#FicaDica: Ank

Incentivado pelo projeto lo-fi alagoano Bad Rec Project e pela certeza de que paixão e vontade de fazer música são mais importantes do que técnicas avançadas de gravação, Ank (pseudônimo do paraibano Victor P. Costa) produziu dentro de seu próprio quarto as 5 canções que compõem o clima sensível de seu primeiro trabalho.

O EP homônimo lançado no início de 2017 e gravado inteiramente pelo celular de Victor possui influências do folk, cenas lo-fi e do cenário “rock triste” brasileiro. As curtas faixas contêm ruídos cotidianos comuns em gravações caseiras, como carros passando, cães latindo e pássaros cantando; elementos que encaixaram perfeitamente na simplicidade melancólica das canções.

Além de uma alternativa barata, a produção caseira empresta uma originalidade ímpar a qualquer trabalho. No EP de Ank o estilo cru de gravação, rudimentar e franco, ajudou a incrementar a sentimentalidade presente nas músicas do registro. Ao anunciar o lançamento de seu álbum por uma postagem em sua página do Facebook, o músico deixou transparecer a fonte de toda a sensibilidade de seu trabalho:

“Hoje finalmente criei coragem, enquanto pensava o quão difícil é por algo novo (ou nem tão novo) no mundo, principalmente quando se trata de mim e todos os meus complexos que não vem ao caso. Essa é minha primeira experiência gravando minhas próprias músicas, e foi bem significativo, e no final o que vale é “significar algo”, “se colocar em algo”. E esse álbum é isso, sou eu, desajustado, esquisito, mal acabado, pequeno e Lo-Fi. Meus amigos, obrigado por me aguentar e me ajudar sempre, um abraço”, disse.

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