Foo Fighters comanda a noite e ainda dá bateria para aniversariante

Dave Groohl em destaque no show do Foo Fighters em São Paulo. Foto: Uol/Divulgação

Os dois últimos dias de fevereiro de 2018 foram de Allianz Parque lotado, Queens of The Stone Age e o Foo Fighters, com belo auxilio do Ego Kill Talent, entregaram ótimos shows, proporcionais ao tamanho das bandas e a expectativa criada.

Falando mais do segundo dia de shows, o Ego Kill Talent, assim como no primeiro dia, teve que superar o horário desfavorável com o público ainda se locomovendo até o estádio palmeirense, por outro lado quem ia chegando tinha toda disposição do mundo para curtir o bom show que os paulistas entregaram. A banda que tem ex-integrantes de bandas como Sepultura e Reação em Cadeia mistura o metal e pós-grunge, escolha inteligente pensando nas bandas que viriam depois.

Já no começo da noite, não muito depois do fim do show de abertura, o Queens Of The Stone Age mandou um set autêntico, sem muito se preocupar em ser agradável para o fã “best of you” que não via a hora de assistir a atração principal. Como de costume a banda de Josh Homme fez um grande show de rock, pesado, bem tocado e cheio de hits, a densidade dos últimos dois discos se misturou às outras grandes canções da história da banda, em particular a volta de “In My Head”, que não era tocada ao vivo a muito tempo, além de “Sick, Sick, Sick” e “The Lost Art of Keeping a Secret” ambos clássicos não tocados no dia anterior.

Provavelmente só se sentiu falta do clássico doidera “Feel Good Hit Of The Summer”, essa realmente não apareceu em nenhum dos shows, para não falar só das antigas, as recentes “The Way You Used to Do” e “The Evil Has Landed” são melhores ainda ao vivo.

Em alguns momentos o som não ajudou, de algumas partes do estádio chegava tudo meio embolado e alguns instrumentos baixos demais, com o decorrer do show tudo foi melhorando, coisas de concertos em grandes arenas. No geral mais um show de manual do Queens of The Stone Age, que encerrou a apresentação com a sensacional tríade “Make It Wit Chu” e os tiros “Go With the Flow” e “A Song for the Dead”.

Quase 21h e o Foo Fighters subvertendo todas as expectativas mandam logo de cara “Everlong” e “Monkey Wrench”, ao invés das já tradicionais “Run” e “All My Life”, situações e sensações como essa já fazem valer o dia e o show. A partir daí foram uma sequência de hits sem fim e comprovação de que para o bem e para o mal Dave Grohl é o cara, a postura, as interações por vezes engraçadas outras vezes longas demais, as pausas, a simpatia, em um certo ponto, Fernanda, amiga que me acompanhava e como muitos preserva uma certa dualidade do amor e do ódio pelo vocalista, olhou para mim e disse: Dave é foda!!!!”

De trás para frente do palco Dave Grohl montou a maior banda de rock do seu tempo, talvez não a preferida de todos, mas a maior. Das 23 canções pelo menos 17 eram hits e algumas ainda ficaram de fora, “Generator” da primeira noite foi substituída por “I’ll Stick Around” na segunda e não faltaram as músicas old school, “Big Me”, “This is a Call”, “My Hero”, “Learn to Fly”.

Foram muitos covers, Chris Shiflett mandando “Under My Wheels” do Alice Cooper, teve Michael Jackson, Ramones, AC/DC e Taylor Hawkins nos vocais em “Under Pressure” do Queen, deixando a bateria para um garoto da plateia que fazia aniversário.O estudante Lucas Hernandes Benez, 17, foi com um cartaz para o show e deu essa sorte! O vídeo virou viral e se ainda não deu o play, dá uma olhada aí embaixo (a partir dos 2min e 20s):

A sequência “These Days” e “Walk”, canções do disco Wasting Light, não foram certamente o ponto alto da apresentação, mas é incrível como ambas as canções se conectam e funcionam ao vivo.

Voltando a falar sobre a banda, além de Dave, o Foo Fighters conta com o segundo cara mais legal do mundo, o baterista Taylor Hawkins, que ainda é impressionante no que faz, as improvisações e intensidade do show, do começo ao fim, mostram uma banda ainda prazerosa e a vontade com o que faz, Nate Mendel, Chris Shiflett, Pat Smear e Rami Jaffee sempre muito entrosados, são também motivos para a longevidade da formação atual.

Passava das 23h30 e “Best of You” com OH OH OH’s e plateia em êxtase terminava a passagem dos caras por São Paulo, um show grande de uma banda gigante, que já ultrapassou a muito a condição de simples banda de rock, é também uma referência pop de alguma forma, pelo carisma, popularidade, hits e shows lotados.

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