Lançamento Exclusivo: Almir Chiaratti lança sambinha “Terceiro Turno” no Move That Jukebox

Almir Chiaratti1_Pedro Arantes - destacada

Almir Chiaratti faz crítica bem humorada em “Terceiro turno” e diz: Foi golpe! Foto: Pedro Arantes/Divulgação

Foi numa tarde em Petrópolis, cidade do Rio de Janeiro, que o artista Almir Chiaratti pegou o violão para brincar um pouco. Inspirado pela fase em que passa o país, escreveu “Terceiro Turno” e lança hoje exclusivamente pelo Move That Jukebox.

“Não pensei muito durante a composição, mas nas escolhas do arranjo e dos efeitos eu queria uma música com muitas vozes, que fosse ficando cada vez mais estranha. Acontecimentos recentes, como os contráditórios panelaços, estão sutilmente presentes na música com uma intenção de registrar esse fenômeno sonoro que ocorreu durante as manifestações ‘Fora PT’ e ironicamente andam quietos em relação a Cunhas, PEC’s e afins. Tudo isso ficou na minha cabeça e acabou reagindo de algum modo na música. Eu só não queria que a música tivesse um tom sério ou apocaliptico e sim uma pegada mais irônica, rindo da própria desgraça, sabe?”, conta Chiaratti.

E conseguiu. A divertida “Terceiro Turno” tem um diálogo entre sopros e cordas. Felipe Pacheco, conhecido por seu trabalho na banda Baleia, incorporou seu violino à canção seguindo dois direcionamentos: Arrigo Barnabé e a música barroca. Almir assumiu violão, bandolim e arranjos de percussão, e convidou Eduardo Rezende para gravar e dar vida ao groove da música. O regente Vitor Damiani colaborou nos corais e vozes. O saxofone ficou a cargo de Mateus Da Silva, que já havia gravado com Almir em Bastidores  do Sorriso (2015). A gravação aconteceu no estúdio Camelo Azul, na zona norte do Rio de Janeiro, e teve masterizção de Luiz Tornaghi e mixagem de Luiz Felipe Netto. A capa é da atriz e pintora Pally Siqueira.

Escute aqui a faixa:

E já que foi a situação política do país, que acabou inspirando Chiaratti a criar a canção, pedimos mais esclarecimentos sobre o que ele acha disso tudo: “Eu acho que há um grande ressentimento das elites com os avanços sociais conquistados nos últimos anos. Somado a isso, uma grande onda reacionária e conservadora faz com que a gente caminhe para uma polarização cada vez mais agressiva, que faz com que as pessoas não dialoguem mais. Isso é extremamente perigoso para democracia. Assim como o é aprovar um impeachment sem provas e permitir contradições obscuras, como impedir uma governante alegando corrupção e manter os direitos políticos dela. A gente começa a perceber que tudo é jogo político entre as grandes empresas, determinados partidos, facções religiosas e muita grana rolando nos bastidores. Eu sei que a gente tem uma mania de americanizar algumas palavras tipo “agendar um meeting”, “mandar um briefing” ou “fazer um call” e que provavalmente o termo “impeachment” tenha vindo nesse malote importado de termos. Mas particulramente, eu prefiro a tradução brasileira: golpe”.

Almir Chiaratti - Terceiro Turno

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