Ilustrada’s Jukebox (Thiago Ney e Marco Aurélio Canônico)

A dupla que comanda o ótimo blog Ilustrada no Pop, da Folha de São Paulo, é a convidada de hoje da Jukebox Weekly. Thiago Ney (@thiagoney), que está no caderno Ilustrada desde 2001, e Marco Aurélio Canônico, que não só faz parte do mesmo caderno como também é editor do Folhateen, bateram um papo rapidinho com a gente, o qual você pode ler na sequência:

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Marco Aurélio Canônico

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Marco: De brasileiro, descobri esses dias uma coletânea de artistas de Sergipe (“Sergipe’s Finest”) que tem muita gente interessante, como a Polayne, naurÊa e Denilson Pessoa; o Nordeste, aliás, só tem me dado alegrias, porque alguns dos melhores discos que eu ouvi em 2009 vieram de lá (como os das pernambucanas Lulina e o da Alessandra Leão). De artistas estrangeiros, Rollo Jean, MEN e Mini Viva.
Thiago: Girls, Surfer Blood, Skream, Benga, Mallu Magalhães, Kid Cudi, Aeroplane, Black Drawing Chalks, Holger, Sweet Funy Adams, João do Morro, Copacabana Club.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Marco: É muita gente pra listar, porque sempre ouvi muita música, desde criança. O Led Zeppelin, aliás, é um que eu ouço regularmente desde que conheci, quando era moleque; assim como os Stones e os Beatles, Chico e Caetano, Bethânia e Gal, Gil e Jorge Ben, Paralamas e Titãs, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro… enfim, é uma lista quase infinita (e que, como o conceito é “sempre esteve ao seu lado”, pega só a galera old school, que eu ouço há pelo menos 20 anos)
Thiago: New Order.

Thiago Ney

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Marco: Bom, som alto e pista escura são essenciais; galera animada também ajuda bastante. Em termos de gênero musical, várias coisas funcionam, depende do talento do DJ (timing é um troço importante também) e do que você gosta de ouvir. Dance radiofônico pra se jogar é algo que sempre funciona comigo (geralmente por contágio, porque costuma animar a pista toda), então Lady Gaga, Black Eyed Peas, Madonna, Timberlake etc. e tal são boas pedidas. Um outro tipo de quebradeira que eu acho bom também é quando rola ska/punk/rock.
Thiago: “Do the Strand” – Roxy Music (cover feito pelo Scissor Sisters); “Pon di Floor” – Major Lazer (Santero Edit); “Who’s There” – Riton.

Como você ilustraria o pop nesse fim dos anos 00′?
Marco: Eu diria que o pop está alive and kicking. Mais produzido, menos ao vivo (com banda tocando instrumentos à vera), o que tem tanto um lado positivo (é um reflexo da facilidade de se fazer música hoje em dia, o que só colabora pra que mais gente faça, mesmo sem saber tocar nada além de um computador) quanto um negativo (muita coisa parecida, derivativa e, é claro, ruim). Mas nada reclamar, acho que a atual é uma boa fase da música pop.
Thiago: Com a M.I.A.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Marco: Como não sinto um pingo de culpa por gostar do que gosto, não posso dizer que são “guilty pleasures”, mas certamente tem uma vasta lista no meu iPod pra qual muita gente torce o nariz: inúmeros artistas de axé (especialmente a galera das antigas – Chiclete com Banana, Banda Mel, Cheiro de Amor etc. -, que eu conheci quando estavam começando e eu morava na Bahia, no meio da década de 80), funkeiros (o funk sempre foi contagiante no Rio, onde morei uns bons 16 anos, a partir de 89, justamente quando estourou o “Funk Brasil” do Marlboro), a galera do velho brega (Reginaldo Rossi, Carlos Alexandre, Lindomar Castilho), coisas assim.
Thiago: Supertramp.

  • Achei o Thiago meio, sei lá, conciso.

  • Matheus Nasca

    E como ‘guilty pleasure’ o cara me lança supertramp? Aí não né…

  • Duque

    Também achei o Thiago meio… direto.