Festival Planeta Terra ’09 – Móveis Coloniais de Acaju (Parte 2/9)

Chegamos no Playcenter pouco depois do final do show do Macaco Bong que, de acordo com quem estava lá para contar a história, abriu o Festival Planeta Terra com a aprovação dos presentes. Naquele momento, a lotação do Main Stage, responsável por receber o show, denunciava que não fomos os únicos a perder a apresentação instrumental da turma de Cuiabá: Não mais de 300 pessoas estavam ali, com cara de deleite pelo show dos cuiabanos e de prontidão para o show da banda que viria em seguida: O Móveis Coloniais de Acaju.

A big band brasiliense subiu ao palco com sua típica animação e, logo de cara, se deparou com uma dúzia de fãs de Sonic Youth que reservavam seus lugares na grade com determinação – e que, até o show da trupe de Kim Gordon, fizeram questão de não tirar a expressão apática de seus rostos. Mesmo assim, “apatia” foi um substantivo que passou longe da presença de palco dos rapazes que, ao final do show, haviam atraído mais de mil pessoas até o palco principal do evento.

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O setlist padrão do grupo foi encurtado para se adaptar aos horários do festival mas não perdeu a solidez, embora fosse notável a falta de grandes composições do primeiro álbum da banda (Idem, 2005), como “Perca Peso”, “Seria o Rolex?” e “Menina-moça”. Oito das doze músicas de C_mpl_te, lançado ainda em 2009, apareceram ao longo da apresentação – e, me redimindo com o disco, todas elas acabam propagando a mesma energia de “Esquilo Não Samba” e “Aluga-se-vende”, que representam Idem na nova empreitada do grupo.

Mesmo com o sol forte durante toda a tarde, ninguém hesitou em dançar ao som do show do caras, que fizeram até os mais alheios ao ska remexerem durante toda a apresentação. Fica na memória a animação de André, showman completo que era acompanhado com fervor por todos os membros da banda; Os sons fortes do metais que, por vezes, foram bradados por dois ou mais integrantes em um único instrumento e a palhinha de “Glory Box”, do Portishead, que sincronizou o trip hop ao som festivo do Móveis. Também fica inesquecível a clássica roda de “Copacabana”, que fechou o show com 1/3 do grupo no meio do público e, claro, fica a vontade de rever a banda em uma casa menor, mais intimista, onde a conexão dos caras com os fãs fique ainda mais latente. I can hardly wait.

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Setlist – Móveis Coloniais de Acaju:

O Tempo
Falso Retrato (U-hu)
Descomplica
Esquilo Não Samba
Cheia de Manha
Bem Natural
Sem Palavras
Cão Guia
Indiferença
Aluga-se-vende
Copacabana

Leia também: Planeta Terra ’09 – Maximo Park

4 Comentários para "Festival Planeta Terra ’09 – Móveis Coloniais de Acaju (Parte 2/9)"

  1. “se deparou com uma dúzia de fãs de Sonic Youth que reservavam seus lugares na grade com determinação – e que, até o show da trupe de Kim Gordon, fizeram questão de não tirar a expressão apática de seus rostos.”

    Verdade. Gente com cara de cu não desce, viu.

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