! Escute: “Triste Louca ou Má” e “Bolso Nada”. (AB)
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9. Baleia – Atlas

Atlas faz jus a seu nome. Trata-se de um álbum monumental, que parece tentar englobar o mundo inteiro. Diversos estilos e um dilúvio de ideias melódicas destacam esse segundo álbum do sexteto sulista. Escute: “Volta” e “Estrangeiro”(GS).
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8. Mahmundi – Mahmundi

Uma estreia sensacional da cantora e compositora Marcela Vale, com canções concisas, memoráveis e produção oitentista. O retrato perfeito de belas férias na praia e uma ótima companhia aos momentos mais alegres do ano. Escute: “Eterno Verão”, “Calor do Amor.(GS)
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7. Carne Doce – Princesa

O quinteto goiano encabeçado pela cantora Salma Jo volta ainda mais forte em seu segundo álbum. Faixas complexas e performances vigorosas de todos os integrantes, bem como as letras feministas da cantora, fazem deste um dos melhores discos do ano.Dicas: “Princesa”, “Açaí” (GS)
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6. Metá Metá – MM3


Um disco muito mais obscuro que seu antecessor, MM3 mostra mais uma vez o critativo trio criando faixas muito distantes de qualquer lugar comum, com letras e arranjos que jogam uma nova surpresa na cara do ouvinte a cada momento. Escute: “Imagem do Amor”, “Angouleme”. (GS)
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5. Vitor Araújo – Levaguiã Terê


Outro grande disco deste ano foi o do Vitor Araújo. Levaguiã Terê é um disco de fazer chorar. É tão lindo, que é bem difícil de explicar o que se sente, rpincipalmente depois que se vê ao vivo. No álbum, ele está acompanhado de uma orquestra, o que torna os arranjos e melodias ainda mais bonitos e profundos. Numa mistura de Radiohead com Sigur Rós, Vitor consegue fazer um disco único! Escute: “Caldí-Naguaará” e “Faxá-Guiã”. (AB)
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4. The Baggios – Brutown


O Baggios estava meio ali “escondinho”, mas não deixou de aparecer com um dos melhores álbum de 2016! Pesado como sempre, o grupo fez parcerias que até fzem sentido ao se ouvir, mas que não daava para pensar de primeiro, com Du Peixe (Nação Zumbi) e Gabriel Thomaz e Érika Martins (Autoramas). E ainda disseram que o rock anda mal, se isso é estar mal, o quer dizer tá bem? Escute “Brutown”, “Como um Tiro Bacamarte” e “Saruê”. (AB)
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3. O Terno – Melhor do que Parece


Quantas vezes você se viu cantarolando “Culpa” após a divulgação do videoclipe, hein? Pois é, O Terno foi responsável por uma das músicas mais chicletes deste ano, daquelas que de uma hora para outra você tava cantando sem parar. Mas não só de “culpa” é feito este novo álbum, que é uma grande mistura de influências. O trio passeia pelo rock, indie, samba, tropicália, Beatles e bebe na fonte, né? Um Beijo Maurício! Escute: “Nó”, “Orgulho e o Perdão” e “Deixa Fugir”. (AB)
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2. Céu – Tropix


A Céu é outra especialista em grandes disco, aqui mais um. Tropix tem arranjos lindos, com flertes oitetista (com aquele toque eletrônico que parece ter saído de um kassio), passeando por músicas mais lenta, mas cheias de suingue, Céu fez uma dos melhores álbum do ano. Uau! Escute: “Amor Pixelado”, “Chico Buarque Song” e “Minhas Bics”. (AB)
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1. Baiana System – Duas Cidades


O segundo trabalho do Baianasystem é tanto um manifesto sobre desigualdade e gentrificação quanto um registro extasiante da energia de uma das bandas mais interessantes do Brasil atualmente. Imperdível! Além disso, é um dos grandes shows do ano! Escute:”Lucro: descomprimindo”, “Bala na Agulha” e “Playsom”. (GS)
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