Fleet Foxes – Helplessness Blues

Que o Fleet Foxes é daquelas bandas que fazem você largar mão da sua vida urbana e desejar estar no campo, sob uma árvore, numa sombra fresca, não é novidade pra ninguém. Em 2008, no debut auto-intitulado, Robin Pecknold e companhia trouxeram um revival pro folk com canções que esbanjavam harmonias vocais perfeitas e um clima bucólico e poético. Agora, 3 anos depois, temos Helplessness Blues, uma evolução no som dos americanos.

Sem deixar de lado a introspecção muito bem-vinda, o CD já abre com uma de suas melhores faixas, “Montezuma”, guiada apenas por dedilhados, harmonias vocais e um pouquinho de bateria. Em “Bedouin Dress”, a segunda faixa, temos novidade: um violino simpático chamando toda a atenção. A partir daí começamos a reparar que o Fleet Foxes inseriu uma maior variedade de sons nesse novo trabalho. Em “The Shrine/An Argument”, faixa que passa dos 8 minutos, temos o que poderíamos chamar de um folk mais progressivo: a música tem divisões e adora diversificar seu andamento, até chegar num final sonoramente mirabolante. Essa coisa mais requintada e “viajada” também pode ser encontrada em “The Plains/Bitter Dancer”, com um crescendo lindíssimo em seu início.


“The Cascades” é daquelas músicas instrumentais sensíveis e tocantes que só o Fleet Foxes pode fazer. Depois dela, os destaques não podem fugir de “Grown Ocean” e “Helplesness Blues”. A faixa que dá nome ao álbum tem dois segmentos bem divididos – um estruturado pelos incansáveis violões e o outro onde um mundo novo se abre: a guitarra ecoa, as vozes se casam e….é só se deixar levar. É de dar arrepios. “Grown Ocean” também é marcante e empolgante, encerrando o álbum de maneira impecável e talvez mais energética do que se esperaria da banda (num bom sentido).

Com esse segundo álbum, o Fleet Foxes não apenas se livra da apreensão do segundo disco temida por todos, como também se estabelece ainda mais como uma das bandas que mais despedaçam corações mundo afora. Eu mesmo ainda estou recolhendo os cacos do meu por aí…

  • Cleiton

    Até que enfim fizeram essa resenha, hein! 🙂
    Realmente, Fleet Foxes nos trouxe um álbum belo e maduro. Desde que ouvi o primeiro álbum deles, sabia que eles não iam nos decepcionar.
    INSPIRAÇÃO + QUALIDADE MUSICAL raramente dá errado.

  • Fabiana

    Esse álbum com toda a certeza é um dos melhores de 2011 s2

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