#FicaDica: Thársila Di Britto

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Em tom sincero, Thársila de Britto entra de cabeça na música. Foto: Facebook/Divulgação

O nome da moça é incomum e marcante, já sua música é suave e colorida. Thársila Di Britto é carioca e está iniciando sua carreira como cantora, mas já se arriscava no mundo das artes, quando se tornou atriz. Ela ainda não tem um EP fechadinho, as músicas mesmo vão sair oficialmente em 2017 (ai, que espera!). Ainda com certo receio e vergonha, ela teve coragem de fazer algumas versões e jogar na internet, o que lhe rendeu mais de 100 mil visualizações no Soundcloud.

Abaixo, você consegue escutar a versão acústica de “Me Sinto Ótima”, da Banda do Mar e cantada pela nossa querida Mallu Magalhães. Mallu, inclusive toca aqui no Brasil final de agosto e fizemos uma entrevista com ela. Dá uma olhada aqui.

Quando canta, Thársilla tem uma voz inocente e calma. Escutando a faixa até o final, é possível ouvir uma risadinha, que deixa clara a sua vergonha corajosa. Se expor não é uma coisa para qualquer um, certo? A voz chamou atenção de um pessoal e agora ela faz parte do coletivo MIRA, que também abarca os artistas Lisbela (com quem gravou duas faixas), La Nuova, Leo Middea, entre outros.

A gente fez uma entrevista com a moça para fazer este #FicaDica e ao invés de colocar aqui suas falas, como de costume, preferimos que vocês vejam num estilo pingue-pongue.

Move That Jukebox: Thársila você começou bem cedo a ter uma veia artística, porque acha que desde tão cedo teve essa conexão com a arte? E como foi isso para os seus pais? Eles te
apoiavam?
Thásila de Britto: Esse lado artístico sempre esteve presente em mim, mesmo que inconscientemente. Eu sempre fui muito estimulada desde pequena pelos meus familiares a seguir esse caminho. Eles sempre foram muito sonhadores nesse quesito e confesso que no começo eu era uma pessoa muito envergonhada e não gostava muito disso na minha infância. Foi depois que eu tive meu primeiro contato com o teatro que eu comecei a me soltar mais e conseguir aflorar mais esse meu lado sem medo e vergonha de “aparecer”.

Move That Jukebox:  Você continua hoje trabalhando como atriz mesmo?

Thársila Di Britto: Sim! Estou trabalhando em uma nova esquete para mandar para os próximos festivais. A ideia é transformar a ultima esquete a qual fui indicada como melhor atriz (Amor, Fatal Amor) num espetáculo e entrar em cartaz. Pretendo me amarrar cada vez mais nesse mundão do teatro. O teatro me dá muita segurança não só como cantora, mas também como mulher.

Move That Jukebox: Como foi que você decidiu ser cantora? Quando foi que rolou um clique de dizer: “ vou me arriscar nisso agora”.
Thársila Di Britto: Eu sempre gostei muito de cantar, mas não sabia tocar nenhum instrumento que me acompanhasse e sempre fui muito envergonhada. Depois que aprendi a tocar violão e comecei a fazer outras versões, comecei a enxergar um mundão de possibilidades e fui ganhando mais segurança ao cantar. Aí resolvi postar alguns vídeos meu tocando essas versões.
Isso me possibilitou muitas coisas, dentre elas, o contato com outros artistas. Artistas os quais já tinham uma estrada percorrida e que me fizeram perceber que o fato deu seguir essa carreira e construir a minha própria estrada do zero poderia estar mais próximo do que eu imaginara. O tempo foi passando, convites de parcerias foram aparecendo, e quando eu dei por mim já estava compondo a minha primeira canção meio que do nada. Sim, a maiorias das minhas canções (principalmente as primeiras que eu fiz) foram feitas no susto. Eu acho que na real não sou eu quem as faz e sim meu inconsciente, porque elas soam naturalmente e eu geralmente estou numa espécie de transe. Até que me veio o convite de entrar pro coletivo MIRA e eu tive a oportunidade de OFICIALIZAR meu trabalho como cantora de fato.

Move That Jukebox: E o que você pode dizer para as pessoas que ainda vão ouvir seu EP, o que elas podem esperar?
Thásila Di Britto: Posso dizer que muitas vão se identificar com as canções. Porque essas músicas são reais, são verdadeiras e descrevem o cotidiano de muita gente. A simplicidade acompanha quase todas as minhas canções e é essa simplicidade que acaba te envolvendo de uma maneira que, quando você se dá conta, já está cantarolando-a por aí. Alegria é um ponto desse EP também. Porque mesmo as canções que falam sobre assuntos mais melancólicos, elas sempre terminam com um desfecho esperançoso e feliz. Ou dão a entender isso. Acredito que elas sigam assim porque sempre que eu estou triste procuro pensamentos otimistas e busco sempre melhorar para sair desse estado “triste”, e isso acaba refletindo nas minhas canções.
Se pudéssemos enxergar um som, eu diria que esse EP tem muita cor!

Move That Jukebox: Como está a sua parte de escolher músicas, compor gravar? Porque antes você só fazia versões, né?
Thársila Di Britto: Antigamente eu fazia mais versões, mas eu sempre escrevi poemas desde a época do colegial. Depois que eu comecei a tocar violão eu comecei a unir uma coisa com a outra e assim foram surgindo as primeiras canções. Inclusive a canção “Gosto”, que lançarei em breve no projeto “Música na Varanda”, era um poema meu que eu havia feito no começo de 2014 e que resolvi transformar numa canção em 2015. O meu processo de composição (se é que podemos chamar assim) é bem espontâneo. Eu sinto e coloco no papel, eu vejo e depois toco. Às vezes descarto um coisa ou outra, mas procuro manter aquilo que veio naturalmente. Tem sido muito bom compor, aprimorar a criatividade e tudo mais. Esse processo de maturação, tanto compondo quanto escolhendo as canções, tem sido muito importante para o desenvolvimento da minha trajetória. É a construção da identidade do meu trabalho, então tudo tem de ser feito com muito carinho e cuidado.