Lollapalooza: opiniões, acertos, erros, pitacos e comentários sobre a estreia do festival no Brasil

É claro que o maior festival brasileiro de 2012 até agora não passaria em branco por aqui. Antes tarde do que nunca, aí vão as opiniões e comentários gerais de três colaboradores do Move That Jukebox sobre o Lollapalooza, que aconteceu no último fim de semana, no Jockey Club, em São Paulo:

Hick Duarte

Se saíram bem o nosso amigo Perry Farrell e sua edição brasileira do Lollapalooza. Ainda que, em diversos momentos, os desconfortos logísticos – transporte, alimentação, banheiros e outras questões estruturais – falassem mais alto do que a experiência pessoal do fã brasileiro de música, o festival que lotou o Jockey no fim de semana passado colecionou vários méritos. A pontualidade das apresentações e a ligeira ousadia artística do line-up são dois deles. Se sua intenção era descobrir novos sons/conferir novos shows, ou simplesmente celebrar ao vivo aquilo que você já conhecia, oportunidades não faltaram para nenhum dos lados. E aqui vão as rápidas impressões de um pagante que se arriscou pelos dois caminhos.


Peaches e seu colã de tetas (foto por Chris von Ameln/Fotosite)

Perdi meia hora do show da Peaches por conta da fila para comprar fichas. A grande decisão da maioria dos presentes parecia providenciar fichas para todo o resto do dia e assim não ter que enfrentar fila novamente – o que causou uma sobrecarga tremenda nos postos de compra. Pelo menos a fila do bar era mais dinâmica e andava muito mais rápido. Sobre o show? Os anos 201X definitivamente não têm espaço para o electroclash, mas a Peaches tem o público na mão pela performance comoventemente frenética. No palco, a canadense esteve sempre acompanhada de algumas garrafas de espumante ou de uma dupla de dançarinas meio-sexy-meio-bizarra, portando um colã de tetas (!) que quase a despia a cada pulo empolgado. O live da Peaches teve seu ápice quando ela disparou uma sequência de “As Mina Pira!” como vocal de uma de suas músicas – veja aqui.

O Bassnectar eu não conhecia, mas fui conferir, curti e confirmei uma curiosa teoria – o dubstep é de fato o que de mais heavy metal a música eletrônica já pariu. O público do cara no palco Perry era um monte de headbangers, com camisetas que homenageavam do Blind Guardian ao Megadeth, e estava completamente fora de si com o set recheado de guitarras e reverberação wobble ensurdecedora. O dubstep do Bassnectar – produtor californiano com uma discografia de nove álbuns (!) – é mais seco e agressivo, e ganha uma atmosfera rock num set com remixes de Nirvana e Metallica. Engraçado seria imaginar – pelo menos três anos atrás – que um monte de metaleiro cabeludo lotaria uma apresentação de música eletrônica em um festival indie.


Bassnectar ao fim de seu set ao lado de Eugene Hütz, vocalista do Gogol Bordello (foto por Raul Aragão)

Talvez fosse culpa dos fãs de Foo Fighters, o fator mais significativo na venda de 75 mil ingressos para o primeiro dia de Lollapalooza. O show, quase uma unanimidade nas resenhas, foi intenso do início ao fim, comandado por uma banda na sua fase mais harmônica e por um Dave Grohl na sua fase mais carismática. Nem as longas finalizações das músicas no show, nunca executadas da forma como você ouve nos discos, deixou esfriar o momento. Um “flashmob” com plaquinhas com o dizer “OH” aconteceu no momento daquela pausa clássica pré-refrão em “Best Of You” e reforçou a imagem de “público especial” que Dave mantinha dos brasileiros. Aliás, teve Dave tocando bateria em “Cold Day in the Sun”. Dave em performance visceral e especialmente nostálgica durante “Everlong”. Dave é o maior showman vivo do rock feito na década passada? As duas horas e meia de show foram cumpridas com um rigor de dar inveja a qualquer outro festival brasileiro – no Lollapalooza, o principal headliner não atrasou um minuto, nem para começar, nem para acabar. Um sábado pra se lembrar.


