Lollapalooza 2014: como foi a terceira edição do festival no Brasil, no Autódromo de Interlagos

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Foto: Fabrício Vianna

As bolhas nos pés ainda devem deixar o Lollapalooza Brasil 2014 vivo na memória por mais alguns dias. Se no Jockey Clube já cansava atravessar de um extremo ao outro para pegar shows que se encavalavam, no Autódromo de Interlagos a tarefa era quase impossível. Nunca andou-se tanto para sair do show das Savages e pegar o finalzinho do Vampire Weekend, por exemplo. E o sol senegalês que esturricava nucas e orelhas do público também não ajudava. O rolê dentro do festival ainda ficava, pra maioria, entre duas caminhadas generosas saindo da estação de trem e chegando à mesma.

Andanças à parte, a área imensa escolhida teve lá suas vantagens consideráveis. Era impossível, por exemplo, estar em um palco e ouvir sons vindos de outro. A boa distribuição de banheiros, caixas, bares e tendas de comida no entorno do autódromo também facilitou a vida e fez com que as filas, pelo menos na maioria do tempo, ficassem bem aceitáveis, considerando um evento com porte para abrigar 80 mil pessoas. Já os patrocinadores do evento souberam armar ações e ativações interessantes e menos forçadas e invasivas do que estamos acostumados a ver em festivais de música brasileiros. Outro ponto a favor foi o Chef’s Stage, que abrigou dezenas de tendinhas com ótimas e variadas opções gastronômicas. Sacada mais que aprovada. Que a ideia e a execução não morram com o Lolla 2014, por favor!

E se no Palco Interlagos, algo mais próximo do que pudesse ser chamado de “Palco Alternativo”, se apresentaram alguns dos melhores shows, os morros imensos que ficavam aos pés das arenas principais eram muito convidativos. De lá, era possível ter visões privilegiadas mesmo ficando longe das muvucas que se aglomeram nas dianteiras dos palcos. Obviamente, a qualidade sonora que chegava no alto ou nas laterais dessas elevações gramadas não tinha a mesma qualidade das primeiras fileiras.

Abaixo, seguem algumas impressões e opiniões gerais da equipe do Move sobre a escalação musical da terceira edição brasileira do festival de Perry Farrell.

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Gregório Fonseca

Meu sábado começou com o SILVA, que fez um dos primeiros shows da turnê de Vista Pro Mar, seu novo disco. Foi o único artista brasileiro ao qual assisti (não é por não gostar dos outros, mas com cinco palcos tão longes um do outro e com shows acontecendo simultaneamente, a gente precisa fazer escolhas que às vezes doem). Foi o show ideal pro começo de tarde e combinou com o clima ensolarado do festival.

Não deu pra ver o show inteiro do Capital Cities, mas cheguei a tempo de “Safe & Sound”, maior hit da dupla. Depois de um cover de Madonna, rolou “Safe & Sound” mais uma vez. Um show de uma hora não precisa de redundância assim. Foi divertido, nada mais que isso.

Eu tenho uma predisposição muito grande a gostar do que minhas bandas preferidas fazem. Justifico isso com o fato de que adorei o primeiro disco solo de Julian Casablancas e que o questionado The King of Limbs, do Radiohead, foi um dos discos que mais ouvi na vida. Mas mesmo essa vontade (mesmo que inconsciente) de achar tudo lindo e maravilhoso não foi o suficiente para me fazer curtir o show do vocalista dos Strokes. Acompanhado pela barulhenta banda The Voidz, Julian Casablancas não conseguiu me segurar em frente ao palco por quinze minutos – e ainda foi capaz de me incomodar nesse curto intervalo de tempo.

O melhor show do dia foi o do Imagine Dragons. Com apenas um disco na bagagem, a banda já tem um caminhão de sucessos radiofônicos e tem tudo pra ser uma das grandes bandas de arena no futuro. Pra eles, o público do Lollapalooza Brasil foi o maior que encararam até o momento, mas se continuarem a fabricar hits com tanta facilidade, esse recorde vai ser facilmente superado.

