Essenciais: 10 canções pra conhecer a carreira do Belle and Sebastian

O Belle and Sebastian é uma das principais atrações do Popload Festival, que acontece em São Paulo nos próximos dias 16 e 17. A banda tem uma íntima relação com o Brasil: possui uma grande legião de seguidores no país e chegou a cantar músicas em português na sua primeira passagem por aqui, em 2001. Quando voltaram em 2010, Stuart Murdoch chegou a dizer que o show que fizeram no Circo Voador foi um dos melhores da banda em todos os tempos.

Assim, essa coluna especial, dentro da seção Essenciais do Move, foi feito para antigos, novos e futuros fãs da banda. Destacamos algumas das principais faixas do Belle and Sebastian do início da carreira até os dias de hoje.

 

She’s Losing It (do álbum Tigermilk, de 1996)

Representa bem o estilo das letras do início da banda: histórias de relacionamentos que poderiam acontecer com qualquer um de nós, cheias de encontros e desencontros e que não necessariamente terminam bem. A melodia é grudenta e acessível (ou seja, de alto potencial pop) e é uma das músicas que mais facilmente podem fazer você apaixonar-se pelo Belle and Sebastian.

 

Get Me Away From Here, I’m Dying (do álbum If You’re Feeling Sinister, de 1996)

Considerado por muitos o melhor álbum do grupo, “If You’re Feeling Sinister” tem uma atmosfera densa e melancólica e essa faixa representa bem esse clima. Uma letra que repete “I’m dying (estou morrendo)” mais de dez vezes pode parecer muito depressiva – e é. No entanto, “Get Me Away From Here, I’m Dying” é quase um yin yang: por mais que ela letra seja um triste desabafo, a melodia alegre te ajuda a esquecer dos problemas e gritar que está morrendo enquanto você canta junto pode até te dar uma sensação positiva.

The Boy With The Arab Strap (do álbum homônimo, de 1998)

Indispensável nos shows! É o momento em que a banda escolhe alguns fãs para subirem no palco para dançarem com os músicos. Se você vai aos shows deles no Brasil, não deixe de decorar a letra para não passar vergonha se for um escolhido. São cinco minutos sem um refrão – mas ao final deles “The Boy With The Arab Strap” já pode ser considerada uma velha conhecida.

This Is Just a Modern Rock Song (do EP homônimo, de 1998)

Uma canção épica do Belle and Sebastian. Ao longo de seus mais de sete minutos, narra crônicas urbanas, tem um longo trecho instrumental, faz referências à literatura clássica e menções aos próprios músicos. Dá pra conhecer um pouco de várias facetas da banda. Quando a faixa termina com a frase “Because a song has got to stop somewhere (porque a música tem que parar em algum lugar”), a sensação é o inverso: de que ela poderia durar pra sempre.

The Wrong Girl (do álbum Fold Your Hands Child, You Walk Like a Peasant, de 2000)

Quem nunca escolheu a garota errada? Uma das primeiras músicas que o guitarrista Stevie Jackson assumiu o vocal, “The Wrong Girl” tem a letra uma letra direta e que causa identificação imediata para quem já procurou por um amor verdadeiro.

I’m Waking Up To Us (do EP homônimo, de 2001)

Não escute se acabou de sair de um relacionamento de forma turbulenta. Canção visceral que supostamente trata do fim do relacionamento do líder da banda, Stuart Murdoch com a violinista Isobel Campbell, que deixou o Belle and Sebastian no começo do século. Inspirada em fatos ou não, “I’m Waking Up To Us” soa sincera, emotiva e não desejo que ninguém ouça suas palavras da boca de seu companheiro – é muito cruel.

Your Cover’s Blown (do EP Books, de 2004)

É uma das maiores pérolas perdidas em EPs da banda. Cheia de mudanças de andamentos, tem um dos refrões mais viciantes do grupo. “Your Cover’s Blown” ganhou uma nova versão na coletânea The Third Eye Centre em 2013

Funny Little Frog (do álbum The Life Pursuit, de 2006)

Como uma música pode ser tão bela e tão triste ao mesmo tempo? É uma linda declaração de amor – para um amor impossível. Você pode interpretá-la como uma canção para um amor platônico ou para alguém que já morreu; em ambos os casos vindo da boca de alguém incondicionalmente apaixonado. Sem contar que a melodia gruda na sua cabeça (de uma forma extremamente positiva).

I Didn’t See It Coming (do álbum Write About Love, de 2010)

É a melhor canção com Sarah Martin como vocalista. A música começa tímida, quase como um sussurro (a fofura que caracteriza o chamado twee pop) e cresce para um final irresistível, onde Stuart Murdoch retoma as rédeas de vocalista principal e dialoga com Sarah repetindo a frase “make me dance, I want to surrender” – e não há quem não se renda.

Enter Sylvia Plath (do álbum Girls in Peacetime Want To Dance, de 2015)

Embora pareça incomum uma banda citar uma poetisa como Sylvia Plath em uma canção, para o Belle and Sebastian isso é natural. Conhecida pela sua poesia confessional, Plath parece se encaixar bem ao ecossistema da banda e essa faixa soa como uma grande homenagem. Os efeitos eletrônicos podem te induzir a pensar que essa música é dos anos 80 (até meio brega, no bom sentido), mas ela é do disco mais recente do Belle and Sebastian.

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