Foo Fighters (foto por Cambria Harkey)

Muito mais diverso em line-up e menos tumultuado por conta do público, o domingo começou pra valer com o show do Gogol Bordello. A banda de gypsy punk, conhecida pelos seus shows insanos e de pura entrega, foi a grande protagonista do momento visual mais “gringo” do Lollapalooza Brasil. Um sol de rachar, boa parte do público usando bem menos roupa, rostos pintados por todos os lados, garotos e garotas em igual proporção levantando poeira no Jockey e aclamando um grupo musical de raízes étnicas muito marcantes. “World music” na sua melhor representação. O percussionista/vocalista/membro-faz-tudo Pedro Erazo estava vestido com o uniforme dos garis do Rio de Janeiro. E o violinista russo Sergey Ryabtsev estava tocando um instrumento cujas cordas tinham cedido desde a segunda música. Mas onde estava a dupla fofa de dançarinas? Os marmanjos sentiram falta. “Wonderlust King” foi entoada mais como um hino do que como um hit. E é neste contexto que Eugene Hütz, o frontman e idealizador da banda, vai vagarosamente assumindo o posto de uma das personalidades mais ideológicas desse punk rock globalizado, o tal “punk rock cigano”.


Eugene Hütz do Gogol Bordello se esguelando (foto por Dave Mead)

O Killer on the Dancefloor fez um live enérgico, mas a gente sentiu falta das canções do recém-lançado álbum Criminal. O Friendly Fires fez um show saliente: Ed Macfarlane é o gringo com mais gingado do indie rock atual (depois do Nic Offer, vocal do !!!, diriam alguns). O setlist do Friendly Fires contemplou tanto as músicas do disco mais recente, Pala, como os hits do álbum de estreia que lhes fizeram ganhar o mundo – “Paris”, “Skeleton Boy” e “Jump in the Pool” caracterizaram momentos de catarse. A maior novidade talvez tenha sido os instrumentos de sopro que a banda incorporou à sua apresentação, a partir da inclusão de um trompetista e um saxofonista à formação. Segundo os próprios caras, em entrevista ao G1, os sopros são elementos que farão toda a diferença no próximo disco.


Segura o Ed Macfarlane! (foto por Marcelo Soubhia/Fotosite)

A impressão que fica depois de um show do MGMT é bem simples: eles não são os seus hits. O MGMT de Congratulations é muito mais introspectivo, os arranjos das faixas são muito mais elaborados, os garotos não fazem questão de se comunicarem com os fãs quando estão tocando — e isso não quer dizer que não se trata de um bom show, só não é um bom show pra festival. Essa impressão somada à chuva que caía e aos raios espetaculares que cruzavam o céu do Jockey fizeram da apresentação da banda uma opção facilmente descartável para muitos. E talvez bastasse adentrar o palco Ferry pra se divertir pelo menos três vezes mais, com o show eletrizante, convidativo e descaradamente dançante do rapper inglês Tinie Tempah.


MGMT na chuva (foto por Dave Mead)

Aliás, o público mal esperou a última rima do Tinie Tempah pra jogar as mãos pra cima e berrar meio que num tom previamente combinado: “SKRILLEX!!!” Foi assustador perceber o tamanho da popularidade do DJ no Brasil. Podia ser o Daft Punk, podia ser o Justice, mas todo o saudosismo era por conta do Skrillex, um rapaz com mais ou menos a mesma idade de seu público, e isso tinha que fazer algum sentido — fiquei pra ver o começo. Skrillex, figura severamente criticada por um número crescente de produtores e fãs de dubstep, deu início ao seu DJ Set (o Lollapalooza não avisou, mas a maior parte dos artistas de eletrônico não fizeram live, e sim DJ Set) como se estivesse querendo dizer: “vocês ficam aí dizendo que eu não faço dubstep, então vou mostrar que conheço as origens disso”. Disparando bpms muito menos acelerados do que os que compõem sua música, o DJ tocou uma viagem de mais ou menos quinze minutos pelo reggae, dub, jungle e drum ‘n’ bass, até chegar ao dubstep e depois partir para as suas próprias produções (chamaram de complextro certa vez, lembra?). A partir daí, vieram os hits e toda a artilharia pesada de synths e graves que caracteriza a música de Skrillex. Pra mim, meia hora foi mais do que o suficiente. Hora de ver de qual era a do Foster the People ao vivo. Mas esse show e o do Arctic Monkeys eu deixo para os meus colegas comentarem aí embaixo.