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Foto: I Hate Flash

O show do Phoenix foi bastante elogiado, mas só ouvi um pouquinho do que eles tocaram enquanto atravessava o autódromo para chegar até o show da Lorde. Achei que por causa de “Royals”, ela poderia encarar com facilidade o palco principal, mas mesmo no palco menor, havia muito espaço para circular. Foi um bom show, embora a quantidade de bases gravadas em alguns momentos dava um ar de artificialidade à apresentação.

Encerrei o dia com o Muse, uma das minhas bandas favoritas. Talvez por isso tenha ficado tão decepcionado. O problema de voz que Matt Bellamy teve durante a semana o impediu de cantar boa parte dos refrões e soltar a voz de verdade. Além disso, o setlist priorizou músicas que tinham longos trechos instrumentais. Musicalmente, a banda foi impecável. Mesmo com o vocalista doente, o Muse conseguiu fazer um show melhor que boa parte das bandas, mas ficou a sensação de que foi muito pouco perto do que já vi o grupo fazer. O sábado terminou com uma pontinha de frustração.

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Foto: I Hate Flash

Meu domingo de Lollapalooza começou com o show da chilena Francisca Valenzuela, uma de minhas cantoras favoritas, mas que é praticamente desconhecida no Brasil. Ela tocou no pior horário possível (foi a única artista a iniciar seu show antes de meio-dia) e o público estava muito pequeno. A única vantagem disso é que pude ver o show bem de perto sem precisar ficar me espremendo.

Johnny Marr intercalou bem músicas de seu disco solo com clássicos dos Smiths. Showzaço que trouxe lembranças da década de 80 ao público mais velho, mas que também conseguiu agradar a juventude que foi ver o Vampire Weekend.

Tinha um pouco de medo de Ellie Goulding não se apresentar muito bem – em algumas apresentações ao vivo, sua voz não fica tão boa. Felizmente, no Lolla, ela estava impecável, cantando perfeitamente e se movimentando incessantemente. Presença de palco admirável. Foi o melhor show do festival até aquele momento, superado apenas pela última banda.

Ainda deu tempo de correr no Palco Perry e ver o Baauer tocar o “Harlem Shake”. Não sou muito adepto do seu estilo musical, mas quis presenciar um dos maiores fenômenos da internet do ano passado. Só que um ano depois, o “Harlem Shake” não tem a mesma graça. De qualquer forma, valeu pela curiosidade.

Jake Bugg é um cara talentoso, e sua evolução do primeiro para o segundo disco é imensa. Foi um show interessante, mas ainda não dá pra saber se ele vai ser uma mega-estrela no futuro. De qualquer forma, se ele conseguir alcançar o estrelato, vou poder dizer que o vi ao vivo quando ele era apenas um jovenzinho.

Dificilmente o encerramento do festival poderia ser melhor. O Arcade Fire fez um show perfeito, sem deslizes. Foi um privilégio presenciar a banda em tão boa forma, tão envolvida no show e com o público nas mãos. “Wake Up” foi a música mais emocionante que já vi ser tocada ao vivo. E pra quem já foi a mais de 500 shows, isso significa muito.

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Foto: I Hate Flash

Iberê Borges

SILVA
Show redondo. Lúcio convocou banda e o Bixiga 70 para dar forma àquilo que é preciso quando o assunto é apresentação ao vivo. Faltaram singles importantes no setlist  (“Amor Pra Depois” e “Imergir”) e algumas faixas novas ao vivo não animaram tanto. Mas tudo estava tão bonito à luz do sol que nada atrapalhou. A voz do rapaz soa bem demais ao vivo e os metais foram de arrepiar.

Café Tacvba
A banda fez música para dançar e balançar – funcionou. O público presente não ficou parado e não tinha porquê. Carisma e animação ditaram o ritmo de uma banda experiente e dedicada.

