Lollapalooza @ Chile, dia 2 (03/04/11)

Por Gregório Fonseca

O público do domingo no Lollapalooza Chile estava bem mais numeroso que no sábado, graças a um line-up que concentrou bandas bastante populares no país. Mesmo com uma quantidade de pessoas significativamente maior, não havia filas nos banheiros, caixas e em todos os lugares na praça de alimentação na maior parte do tempo. O clima de paz, amor e tranquilidade se manteve em alta no festival.

Os problemas ocorridos no Tech Stage no primeiro dia se repetiram. A polícia chilena chegou a cogitar a suspensão dos shows de Devendra Banhart, Cat Power e The Drums. Eles acabaram acontecendo, mas ninguém conseguiu entrar no local dos shows. Na hora do Cold War Kids, mudaram a entrada para a arena. Ainda assim havia mais gente fora que dentro do local.

O LG Stage foi palco para disputadas atrações de música eletrônica, como Fischerspooner e Armin Van Buuren. O Kidzapalooza repetiu duas atrações do primeiro dia no seu line-up, mas manteve-se como o lugar preferido das crianças.

Nos palcos principais, Coca-Cola e Claro Stage, houve uma competição saudável pela popularidade das bandas. De um lado o 30 Seconds to Mars extasiava milhares de adolescentes com camisetas da banda – do outro, fãs de Perry Farrell se enlouqueciam com strippers penduradas por cabos de aço no show do Jane’s Addiction.

Bandas como 311, Sublime with Rome e Chico Trujillo mostraram ter um público fiel no Chile. Os argentinos do Todos Tus Muertos foram uma surpresa agradável com um estilo que ora lembrava o Skank de início de carreira, ora Planet Hemp.

Kanye West encerrou o festival com o show de seu elogiado disco My Beautiful Dark Twisted Fantasy, mas foram as músicas mais antigas que mais levantaram a plateia. No entanto, a grande atração do segundo dia acabou sendo o Flaming Lips. Com Wayne Coyne passeando pelo público dentro duma bolha, vários convidados dançando no palco, bolas, papel picado e projeções psicodélicas, o show foi o maior espetáculo visual do Lollapalooza chileno.

Fazendo um balanço da primeira edição do festival no Chile, o saldo final é bastante positivo. Apesar de falhas como a fila do primeiro dia e do inacessível Tech Stage, o Lolla foi uma experiência inesquecível para quem teve a oportunidade de estar presente, com muito mais acertos que erros. Tudo por um preço justo e com uma organização decente.

Fotos por Gregório Fonseca e Raíssa Freitas

  • ” Eles acabaram acontecendo, mas ninguém conseguiu entrar no local dos shows.”

    Eu consegui. E muita gente conseguiu, o show do Devendra tava cheião.

  • Igor, você foi um privilegiado! Queria ter visto Edward Sharpe & The Magnetic Zeros, CSS, The Drums, Cat Power, e o máximo que consegui foi ver um portão fechado e uns carabineros a cavalo.

  • Igor, você realmente foi um privilegiado. Só consegui asssistir o Edward Sharpe & The Magnetic Zeros no Tech Stage porque entrei no finalzinho do show do Bomba Estéreo e fiquei lá dentro direto. Todas as minhas outras tentativas de entrar lá falharam e acabei perdendo os shows do Devandra, Cat Power e The Drums.

  • Desorganização define…