Skrillex sensação? (foto: Divulgação)

Neto Rodrigues

Os seis meses que separaram a compra dos ingressos até o fim de semana do Lollapalooza passaram mais rapidamente que um disco do Ramones.

Céu limpo para os shows no palco Cidade Jardim, em foto de Mahê Ferreira

Finalmente, os dias em que o Brasil veria novamente, após anos, shows dos headliners Arctic Monkeys e Foo Fighters. Mas nem só dos grandes viveu o festival. Aqui e ali, você ainda dava de cara com ótimas performances. Teve o Friendly Fires conseguindo a façanha de colocar muita gente pra dançar depois da catarse cigana chamada Gogol Bordello (tem quem goste, mas, pra mim, foi a mesma música sendo tocada durante todo o show); teve o lirismo e a sensibilidade folk do Band of Horses, um dos destaques deslocados do festival; teve o pastiche tresloucado da Peaches, aparentemente a atração mais carente de atenção de todo o Lolla; teve o momento “eu vi um ícone do rock de perto”, com o show potente e sem firulas de Joan Jett e seus corações negros; teve o som baixo prejudicando o Cage The Elephant, que mesmo assim surpreendeu muita gente com sua fúria pós-grunge e seus refrões fáceis; teve o Foster The People em uma apresentação coerente e divertida, com seu indie-electro-pop-coxinha irresistível sendo cantado por todos – que provavelmente encaravam o grupo como uma abertura de luxo para os Monkeys.

Peaches (Tits?) maluquete, em foto de Mahê Ferreira

Como a distância entre os palcos principais levava quase um dúzia de minutos pra ser percorrida, era triste escolher necessidades básicas de sobrevivência (banheiro e água) em detrimento de performances que não devem voltar ao país tão cedo. Numa dessas, lá se foram Manchester Orchestra, TV On The Radio (cujo espetacular show-pedrada eu vi na sexta, no Cine Joia) e Manchester Orchestra, por exemplo. As filas, assim como os perrengues pós-shows (meios de transporte para voltar pra casa, etc), continuam sendo os principais obstáculos de qualquer evento desse porte ao se fixar em São Paulo.

Com a honra de fecharem a primeira edição brasileira do Lollapalooza, Foo Fighters e Arctic Monkeys teriam que se esforçar MUITO para decepcionarem seus fãs – o que, obviamente, não aconteceu.

Ok, o som poderia ser mais alto no show de Dave e sua trupe. Eles também poderiam ter feito menos “enrolações” e, definitivamente, não precisavam de um duelo de solos de guitarras. Mas as faces maravilhadas – e nada entediadas – do público falavam mais alto. Público este que ficaria ali, facilmente, por mais duas horas, vendo Pat “Cara de Porteiro Mexicano” Smear destroçando mais guitarras, Dave correndo pra lá e pra cá com aquela faixa brega na cabeça e Taylor Hawkings descendo a mão em seu kit. O Foo Fighters veio ao Brasil e fez e-x-a-t-a-m-e-n-t-e o que todos esperavam que fosse feito – e manter o script foi justamente o trunfo do quinteto. Manter o script foi justamente o que fez da noite de 7 de abril de 2012 a noite mais absurda da vida de muita gente. E que da próxima da vez, a banda não espere outros 11 anos, nem toque em um lugar que se mostre BASTANTE inapropriado para um público de 75 mil pessoas.