Julian Casablancas
A banda The Voidz realmente parece estar de sacanagem às vezes, soando em show como um ensaio terrível de uma banda idem, mas Casablancas está apostando neles como companhia, infelizmente. As músicas novas de Julian não são boas ao vivo, e provavelmente não serão em estúdio. Abafado, barulhento e pretensioso, o show só valeu a pena pelos hits do Strokes tocados e “River of Brakelights” e “11th Dimension”, do primeiro disco do nosso antigo astro.

Portugal. The Man
Problemas técnicos atrapalharam a apresentação dessa banda que tinha tudo pra ser um dos destaques do dia. As músicas são boas, mas a má equalização atrapalhou a apresentação. Ainda assim, hits mexeram com o público e valeu a pena estar lá para acompanhar o quarteto do Alasca que, tímido, ainda que animado, tinha as músicas mais descoladas do dia. Rolou até cover de Pink Floyd, mesmo que desnecessário.

Phoenix
Melhor show do sábado no palco principal. Fazendo diferente do show cansado do Planeta Terra Festival anos atrás (quando a banda tava em fim de turnê), os franceses chegaram dispostos e interessados em colocar a plateia pra cima com uma sequência impecável de hits. A apresentação foi fantástica.

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Foto: I Hate Flash

Nine Inch Nails
Trent Reznor é mesmo uma figura singular na música. E todos estavam ali para vê-lo. Montando o setlist como bem entendia, misturando grandes hits com outras faixas não tão relevantes da carreira, ele comanda e empolga. Intensa, a apresentação mostra o rigor do líder em fazer tudo perfeito, da sujeira de uma guitarra ao timbre mais limpo de um sintetizador. Fãs emocionaram e foram atingidos por aquela porrada em luzes, som e movimento.

Muse
O trio parece ter subido ao palco mais cru e disposto a fazer um show do “velho Muse”. Mas durou pouco. Depois de cinco faixas boas – quatro lá do começo de 2000 e um cover de “Lithium”, do Nirvana – a banda apresentou a vergonhosa vinheta “The 2nd Law: Unsustainable”, tocou músicas que pouco aparecem nos setlists (o que é bom) e poucas faixas novas (o que é ótimo), mas toda “farofada” foi demais pra essas canções que pedem mais simplicidade. Não precisamos entrar no mérito de Matt Bellamy sem voz. Ele estava doente, sem voz e fez o possível para fazer o show “virar” – tentou, mas não deu.

Eliie Goulding
Ela não é mais uma menina, mas parece. No lado bom, veja bem. O público estava entregue e na onda da cantora britânica. Ainda que falte hits que empolguem os menos interados na carreira da artista, ela segurou bem a onda e conduziu um bom show de música pop. Agradou o público que estava ali para vê-la. E como ser melhor do que isso?

Vampire Weekend
Lançando um dos melhores discos do ano passado, a banda estava pronta para fazer um dos melhores shows do festival. E fez. Ainda que tenha demorado para interagir com a plateia e não tenha nada fora do comum, fez o suficiente para animar o público, colocar para dançar, cantar e admirar. É uma das bandas mais criativas da atualidade e levou isso para o palco – o público aprovou.

Pixies
Falta carisma ao vivo pro Pixies e a banda sabe disso. O que resta é aproveitar para vibrar com os hits e esperar as fracas canções novas passarem. Não tem o que pedir a uma banda tão experiente – os shows são assim e pronto. Foram práticos mas poderiam estar em outro palco para o público perfeito, aí a coisa poderia ter sido melhor.

Arcade Fire
Os canadenses fizeram um espetáculo memorável. Iluminação, estrutura e artifícios para moldar o palco perfeito para a apresentação igualmente perfeita que a banda faria (acompanhada de seus músicos de apoio). Tudo foi muito empolgante para os fãs (e também não fãs presentes) a cada canção tão bem escolhida quanto executada pelo grupo, que parecia ter o mesmo prazer de estar ali quanto o do público que há tanto esperava. As canções antigas emocionaram, as nem tão velhas também, e as novas conseguiram o mesmo. Chamam isso de “fazer história”.

