Essenciais: 12 shows do Lollapalooza Brasil que você não pode perder

Por Iberê Borges e Neto Rodrigues

Em 28 e 29 de março de 2015, acontece a quarta edição do gigante Lollapalooza, que mais uma vez irá se instalar no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Desta vez, mais de 40 nomes tocarão nos palcos armados pelo evento, que tem como headliners Jack White, Robert Plant, Pharrell Williams e Calvin Harris, além de uma ótima lista de atrações nacionais, com Baleia, Boogarins, Far From Alaska, Fatnotronic, Banda do Mar, O Terno e Mombojó, entre outras.

Com os ingressos já à venda e a separação de bandas e artistas por dia de festival já anunciada, resolvemos montar uma lista com uma dúzia de shows essenciais para quem for acompanhar a maratona dupla do Lolla 2015. No fim do post, nas seções de comentários, deixe também sua lista pessoal de nomes que você não vai perder por nada nesse mundo.

 

Sábado, 28 de março

St. Vincent

Annie Clark é uma graça, mas carrega em seus delicados traços certa periculosidade. Parece que ela pode te controlar a qualquer hora com seus encantos – e talvez seja esse o segredo de seus elogiados shows. Uma modesta guitar hero de voz espetacular em trilhas experimentais, em apresentações diferenciadas, com canções notáveis de seus quatro ótimos álbuns. Com certeza uma das apresentações mais esperadas do Lollapalooza 2015 pela equipe do Move, e uma daquelas que você não pode perder.

 

Robert Plant & The Sensational Space Shifters

Plant é um desses vozeirões sagrados da música contemporânea que mereceriam sua total atenção mesmo se ele estivesse cantando bêbado e desafinado em algum karaokê por aí. Dito isso, uma apresentação completa do bardo inglês ao lado de músicos de habilidades estratosféricas se torna um acontecimento, no mínimo, obrigatório. Quer carreira solo de Plant? Tem.  Covers obscuros do cancioneiro de décadas atrás? Sem problema. Led Zeppelin? Claro. De brinde, você ainda entra, em grande parte da performance atual de Plant, numa atmosfera exótica de percussões, timbres africanos e arranjos místicos. E não ouse piscar em “Rainbow” e “Turn It Up”, faixas do álbum mais recente do vocalista com sua banda e duas das mais bonitas canções do ano.

 

Banda do Mar

Ainda falta um pouco para a Banda do Mar se afinar ao vivo e, até o Lolla, tudo deve estar no lugar. Camelo nunca foi um exímio artista ao vivo e, até pouco tempo atrás, Mallu era uma menina indefesa diante da multidão. Mas tem algo que só a Banda do Mar consegue: movimentar uma multidão com coro e emoção, apenas com músicas em português e com frescor de novidade – contando com formidáveis momentos do seu disco de estreia. Carisma não deve faltar, nem lágrimas do público e empolgação. Ou você vai estar lá para conferir isso de perto, ou com certeza vai ouvir falar depois de como valeu pena. O que você prefere?

 

SBTRKT

O produtor britânico Aaron Jerome chega ao país liderando o projeto SBTRKT por trás de suas já famosas máscaras tribais. Seu set é baseado nos dois discos: o de estreia, de 2011, e Wonder Where We Land, deste ano. A expectativa é de recortes frenéticos, enchente de ruídos eletrônicos, alguns arranjos e refrões mais acessíveis e participações, pelo menos vocais, de nomes como Little Dragon, Warpaint, Ezra Koenig, Jessie Ware e Sampha – este último, se dermos sorte, talvez até venha acompanhando Jerome em sua aguardada apresentação por aqui.

 

Alt-J

Ganhar o principal prêmio da música britânica em 2012 com seu debute colocou o estranho Alt-J no radar de muita gente e aumentou a vontade de ver o grupo estrear em palcos brasileiros. A espera acaba no primeiro dia de Lolla Br. Ao vivo, o trio ganha companhia para reforçar o som meio indie cabeçudo preenchido por melodias minimalistas, vocais entrelaçados e percussão marcante. Os singles de An Awesome Wave devem causar pequenos coros, enquanto as músicas do trabalho mais recente, This Is All Yours, são mais contemplativas e perfeitas para um possível pôr do sol de outono paulistano.

