Foster the People - Sacred Hearts Club

Foster the People
Sacred Hearts Club

Columbia Records

Lançamento: 21/07/2017

Desde o primeiro registro Torches (2011), o Foster The People já mostrava o caminho que queria seguir, um indie/pop para quase todo tipo de festa. Essa vocação deu origem a grandes hits, “Pumped Up Kicks” foi tocada a exaustão, na balada, no carro, na rádio, em inúmeras versões e covers promovidas por outros músicos. Sentimentos de amor e ódio que sempre surgem nesses casos foram rapidamente identificados no público e crítica, porém tamanho barulho causado fixou a banda no radar musical do mundo.

Sacred Hearts Club foi lançado oficialmente em 21 de julho e é o terceiro da banda liderada por Mark Foster, apesar de não trazer nada muito novo, a banda demonstra competência para fazer um disco pop bom.

“Pay The Man” já demonstra uma tendência mais festiva que seu antecessor Supermodel (2014), o que é ainda mais forte em “Doing It For The Money” e “Sit Next To Me” músicas “sexta-feira” de melodia grudenta, boa sequência que revela a grande capacidade radiofônica da banda.

A música título “Sacred Hearts Club” tem um pouco mais de guitarras mas o mesmo espirito das primeiras canções, em “I Love My Friends”, “Orange Dream”, “Static Space Lover”, Foster experimenta um pouco mais, com menos cores e mais originalidade.

“Lotus Eater” começa como “Hall and Oates” e com a entrada das guitarras se torna um bom indie rock. Apesar de fugir da proposta do álbum é uma das grandes músicas do disco. O trabalho volta a ficar interessante nas duas últimas faixas “Harden The Paint” e “III” onde a banda entra no eletropop que mais sabe fazer.

Sacred Hearts Club é bom de se ouvir, tem o que se espera da banda, um ou outro momento mais irrelevante, porém na grande maioria são boas composições. A voz de Mark Foster é muito marcante, o que pode ser ruim para quem tenha um pé atrás com o que os caras fazem, mas para quem tiver dúvidas o esforço vale a pena, para mim se trata de trabalho mais bem resolvido da banda.