Kasabian – West Ryder Pauper Lunatic Asylum

É ótimo quando você não espera muita coisa de um disco e então ele vem e te surpreende de tal forma que você chega a ficar envergonhado por, em algum momento, ter duvidado dele.

West Ryder Pauper Lunatic Asylum

Bem, o dito cujo é o The West Rider Pauper Lunatic Asylum, do Kasabian. Terceiro disco da banda que, no longíquo (hehe) 2004, lançou seu debut homônimo e que me viciou nas excelentes “L.S.F”, “Club Foot”, “Cutt Off” e “Processed Beats”. Em 2006 veio “Empire”, segundo álbum, e com ele minha decepção. Muita gente (inclusive o Alex) acha o “Empire” melhor que o debut da banda. Eu, por algum motivo, não conseguir “engolir” o disco e fiquei um bom tempo sem escutar o quinteto inglês. Aí, vem esse terceiro álbum com nome estranho e gigante e, com apenas 2 dias ouvindo-o, já me faz achá-lo um dos melhores de 2009, fácil (mas ainda perde pro Tonight, do Franz Ferdinand).

Escutar The West Rider Pauper Lunatic Asylum é um exercício divertido de caçar referências dos últimos 40 anos do rock inglês (!). Acredite, elas estão lá, fazendo uma mistureba sonora extremamente empolgante e surpreendente, até. A abertura fica por conta de “Underdog” e seu clima à la Primal Scream, seguida por “Where did all the love go?”, que poderia facilmente ter entrado no disco do The Last Shadow Puppets. “Swarfiga” é a terceira faixa e a única instrumental do disco. Gostei. Consigo encaixá-la perfeitamente na trilha sonora de “Trainspotting”.

Da quarta a sexta música, temos uma trinca impressionante de ótimas canções. “Fast fuse”, que já havia sido lançada num EP de 2007, é pesada, dançante e tem ótimas pitadas de psicodelismo que a transformam numa das melhores do disco. “Take aim” nos mostra o guitarrista da banda, Sergio Pizzorno, assumindo os vocais, misturado com um riff acústico meio, hã, oriental e várias camadas sonoras que são usadas de forma ousada, lembrando um pouco a genial “To be where there’s life”, do Oasis. Outro grande destaque do disco. “Thick as thieves” mostra que, como bons britânicos que são, os caras também curtem os FabFour e nos presenteam com um linda baladinha acústica (no bom sentido do termo) com um ótimo trabalho de vocais.

O ritmo cai um pouco com a monótona “West rider silver bullet” (apesar de eu ter lido por aí que ela está sendo uma das preferidas da galera…). Depois vem “Vlad, The Impaler”, conhecida dos fãs desde o lançamento de seu vídeo (com a metade da duração da faixa contida no CD), há pouco mais de um mês. Bem, confesso que quando a ouvi pela primeira vez, no clipe, não gostei muito. E é com muita satisfação que retiro minha primeira impressão e digo que é a faixa mais viciante do disco, com boas influências de Chemical Brothers (“Block rockin’ beats”).

Das 4 faixas restante, destacam-se “Fire”, com versos acústicos meio western e um refrão extremamente empolgante (como definiu bem meu amigo Saulo: “Os versos são bem lentos, mas no refrão a música “come” espinafre e fica ótima!”) e a maravilhosa faixa que,  num formato mezzo bucólico, mezzo stoniana, mezzo baladinha-ao-piano-com-palmas, encerra de forma brilhante o terceiro disco do Kasabian. Ah, o nome da última música? Bem simples, nada demais, mas totalmente adequado: “Happiness”.

Nota: 4.2/5.0

Download: Claro, lá na comunidade do MTJ!.

  • Saulo

    haha..a sua definiçao de que o refrao de Fire pega a estrelinha do Mario World nao perde hein nada pro meu espinafre…rs..exceleeeeente cd 🙂

  • Caio

    exceleeeeente cd². otima resenha !

  • Eduardo Azeredo

    Demais! Demais! Dá gosto de ouvir mesmo!

  • Diogo

    Cara, excelente resenha, e a minha impressão ao ouvir o cd foi a mesma que a sua, uma caçada a referencias do Rock Ingles. Para mim, até agora, o cd do ano, destacando ainda o novo do Manic Street Preachers, que achei maravilhoso, em segundo lugar.

  • Lya

    não sei quantas vezes tu ouviu, mas já faz umas duas semanas que eu estou ouvindo e estou achando brilhante. conheci o kasabian em 2004, e tenho o cd daquele ano porque achei muito bom. Quando lançaram empire, aconteceu a mesma coisa que aconteceu contigo, não engoli. Quando lançaram o primeiro single deste terceiro (vlad) eu tinha certeza que voltaria a ouvi-los. então, estou naquela, achando tudo lindo e não aceitando críticas haha

  • Caio

    ficou bom mesmo!
    otimo album!

  • Pingback: Move That Jukebox! » Kasabian ao vivo!()

  • bela análise. só faltou dizer o quão melancólica a “última faixa’ é, e a influência do hip hop em algumas faixas do álbum.

    abração!