 

Jack White

White é do tipo que ainda acredita em espetáculos. Ainda bem. Caçando momentos de toda sua carreira, o que não faltam são opções para fazer um setlist fantástico. De White Stripes a Raconteurs à sua carreira solo (como se ainda não bastasse, covers), Jack White monta um time de instrumentistas brilhantes e carismáticos e os coloca em um cenário azulado, fazendo suas composições brilharem neste universo que cria em cima do palco – um universo onde o velho rock americano reina através do seu inconfundível timbre de guitarra.

 

Domingo, 29 de março

Interpol

El Pintor deu novo fôlego ao Interpol. Além de faixas interessantes para apresentar a vivo, parece que o lançamento deu também certo gás para a banda voltar aos palcos com mais empolgação, como foi visto em alguns festivais ao redor do mundo nesse ano. A voz e o charme de Paul Banks serão sempre artifícios indispensáveis. Some isso aos preciosos hits da banda e programa-se para não perder essa.

 

Childish Gambino

Donald Glover é foda. Não chega a ser o mais impressionante dos rappers em ascensão, mas tem uma facilidade de lidar com o público, assim como já fez em sua carreira de ator e roteirista – e como Childish Gambino, ele aproveita dessa facilidade e inventa uma série de trilhas de verão em forma de rap. Músicas pra cantar junto, pra acompanhar nas palmas e pra deixar a coisa esquentar, fazendo o tipo de show que tudo tem a ver com o clima de calor – o do sol e o da multidão.

 

The Kooks

Os ingleses do The Kooks fizeram por merecer uma nova chance. Reformularam sua música e o mesmo aconteceu com suas exibições ao vivo. Mais dançantes, as canções agora soam empolgantes e acessíveis, colocando garotas e garotos para aproveitar aquele descompromissado indie rock, com muito mais groove em guitarra, baixo, bateria e, se o time vier completo, em um belo coral de backing vocals. Listen fez desse um ótimo momento para eles voltarem.

 

Rudimental

Dos shows com grandes chances de surpreender os brasileiros no Lolla 2015, o do Rudimental é um dos mais imperdíveis. Isso porque, no palco, a revelação inglesa de 2013 provoca catarse embalada por música eletrônica moderna, pop radiofônico com refrões inspirados e uma pegada de R&B com hip hop ideal pra quem quiser dar um tempo nas guitarras de arena que estiverem rolando nos outros palcos. Ao vivo, o Rudimental se multiplica e se torna um coletivo com muitos vocalistas, metais, teclados, sintetizadores e bateria explosiva. A banda vem com seu disco de estreia, Home, lançado em abril de 2013.

 

Far From Alaska

O nome nacional mais indicado pra você não perder de jeito nenhum no domingo de Lolla vem de Natal, acompanhado de modeHuman, um dos grandes discos de rock de 2014. O quinteto Far From Alaska derruba as dúvidas de qualquer desconfiado com quilos de distorção, produção sonora impecável e uma dupla de vocalista e tecladista que ditam o ritmo poderoso das apresentações atuais do grupo. A trinca “Deadmen”, “Dino vs. Dino” e “Communication” é digna de abrir mosh pits em pleno Autódromo de Interlagos.

 

Pharrell

“Get Lucky”, “Lose Yourself to Dance” e, é claro, a onipresente “Happy”. O pacote pelo qual Pharrell ficou mais conhecido entre 2013 e 2014 é somente a ponta do iceberg pop que tem o produtor na linha de frente. Munido de dançarinos e uma banda de apoio bem estruturada, Williams deve chegar ao palco paulistano com hits de sua estreia solo, além de versões próprias para canções do N*E*R*D, Snoop Dogg, Justin Timberlake, Gwen Stefani, Major Lazer e Robin Thicke. Ou seja, um show pra quem estiver no clima de dançar o crème de la crème que passou pelas rádios do mundo inteiro na última década.

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