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Neto Rodrigues

O sábado em Interlagos, com calor escaldante nos termômetros, começou bem frio em matéria de shows. Visto de longe, o Capital Cities soava como uma massa sonora genérica, com algumas batidas aqui e um trompete deslocado e forçado ali. E você sabe que há algo errado com uma banda quando ela toca seu único hit e faz com que haja uma debandada de pessoas rumo a outros afazeres logo em seguida, sendo que o show ainda continuava. O clima não esquentou muito com o Cage The Elephant. Ok, a banda agita e o vocalista sabe ganhar pontos com a plateia ao pular na galera. Mas deu impressão que o grupo norte-americano não precisava ter tocado novamente no festival, apenas dois anos após sua estreia por aqui. Bem, “bora” bater perna até o Palco Interlagos. Agora, sim, o Lolla havia começado: Portugal. The Man fez seu esperado debute em terras brasileiras com um show tímido, mas eficiente. Com alguns problemas de som no começo, o quarteto – que poderia muito bem ter vindo como um quinteto, já que a falta de um segundo guitarrista foi claramente sentida – soube se ajeitar durante a apresentação e terminou diante de muitos aplausos. Privilegiando descaradamente o novo disco, mais pop, o grupo atraiu curiosos, mandou bem nos hits, mas deixou no ar uma sensação de que estaria mais à vontade em um show solo e em uma casa fechada.

Acabei de me lembrar que entre Cage e Portugal, rolou uma performance barulhenta e sem sentido no Palco Skol, no meio da tarde. Por um momento, pensei ter ouvido alguns riffs de Strokes e até os tecladinhos divertidos de “11th Dimension”. Me lembro de ter ficado por alguns minutos hipnotizado pela apresentação, até me dar conta de que era um transe de horror, e não de exaltação. Pobre Julian.

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Foto: I Hate Flash

No embate entre Lorde e Phoenix, fiquei no “meio a meio”, assistindo à primeira metade do show da neozelandesa e pegando o final da fila de indie hits disparado pelos franceses. Nada muito inesquecível, mas pareceu preencher bem o line-up – pelo menos até a chegada do primeiro grande ponto alto do Lolla 2014. Trent Reznor ligou sua máquina perturbadora de rock industrial e só parou uma hora e meia depois, com a arrepiante “Hurt”. No meio disso, a mente brilhante por trás do Nine Inch Nails encontrou no guitarrista Robin Finck alguém com quem dividir os holofotes. Finck se agiganta em toda oportunidade que tem, com riffs em níveis absurdos de distorção e backing vocals sinistros. Ainda assim, é difícil tirar os olhos da performance do frontman, que se fecha em seu mundo e, mesmo sem interagir com o público, conduz de forma brilhante o show da banda – que se garante tanto ao vivo que até se dá ao direito de deixar o hit seminal “Closer” de fora do setlist.

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Foto: I Hate Flash

Fechando a primeira noite, enquanto o Muse quase cegava seus fãs com tanta produção de palco, os conterrâneos do Disclosure colocavam uma multidão pra dançar no sábado à noite. Os irmãos novinhos mostraram já estar experientes em cima do palco e fizeram uma apresentação certeira pra quem curtiu seu álbum de estreia. Arriscando algumas sílabas em português, os garotos empolgaram com músicas como “When A Fire Starts To Burn”, “White Noise” e seu refrão cantado em uníssono, um remix firmeza de “Running”, da Jessie Ware, e, obviamente, “Latch”, maior cartão de visitas da dupla até agora. A caminhada de volta para o trem não poderia ter sido mais animada.

