#FicaDica: Larissa Baq

Larissa Baq - Foto Promo

É um baque mesmo. O nome já diz. Larissa Baq é mais uma das artistas que achamos que vale a pena se vocês gosta de música brasileira e dessa mistura MPB, indie e eletrônico. Algumas vezes sua voz me lembrou Maria Gadú, mas se você não gosta da cantora, calma, na verdade, Larissa é uma versão muito melhor de Gadú.

A artista começou a tocar apenas com 12 anos e o primeiro violão veio como presente da mãe, que percebeu seu grande interesse por música. Segunda Larissa, ela estava naquela fase em que estava querendo gritar para o mundo. “Nisso veio a guitarra e outras influências que conversavam mais comigo naquele momento, Ramones, Nirvana, Sound Garden, Silverchair, etc”, conta.

Mais ou menos aos 18 anos, começou a trabalhar oficialmente como música e usava o outro sobrenome Nalini e agora lança o seu primeiro disco v o a, que já está disponível para streamings nas plataformas disponíveis – escute aí:

Hoje com 27 anos, Larissa Baq é aqui do lado da capital paulista, de Franca e diz que prefere morar lá pela calmaria. “Gosto bastante da tranquilidade de lá pra poder estudar, compor”, diz. Mas volta e meia, ela está aqui por São Paulo para tocar. Ela é multinstrumentista, estudou percussão e já trabalhou acompanhando alguns artistas, viajou pelo país “e tudo mais”.

Ela também trabalha como produtora musical. Assina junto com o austríaco Michi Ruzitschka e já produziu trilhas pra peças de teatro, curtas metragem, espetáculos de dança. E explica que o machismo ainda existe dentro desse mercado. Ainda mais, sendo ela uma moça de tantos talentos.

“Eu acho triste porque pras pessoas é natural ter um festival que tem mais homens do que mulheres, uma mostra, um programa de TV que tenha um monte de caras e quando tem mulher ela tá seminua, saca? É natural no nível de que ninguém pensa nisso e isso é o mais triste. Vi o lineup do Glastonbury desse ano e tá cheio de mina, mas não é nada que devamos achar o máximo, é o mínimo que eles devem fazer, começar a olhar pro lado porque tem muita mulher incrível trabalhando demais e com o mesmo nível dos caras, óbvio”.

Ela continua: “Brasil é ainda mais complicado, eu penso. O meio musical aqui é absolutamente machista, onde a mulher fica naquela posição de intérprete, de diva, de musa inspiradora e isso é um porre. A mulher que compõe, a mulher instrumentista demora pra ter seu lugar reconhecido, sabe? Em fevereiro nasceu um movimento, a hashtag #mulherescriando no Facebook, eram posts de vídeos de mulheres compositoras de todos os lugares do Brasil e arrasando! Disso veio a ideia de uma mostra com compositoras e vai rolar em julho. É uma questão de mexer pra ver que tem muita coisa massa, é uma questão de nos impormos porque pra nos diminuir esse machismo implícito na sociedade tá a todo vapor aí”.

Nós adoramos! E vocês o que acharam? Aqui, o vídeo dela no Sofar Sounds em Motevídeo.

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