#FicaDica: Fernando Maranho (Cérebro Eletrônico)

Fernando Maranho

Embora a banda que usamos para identificar o Fernando Maranho seja a Cérebro Eletrônico, o grupo encerrou suas atividades oficialmente este nao e ele resolveu foi cavar seu espaço na música caindo de cabeça numa carreira solo.

“Eu comecei a perceber que o ciclo natural do Cérebro Eletrônico, que era minha banda principal na época, estava acabando. Então, resolvi desengavetar algumas ideias de músicas que estava criando nos últimos tempos, juntei a novas ideias e decidi gravar o que seria apenas uma demo com o Renato Cortez, meu parceiro também do Cérebro. Acho que a vontade continuar a criar, a fazer música me levou a este disco. Confesso que não sou muito chegado a este termo “solo”, porque adoro bandas. E, por mais que meu nome esteja estampado na capa do Hipercubo, gosto demais da sensação de ter chamado amigos pra participar do disco e ter gravado ele com o Renato e o Gustavo. Acho que o legal da música trocar ideias, sensações, momentos… Então, acho que nunca estamos “solo”, e isso é o melhor de tudo”, conta Maranho em entrevista por e-mail.

Como ele mesmo já revelou Hipercubo é o nome do álbum, que é bem uma salada musical, passa pelo folk, onde temos a participação de menino do folk nacional, o Hélio Flanders (Vanguart), temos muito eletrônico, que você já sabem de onde vem, né? Tem uma banda tropicalistas meio Mutantes e ainda umas pitadas de rock anos 90.

“Eu sempre fui um cara ativo na questão de arranjos e produção dos discos do Cérebro, então acho natural que às vezes soe parecido. Não foi nada forçado, mas o que eu pude contribuir pra estética do Cérebro continua naturalmente neste novo trabalho. A questão da diversidade de sonoridades dentro do disco é algo que eu sempre busquei com o Cérebro, também, e trago pro meu disco agora. Eu sou fã de discos onde cada faixa tem uma atmosfera diferente, como jujubas sortidas. Passei a infância escutando rádio. Ouvia de Kiss a Michael Jackson. Na adolescência fiquei fã de todo tipo de rock. Mais perto dos anos 2000 eu comecei a escutar eletrônico e música brasileira. Acho que todas essas influências formam o meu estilo, mas devo confessar que minhas composições acabam saindo mais com a cara do rock dos anos 90, acho que porque foi a fase em que comecei a tocar guitarra e montar bandas em Bragança, uma fase especial na minha vida em relação a essas descobertas de criatividade musical”, diz o artista.

O disco ainda tem participações Meno Del Picchia, Tatá Aeroplano e a cantora e atriz Mayara Moura. Daí, já deu para ver que embora o disco seja solo, na verdade ela ganhou foi uma grande amálga do que era o Cérebro Eletrônico, “Ficou faltando só o Fernando TRZ que está morando em São Carlos”, explica Maranho. Então, o primeiro disco do Maranho entra no nosso #FicaDica, por ser um trabalho novinho em folha, de um artista que não é tão novo assim. Escute Hipercubo no Spotify:

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