Aug 16 2009
Little Joy @ Fundição Progresso – 14/08/09
O Little Joy lotou o Fundição Progresso em sua segunda apresentação no Brasil desde que chegaram – a primeira foi em Porto Alegre – apesar do medo generalizado da gripe suína e das inúmeras reclamações quanto ao preço do ingresso.
Quem abriu a apresentação dos brasileiros (e da Binki Shapiro) foi Adam Green e The Dead Trees. Para quem já gostava do nova-iorquino e já havia assistido a suas apresentações espalhafatosas, foi como previsto: as danças loucas de Adam, a voz grave, as músicas mais famosas. Eu e uma turminha de garotos logo atrás parecíamos ser os únicos a conhecê-lo, a julgar pelas caras de espanto quanto me viram cantando Morning After Midnight a plenos pulmões. Me perguntaram, inclusive, de onde eu conhecia “aquela banda”.
Já o Dead Trees, banda que até então eu desconhecia, teve uma melhor recepção, até porque o vocalista não parecia totalmente chapado e nem usava uma maquiagem sinistra nos olhos. E, cá pra nós, o som deles agrada a um público mais generalizado – dá até pra sentir a influência do Oasis, de cara. O que prejudicou a apresentação dos garotos foi a qualidade do som, que já não estava 100% e decidiu parar de funcionar, voltando à ativa vários minutos depois.
E eis que sobem ao palco Amarante, Moretti, Shapiro e companhia – literalmente, metade do Dead Trees (baixista e guitarrista). A apresentação, que foi sucinta (cerca de 1 hora), voou. Mas deu tempo pra todas as músicas do CD, três ou quatro inéditas e dois covers (The Mama’s and The Papa’s e Gilberto Gil).
Confira o show completo no canal do cybertechno
A simpatia inerente dos rapazes estava lá, mas o que deu o tom mesmo foi aquela sensação de que não estávamos mais só vendo um projeto paralelo do Hermano e do Stroke. Little Joy já é mais que isso. E, pelas músicas novas, parece que o “recomeço” dos meninos famosos deu certo.




















“…mas o que deu o tom mesmo foi aquela sensação de que não estávamos mais só vendo um projeto paralelo do Hermano e do Stroke. Little Joy já é mais que isso.”
Descrição perfeita.
Agora, eu também me senti um ET por conhecer o Adam… Hahaha
Resenha excelente que não se deixou levar pela modinha “desceremos o pau na fundição progresso forever”.
Assino embaixo.
Muito bom a resenha.
O show do Little Joy foi otimo,assim como o do Friendly Fires no dia seguinte.
O show foi muito bom mesmo, e os meninos estavam muito a vontade!
eu conheica muito pouco do trabalho do Adam Green, mas gostei da performance louca dele, além da simpatia que ele é!