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Foto: Fabrício Vianna

Meu domingo começou encarando de frente o dilema entre ver as Savages, com seu disco de estreia dando uma sobrevida raivosa no post-punk em pleno 2013, ou o Vampire Weekend e seu quase unânime Modern Vampires Of The City. Não foi uma decisão fácil, mas minha dúvida sumiu logo nos primeiros acordes do quarteto feminino de Londres. Você sabe que está em um show do qual não se esquecerá tão cedo quando não sabe para qual integrante olhar – mesmo vendo uma banda de formação enxuta e sem frescuras: guitarra, baixo, bateria e vocal. Durante uma hora de apresentação, a guitarrista provoca acordes estridentes e improváveis, a baixista espanca suas cordas grossas como se fosse o último riff da vida, a baterista conduz com fúria e téncica impecável seu instrumento e a vocalista embala todo esse pacote com estilo e pitadas de descontrole. Vale citar seu sapato rosa, a única peça no vestuário do grupo que não era preta, e suas tentativas de falar português: “This is our last song: ‘Fuckers’… ‘Filhos… da puta’!”

Na sequência, vieram Pixies e Jake Bugg. Enquanto o primeiro tenta ganhar mais alguns anos de vida e relevância, mesclando grandes clássicos com novidades que pouco empolgam, o segundo está em plena divulgação de seu segundo álbum e mal chegou aos 20 anos de idade. E, na real, os dois mandaram bem, mesmo não sendo poços de simpatia e interação. Os Pixies empolgaram com jogadas infalíveis, como “Where Is My Mind?” e “Monkey Gone To Heaven”. A nova baixista, Paz Lenchantin, se mostrou à vontade e preencheu com competência o espaço dolorosamente deixado por Kim Deal. Já no Palco Interlagos, o menino Bugg compensou a total falta de carisma com boas músicas que cresceram ao vivo. Sua habilidade na guitarra e no violão também impressionaram, assim como algumas pérolas folk de seu primeiro disco e outras tentativas distorcidas de seu lançamento mais recente.

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Foto: Fabrício Vianna

Mesmo com Savages, Pixies e Jake Bugg em ótimos momentos, o domingo já tinha dono. O Lollapalooza Brasil deste ano, inclusive, só ganhou seu sentido completo de existência ao ser a casa do tão esperado retorno do Arcade Fire. E todos esses anos na fila se pagaram em 90 minutos. E aqui valem todos os termos que você provavelmente já leu por aí: missa indie, apoteose, catarse coletiva e afins. A trupe canadense fez uma apresentação de encher os olhos e irretocável em sua totalidade, dessas que te chacoalham e fazem você se lembrar por que gosta de tudo aquilo – de música, de discos, de bandas, de shows, de festivais. Todas as faixas crescem ao vivo e ganham uma performance meio teatral, meio carnavalesca que hipnotiza e encanta. Até Caetano Veloso, Tom Jobim e New Order estavam presentes, em pequenas citações da carismática banda durante o show – como se precisassem agradar ainda mais seus fãs ali presentes. E tome chuva de papel picado, artifício que se torna brega na mão da maioria, mas que se encaixa com sutileza na procissão festiva do Arcade Fire. Após reflektors, laikas, lies, neighborhoods e orpheus, no entanto, ainda faltava aquele momento único, aqueles minutos que seriam replicados na cabeça por anos e anos. “Wake Up” chegou avisando que era o fim do espetáculo. Claro. Depois dela, seria covardia oferecer qualquer outra coisa. Foi o fim ideal e grandioso pelo qual todos esperavam. O fim do melhor show do Lollapalooza Brasil 2012, 2013 e 2014. Boa sorte pra quem vier no ano que vem.

Bonus track: conseguir pegar os últimos segundos do show do New Order, no caminho pra saída. A música que estava rolando? Só aquela lá, uma tal de “Love Will Tear Us Apart”.

  • smashley simpson

    Os comentários acerca dos shows são discutíveis, tudo depende do quanto você é aficionado ou não por uma banda… Faltou comentar sobre o lance dos vendedores de chopp que, embora tivessem que cobrar os 9 reais estipulados, cobravam 10 e até 12 reais, apenas justificando que “NA MINHA MÃO É ESSE PREÇO”. Claro que eu perguntei o número da credencial dos caras e eles só faltaram me bater, o único legal foi o número 56, Marcelo, que vendeu certinho, deu o troco e tudo mais. Concordo que é difícil arranjar troco para 9 reais, mas, porra, precisa colar o rótulo de otário na testa dos hipsters?