Leia uma pequena entrevista com dois produtores do projeto Converse Rubber Tracks no Brasil

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A temporada brasileira do projeto Converse Rubber Tracks já foi encerrada. Por ela, passaram várias bandas bacanas, que usaram os estúdios escolhidos pela marca, no Rio de Janeiro e em São Paulo, para gravarem novas  músicas que provavelmente ouviremos futuramente nas ruas. Na capital paulista, por exemplo, dois dos nomes que usaram a diária no estúdio Family Mob para produzir material inédito foram os Single Parents e o rapper De Leve.

Na despedida do Rubber Tracks do Brasil, no entanto, ainda conseguimos dar uma palavrinha com a dupla responsável por alguns dos processos sonoros durante o projeto. Na sequência você confere um bate-pronto de duas perguntinhas para o engenheiro de som Hector Castillo e para o produtor Brad Warrell.

Move: Qual banda do Rubber Tracks SP mais chamou sua atenção?
Hector: Essa é uma pergunta difícil, já que todas as bandas foram incríveis. Tivemos muitas surpresas agradáveis e muitos estilos musicais. Uma das bandas que vieram ao estúdio e arrebentaram tinha integrantes com menos de 20 anos! Honestamente, a cada dia que eu chegava no estúdio, mal podia esperar pra ver qual grupo tinham programado pra gente.

M: No geral, em um dia com o estúdio à disposição, os artistas chegavam já com ideias prontas para serem gravadas, ou aproveitavam a oportunidade mais para criar material ali na hora mesmo?
H: Cada banda já chegava pronta. O time do Rubber Tracks encoraja bandas a terem um plano realista para suas jornadas dentro do estúdio em São Paulo, e todas elas estavam bem preparadas e com objetivos bem claro. Normalmente, fazemos as coisas rapidamente para aproveitar bem o dia. E cada banda foi embora com material de qualidade.

M: Qual banda é o case de maior sucesso até agora com o projeto Rubber Tracks?
Brad: Estamos com o projeto há apenas dois anos e meio. Nesse tempo, já vimos algumas bandas atingirem um certo nível de sucesso. São todos grupos esforçados e não há como o Rubber Tracks ficar com esse crédito – esses artistas chegariam lá de qualquer forma sozinhos. Mas eu acho que, em alguns casos, demos uma ajudinha, um pequeno boost. No entanto, o projeto não é sobre isso. Não queremos produzir estrelas. Estamos aqui para dar chance para bandas de realmente capturarem sua voz verdadeira, de ouvirem como elas podem soar com uma boa oportunidade. Isso vai além da tecnologia do estúdio. É parte do modo como nossos engenheiros e produtores encorajam as bandas a tocarem juntas ao vivo.

M: Qual é a principal diferença entre bandas brasileiras e as de outros países, no quesito de composição, produção, gravação, e até mesmo – por que não? – de comportamento dentro do estúdio?
Surpreendentemente, tem pouca diferença entre bandas brasileiras e as de outros lugares, na minha opinião. Falando de feeling e groove, acho que tem uma certa ginga que os brasileiros levam pro jogo, mesmo quando não tocam músicas de gêneros especificamente brasileiros. Como pessoas e artistas, no entanto, elas são bem similares e mostraram preparação e profissionalismo que vimos, por exemplo, nas melhores bandas do Brooklyn com quem trabalhamos.

  • rafaela

    Nossa eu pesso uma pequena entrvista e aparese isso