Dave Grohl vislumbra a plateia brasileira, em foto de Cambria Harkey

No domingo, já em tom de despedida, Alex Turner mostrou sua metamorfomose – de skinny nerd para bad boy canastrão com topete bezuntado de gel. E a mudança, que ainda inclui a postura em cima do palco e a interação com a plateia, foi essencial para deixar todos os fãs com um sorrisão no rosto. Sem a pompa e a estrada de um Foo Fighters, o uma vez tímido quarteto de Sheffield mostrou que tem, sim, cacife pra fechar um Lolla da vida – e fez isso disparando um caminhão de hits, alternando hinos pós-Strokes com o peso de faixas mais recentes. O set funcionou bem e passeou pelos quatro trabalhos do grupo. “R U Mine?”, uma das grandes músicas de 2012 até agora, também marcou presença e foi surpreendentemente bem recebida pelas fãs histéricas. Vale destacar a competência e o peso que o talentoso Matt Helders dispara do fundo do palco, com sua bateria falando diretamente com a guitarra e a voz de Alex. Os fraseados urgentes e o backing vocal do baixista – e sósia de Jack White – Nick O’Malley também saltam aos olhos, diferentemente do insosso Jamie Cook, que mais parece um músico contratado do que um Monkey, de fato.

O Lollapalooza 2013 já está confirmado. O dever dos organizadores agora é aproveitar o saldo positivo da primeira experiência em nossas terras e corrigir as filas desumanas, as condições precárias da volta pra casa após os shows e mapear o que deu certo e os erros no line-up. Tentar “ressuscitar” algumas bandas brasileiras é realmente válido? Atrações como Band of Horses e Manchester Orchestra não seriam melhor aproveitadas em palcos menores? O festival, continuando no Jockey Club, realmente comporta uma mega show-espetáculo como o do Foo Fighters? Se sim, não seria interessante diminuir o número de ingressos para evitar uma possível superlotação?

Enfim, que venha o Lolla 2013 (e com ele, se eu já puder palpitar, Arcade Fire, Radiohead e Daft Punk. Por ora).

Victor Caputo

Dia 1: o primeiro pensamento ao chegar no Jockey foi: PUTA QUE PARIU, QUE FILA! A frase ainda seria repetida muitas vezes. Entrar no Lollapalooza Brasil, comprar bebidas, ir ao banheiro – tudo tinha uma bela de uma fila.

TV On The Radio no palco, em foto por Dave Mead

Depois de enfrentar a entrada, caí na boca do palco Butantã. Na hora, rolava o show do Cage The Elephant, já no finalzinho. O vocalista cantava longe do microfone e gritava de forma desafinada. Deu um mosh na galera e acabou enrolado em uma bandeira do Brasil. Foi tudo que vi, nem cheguei a achar bom ou ruim.

Em seguida veio a Band of Horses. Começaram o show devagar. Não tive paciência para esperar pela virada da apresentação – se é que teve uma. O TV On The Radio logo tocaria no palco principal e a distância entre eles não era curta. Corri para lá para pegar um lugar bom.

O TVOTR abriu o show com “Halfway Home”. Todos se levantaram e… começaram a conversar. Um resumo razoável do show é que uma das maiores bandas da atualidade tocava, misturando soul e rock experimental de uma forma magnífica e todos em minha volta tiravam fotos e conversavam. Não posso dizer se o show foi bom ou ruim. Para mim foi uma experiência horrível.

Mas a banda do dia era o Foo Fighters. As duas horas e meia prometidas por Dave Grohl foram cumpridas. A banda é antiga e eles têm muitos hits para tocar, segundo Dave. No entanto, o tempo não foi só preenchido por hits. Foram músicas alongadas, duelos de guitarra, entre outras improvisações – que não são tão improvisadas assim. Tudo é milimetricamente calculado. Ou seja, clichês cafonas que Dave não quer deixar de lado. A música mudou, a indústria também, mas Dave, não. E faz com que o próprio Foo Fighters não mude. Entre álbuns melhores ou piores, o Foo Fighters é basicamente o mesmo – sonoramente, não pensando nos integrantes.

Dia 2: no segundo dia, preferi chegar mais tarde, já pensando nas filas. Cheguei apenas às 17h. Pelo Twitter, já havia lido alguns relatos de que o Jockey estava mais vazio no segundo dia. Parece que foram “apenas” 60 mil pessoas, contra as 75 mil do primeiro dia. Tudo funcionava melhor. Agora, vendedores ambulantes trocavam os reais por Lollapilas. O câmbio, infelizmente, continuava o mesmo: 4 reais por uma ficha, o que fazia com que uma cerveja custasse 8 reais, o mesmo preço de qualquer comida lá dentro.

O Foster The People chegou juntamente com a mudança de tempo em São Paulo. Eu sei que já falaram muito disso, mas era só o que eu pensava na hora. Palco Cidade Jardim, camisa pólo da Lacoste e aquelas musiquinhas chatas. O show do Foster The People era o cúmulo da “coxinhice”. Se por um lado as músicas da banda não chegam nem perto de me empolgar, tenho que confessar: aquele Foster sabe o que faz. Entrou já andando na passarela, animando o público. A banda não parou um instante, deixando a galera entre gritos incessantes e pulos animados. Tava bonito de ver.

Chegou a vez do Arctic Monkeys. E desde a última visita da banda a São Paulo, muito mudou. Os dois álbuns mais recentes, Humbug e Suck It And See, mostraram um novo grupo. Eles cresceram e o som evoluiu também. O crítico André Barcinski definiu o show do Arctic Monkeys de tal maneira: “Banda típica da geração Myspace, fez sucesso tão rápido que nem teve tempo de aprender a se portar em cima de um palco”.

Tenho minhas dúvidas se eles não sabem mesmo se portar no palco. Jamie Cook e Nick O’Malley não são os primeiros do rock a serem introspectivos e precisos no palco. Matt Helders continua sendo um dos melhores bateristas da atualidade, não tinha muito o que mudar.

Agora, foi o frontman quem mais mudou. Turner encontrou em Josh Homme um modelo e faz de tudo para chegar à sua altura, inclusive tenta imitar o líder do Queens of the Stone Age. O topete, os bicos, o charme para cima das garotas e a cara de cafajeste – está tudo ali. É proposital e é uma maneira de se portar no palco que funciona como uma evolução do rapaz tímido e quieto de 2007. Ele pode ainda ser o mesmo, mas, no mínimo, faz de conta que não.

De uma banda que não fazia nada em cima do palco, uma espécie de aprendizes dos Strokes – tanto sonoramente, quanto em comportamento -, agora os Arctic Monkeys têm um vocalista marrento, capaz de fazer as meninas gritarem e os caras darem risada. Dave Grohl foi cafona no primeiro dia, com toda a farofice do rock, e Turner também foi no segundo, principalmente nos trejeitos. Mas ao contrário do vocalista do Foo Fighters, Turner mostra que ali as coisas estão mudando sempre e que o rock não caiu na mesmice.

  • Ótima resenha. Alex Turner e Matt Helders são mitos já!!

  • Acho, que como sempre as resenhas do MTJ, são bem sinceras e ponderadas e verdadeiramente analiticas. Acho que o Lolla teve mais acertos que erros, as filas p/ mim foram totalmente suportaveis e nada demoradas, não enfrentei tumulto e consegui ver os shows com certa perfeição. Talvez alguns erros sejam corrigidos como a distância do palco perry com o butantã e os banheiros que não atendiam a demanda das pessoas nos intervalos entre shows.
    Embora tenha achado o lineup pequeno (comparando até mesmo com o Lolla gringo), ele foi bem diversificado e até bem dividido, p/ mim os pontos altos foram os shows de Gogol Bordello, FF, Friendly Fires, Peaches, Cage the Elephant e claro os Monkeys que foram muito menos introspectivos do que a primeira vez que vieram.
    Agora MGMT, foi a maior decepção, o show não funciona em festival, com chuva então huauha.

  • quintana

    Neto, Arcade Fire e Radiohead, tendo apenas esses dois, já estaria paga a minha próxima ida a São Paulo.

  • quintana

    Ah, e contrariando a opinião de alguns, pra mim o MGMT foi um GRANDE SHOW. Alta qualidade sonora e viagens no telão. Exatamente a proposta da banda. Agora, vai do gosto de cada um.

  • igor

    melhor show pra mim foi o do Foster, apesar dos erros que cometeram (e normalmente não cometem), como por exemplo, em Broken Jaw

  • Caceta, que resenha boa e completa

  • José Paes

    Boa resenha. Menos à última, é claro. Que parece ter sido feita por alguma anarco-punk-rock de merda igual ao que estava na frente do Metrô Butantã no sábado dando showzinho. E se tiver Radiohead ano que vem, minha presença está garantida.