Kassabian - For Crying Out Loud

Kassabian
For Crying Out Loud

Columbia Records

Lançamento: 05/05/2017

For Crying Out Loud é o sexto álbum de estúdio dos ingleses do Kasabian, sucessor de 48:13, lançado em 2015. O disco se distancia um pouco da influência do trabalho anterior, mas ainda mantém alguns resquícios de música eletrônica e dançante.

O disco deixa em evidencia a maior característica do Kasabian, a construção de refrãos grandiosos para serem cantados em estádios, fórmula utilizada à exaustão desde a estreia com Club Foot em 2004. O disco começa inspirado, apresentando uma boa trinca inicial, “Ill Ray (The King)” possui um refrão animado e bons riffs de guitarra. “You’re in Love With a Psycho”, escolhida como primeiro single, segue por um lado mais pop mas mantém o padrão de refrão grudento. “Twentyfourseven” é o provável grande trunfo do álbum, apresentando boa melodia, guitarra forte e baixo carregado no refrão enquanto alguns “uh-uhs” se misturam ao vocal de Tom Meighan.


Depois da terceira música o disco perde um pouco do gás inicial, apresentando algumas músicas fracas e esquecíveis, como “Good Fight” e “The Party Never Ends”. “Wasted” é o mais próximo de uma balada, com uma letra carregada de nostalgia e arrependimento e um interlúdio com um pedido de forma clara e direta: “Let’s get together! ”. “Are You Looking for Action? ” pode ser a música mais complicada de ouvir, em seus intermináveis 8 minutos a banda parece tentar criar o clima clubber dos anos 90 e soa como uma banda tentando tocar alguma faixa do Screamadelica, clássico do Primal Scream. Mas pode convencer alguns. O disco volta aos trilhos apenas com “Bless This Acid House”, retomando a fórmula do refrão monumental.

O disco é interessante e possui alguns possíveis hits, mas nada no nível de “Vlad the Impaler”, “Underdog” ou qualquer outro sucesso dos dois primeiros discos. Os pontos altos são igualmente proporcionais aos momentos em que a banda parece não saber em que direção está indo, mirando em diferentes direções e não acertando nenhuma delas. Apesar de ter alguns riffs interessantes e bem construídos, o disco está longe de salvar a música com guitarras, como anunciou o guitarrista Serge Pizzorno em entrevista a uma revista britânica. Recomendo que o disco seja ouvido com boa vontade e sem grandes expectativas.