#FicaDica: DAN

DAN - Luisa Mascarenhas

Ele acabou se lançar o EP e já espera que você fique íntimo? Pretensão ou confiança no trabalho? Foto: Luisa Mascarenhas/Divulgação

Em casa ele não tinha ninguém que tocasse com ele. Não havia nenhum músico na casa, mas um violão velho deixado de lado e empoeirado deu a Daniel Borges, 23, a primeira oportunidade de tocar. Foi com um amigo, aos 15 anos, que ele resolveu tentar as primeiras notas.

“Um amigo meu que havia aprendido a tocar violão (não tinha muito tempo), resolveu que iria me ensinar. E esse meu amigo me ensinou “Wonderwall” do Oasis. Lembro que eu fiquei dias só tentando decorar a posição dos dedos. Quando consegui ouvir a música ali no meio daquele acorde mal feito se tornou um vício desde então”, DAN, alcunha que usa para se apresentar.

Foi dentro do quarto sozinho, que ele aprendeu a tocar e começou a fazer música. Não fez parte de nenhuma banda e por isso, trazer à tona seu projeto solo, o primeiro EP, Amber, foi apenas um pulo.

“Foi um caminho bastante natural… Quando eu decidi que queria compartilhar com outras pessoas o que eu estava fazendo, nem cheguei a procurar banda nem algo do tipo. Porque o caminho foi quase o inverso, né? Eu criei o artista antes de pensar em dividir a arte. Além disso, sempre busquei muita inspiração em artistas solo”, explica.

Daí, alguns artistas vem à cabeça, John Mayer, seu mestre que diz ser “um do melhores de sua geração”; Tiago Iorc, Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Caetano Veloso e Djvan. Quando escutamos suas músicas, é possível perceber justamente essa característica bem bossa nova do “banquinho e um violão”. As letras intimistas passeiam pelo rock acústico e por relações vividas ou não pelo autor.

Amber não é uma mulher de verdade, parafraseando Ataulfo Alves, mas no EP e na canção, ela se transforma na pessoa desejada e mostra aquela insegurança do primeiro encontro. DAN canta: “Moon light, Amber/Shine bright, I wonder/Should I kiss you? it feels so right”. Quem nunca, não é mesmo? Ele vai do começo ao fim da relação e ainda traz aquela esperançazinha de casais apaixonados. Esta foi a primeira canção, depois vieram as outras e a colagem do que iria ou não ser lançado.

As músicas vieram também com vídeos, que mostram DAN tocando e tocando sozinho no estúdio, primeiro veio “Tell Me” e depois “Where are you”. Tudo faz muito sentido, já que Daniel, sempre solitário musicalmente escolheu utilizar o nome que é conhecido entre os amigos para dar à cara a tapa. Ele quer que você entre na sua intimidade. Você vem?

Escute o EP completo no Spotify:

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