Hadouken! – For The Masses

Cansativo. Se fosse necessário definir For The Masses, segundo álbum do Hadouken!, em apenas uma palavra, eu escolheria essa sem pensar duas vezes. E não relaciono isso à idéia de “música para as massas” proposta no título do disco – até porque, convenhamos, nenhuma das faixas do trabalho passam perto da catchyness dos rodados Black Eyed Peas ou Madonna -, mas pela estrutura melódica pesada e extra-uniforme criada ao longo de todas as músicas presentes.

Em seu novo disco, o único acerto do quinteto inglês foi a criação de uma atmosfera de suspense e expectativa criada em torno de “Rebirth”, faixa de abertura do trabalho. No entanto, a auto-estima gerada pela mistura de vocais clássicos, música eletrônica e rock denso vai parar no lixo em poucos minutos.

Da introdução até “Lost”, as dez músicas do CD se mantêm na mesma linha, usando uma fórmula repetitiva, friamente calculada e pouco orgânica – caminho perfeito para chegar à completa exaustão do ouvinte. O fato de TODAS as faixas terem cerca de quatro minutos de duração também não colabora. Os vocais de hip-hop simulados por James Smith, garoto branquelo que lidera a banda, mal chegam perto de remeter aos Beastie Boys, nova-iorquinos que começaram a onda de “garotos brancos também podem ser rappers”.

“M.A.D.”, single que ganhou status de carro-chefe de For The Masses, é uma das piores músicas do ano e, como se não bastasse, ainda repete tudo o que o Hadouken! já havia exibido em Music For An Accelerated Culture, debut de 2008. Com pouca eficiência, o grindie – estilo considerado a união dos elementos de uma banda de rock com sintetizadores, samplers, teclados e MCs -, que deveria ser mágico, acaba indo pro saco. Shame on them.

6 Comentários para "Hadouken! – For The Masses"

  1. Triste saber que esse álbum está recebendo críticas tão negativas. Ainda não ouvi, mas curto muito a banda, e é chato saber que eles deram um mole desses. Estava na maior expectativa por esse álbum…

    Mas ó, pelo menos a capa é legal! ahahaha

  2. Eu adoro o Music for an Accelerated Culture, acho excelente. Agora, já tinha notado que a banda corria risco de dar umas topadas, como parece que foi o caso. Eu achei MAD meio sem graça mesmo, e se cismar pego esse album pra ouvir. Ou não.

  3. ei po, eu curti muito o novo disco, acho que eles até se arriscaram em algumas musicas, como “Evil” e “Rebirth”, e que eu achei ótimas.Concordei com pouca coisa dessa critica ._.

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