A história de Houses of the Holy, quinto álbum de estúdio do Led Zeppelin

Image and video hosting by TinyPic

Talvez Houses of the Holy não seja a obra-prima do Led Zeppelin (muitos, inclusive este que vos escreve, apontam para Physical Graffiti, lançado dois anos depois), mas vários fatores fazem com que o quinto LP da banda seja o mais especial entre sua curta discografia.

Lançado em 28 de março de 1973 pela Atlantic Records, Houses foi o primeiro trabalho do grupo apenas com material próprio, sendo que várias faixas vinham assinadas por todos os integrantes.

A mistura equilibradíssima de Funk (“The Crunge”), Pop (“Dancing Days”) e o primeiro arranjo acompanhado por cordas (“The Rain Song”) mostrava que, sim, a banda estava no auge.

Image and video hosting by TinyPic

A CAPA

Image and video hosting by TinyPic

A imagem que vemos em Houses of the Holy foi produzida pelo estúdio Hipgnosis (que ainda trabalhou com Pink Floyd, AC/DC, Peter Gabriel, entre outros), a partir de uma fotografia clicada em Giant’s Causeway, Irlanda do Norte.

Image and video hosting by TinyPic

O acabamento final da arte ficou a cargo de Aubrey Powell, que buscou inspiração no livro Childhood’s End, de Arthur C. Clarke (um dos roteiristas de 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick), publicado em 1953, com temas alienígenas.

Entre outras passagens, a história menciona um grupo de crianças aguardando o momento de serem levadas para o espaço.

Ao contrário do que se pensa, apenas dois modelos mirins foram recrutados para as sessões fotográficas: os irmãos Stefan e Samantha Gates.

Mas vamos ao que interessa, as faixas de Houses of the Holy, do Led Zeppelin.

The Song Remains The Same

Image and video hosting by TinyPic

Faixa-título do primeiro LP ao vivo da banda, lançado em 1976. A escolha numérica do tracklist não foi à toa: para Robert Plant, autor da letra, a música não possui barreiras – como fica claro no trecho “Any little song that you know. Everything that’s small has to grow”.

The Rain Song

Image and video hosting by TinyPic

Reza a lenda que a origem de “The Rain Song” vem de uma conversa entre George Harrison e John Bonham (além de amigo dos integrantes, o ex-bealte era fã declarado da banda).

George teria dito que o problema do Led Zeppelin eram as poucas baladas presentes nos álbuns do grupo. Bonzo levou a ideia para os companheiros de banda, que gravaram “The Rain Song”, uma das primeiras (e poucas) composições assinadas por Page, Plant, Jones e Bonham.

Over The Hills And Far Away (single)

Uma evolução direta de “White Summer”, número acústico executado por Jimmy Page nos tempos de Yardbirds (ouça abaixo).

Inspirada nos ancestrais celtas do guitarrista, “Over The Hills And Far Away” passou a ser apresentada durante os shows do The New Yardbirds e, consequentemente, pelo Led Zeppelin.

The Crunge

Image and video hosting by TinyPic

Fruto de uma entre tantas jam sessions da banda. Tudo começou quando John Bonham, um grande fã de Funk e Soul, deu início à levada de bateria, seguido por John Paul Jones (que improvisou uma linha swingada de contrabaixo), Jimmy Page (que imitou um riff qualquer de alguma canção de James Brown), e Robert Plant (que simplesmente começou a cantar).

Entre os 11 e 13 segundos, é possível ouvir a guitarra de Page testando o acorde para ver se funcionava nos arranjos.

A linha “Ain’t gonna call me Mr. Pitiful, no I don’t need no respect from nobody” faz referência a “Mr. Pitiful”, faixa de outro mestre da Soul Music, Otis Redding.

Dancin’ Days

Image and video hosting by TinyPic

Uma das músicas mais descontraídas do Led Zeppelin, inspirada em alguma melodia ouvida por Robert Plant e Jimmy Page durante sua viagem para Bombaim, Índia.

Os músicos teriam ficado tão empolgados com o resultado da gravação que saíram dançando pelo gramado, do lado de fora dos estúdios Stargroves. Por isso o nome da canção.

D’yer Mak’er (single)

Uma tentativa de soar como as bandas jamaicanas de Reggae e Dub que começavam a fazer sucesso na Inglaterra dos anos 1970. Junto com “The Crunge”, pode ser considerada uma das faixas mais brincalhonas do álbum.

Para amenizar as violentas batidas de John Bonham no bumbo, os microfones foram posicionados a uma certa distância da bateria, para melhor captura do som.

“D’yer Mak’er” também entra na lista de canções nunca executadas ao vivo pelo Led Zeppelin.

No Quarter

Image and video hosting by TinyPic

Composta por John Paul Jones, Jimmy Page e Robert Plant, mostra a versatilidade do baixista ao lidar com arranjos envolvendo piano e sintetizadores.

O título faz referência a uma antiga (e violenta) prática militar usada por soldados britânicos (que quando mencionavam “No Quarter”, na verdade queriam dizer “No Mercy”).

The Ocean

Image and video hosting by TinyPic

A frase que ouvimos no início é do baterista John Bonham (“We’ve done four already, but now we’re steady and then they went, 1, 2, 3, 4”), que se refere ao número de takes executados até o momento (ou seja, quatro tentativas sem sucesso).

O título é uma homenagem ao mar de pessoas que costumavam ser vistas nos shows do Led Zeppelin.

Durante o último minuto da faixa, com muita atenção podemos ouvir o único vocal feito por John Paul Jones e John Bonham (harmonizando com a frase “Doo Wop”).

Image and video hosting by TinyPic

E, finalmente, a íntegra de Houses of the Holy, no Spotify, em sua nova versão deluxe.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *