Marina and the Diamonds – The Crown Jewels EP

Marina and The Diamonds é meu novo vício. Mesmo. O pseudônimo foi criado pela lindíssima Marina Diamandis (o ‘Diamonds’ tá explicado?), cantora britânica que iniciou suas atividades no ano passado e, já em 2009, adicionou duas grandes apresentações em seu histórico de shows: O primeiro, em maio, no Big Weekend da BBC e, no mês seguinte, o gigantesco Glastonbury, onde foi escada para o Queen’s Head Stage, no mesmo dia de Dan Black, The Wombats e Noah and the Whale. Até o final do ano, Marina terá passado pelos maiores festivais do Reino Unido, com o iTunes Festival, Bestival, Latitude, Reading e Leeds em sua agenda.

A moça dos diamantes começa a chamar atenção por sua voz marcante, que nos remente imediatamente ao piano-pop de Kate Nash, ao blues de Adele e ao rock recente de Florence Welsh, mas Marina não quer só isso. Em The Crown Jewels, EP que foi lançado na Europa e nos Estados Unidos em junho, ficam óbvias as influências de música eletrônica, mas não veja a cantora como mais uma Little Boots – a ideia passa longe disso.

O maior destaque do mini-álbum é ‘I’m not a Robot’, sem pensar duas vezes. A música é embalada por uma baladinha de teclado, combinada à bateria e aos efeitos agudos que dão um charme à ela, temperos que vestem como uma luva à temática romântica-dramática da letra. Catchy é a palavra certa, imagino, já que nos dois últimos dias ouvi a faixa dez vezes, no mínimo. Saca o clipe (que, vale dizer, não foi gravado para uma propaganda de shampoo):

‘Seventeen’ é de ritmo dançante e, repetindo o feito de sua antecessora, apresenta letras muito pessoais. Depois de escutada com ouvidos atentos, a música não deixa você largá-la e se torna um repeat obrigatório. Nela, a vaga do drama é preenchida pela energia dos Klaxons, que marcam presença – espiritualmente, claro – nesses três minutos de electro-pop-key-rock, que são abertos por uma melodia lo-fi parecia com a música-tema do jogo de Alladin do meu antigo Gameboy (ainda fazem esses jogos?).

A última inédita do álbum é ‘Simplify’, que muda o foco de Crown of Jewels. Trabalhando apenas com vocais e piano, a proposta da canção é exatamente a retratada por seu título: Simplificar. E, de repente, Regina Spektor parece envelhecer uns 50 anos.

Pra fechar bem o disco, um remix que todos os DJs deveriam roubar para seus sets. ‘I’m Not a Robot’, the next big thing, ganha a cara do Friendly Fires nessa edição, somada a um ar de house music.

Crown Jewels fica como um EP para ser ouvido hoje, amanhã, semana que vem e no mês seguinte – e, leia com atenção, mudo de nome se os diamantes de Marina não brilharem na lista de Sounds of 2010 da BBC.

Queen’s Head Stage