#MovenoLolla: 12 shows imperdíveis do Lollapalooza Brasil

Te damos alguns toques de shows para assistir neste festival

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Arte: Iberê Borges

Todos vocês já estão carecas de saber que o Lollapalooza Brasil vai se realizar nos dias 12 e 13 de março, lá no Autódromo de Interlagos, certo? Como o line up é bem extenso, a equipe do Move That Juekbox selecionou alguns shows que você não deve perder nem por um decreto! Dá uma olhada.

Por Allan Assis, Gustavo Sumares e Iberê Borges

Sábado, dia 12 de março

Tame Impala

Para muitos fãs, Currents, o último álbum do Tame Impala, é o melhor da carreira do grupo australiano. Nele, Kevin Parker tomou definitivamente as rédeas da banda, deu uma guinada mais eletrônica no som dela, escreveu letras mais pessoais e emocionadas e criou um álbum excelente. Essa dedicação de Parker ao trabalho sugere que ele está mais envolvido com o grupo do que nunca, e quem vir a banda no Lollapalooza provavelmente verá um conjunto no seu auge criativo. (GS)

Mumford & Sons

Tem MUITA gente que odeia o Mumford & Sons. Do folk fácil apegado a instrumentos óbvios e melodias confusas acompanhado por letras que não se ajudam muito, você talvez seja um desses expectadores a olhar torto a multidão vestida em couro e chapéu de feltro ansiosa pelo show dos ingleses. Se você gosta de letras positivas – que moram entre a exaltação a bons sentimentos e uma religiosidade genérica, e instrumentos de corda –  vai se divertir com o setlist de hits que Marcus Mumford e seus associados têm na gaveta se servindo de um gênero dado a poucas popularidades. (AA)

Eagles Of Death Metal

Um show de muito rock baseado na diversão somado a um renascimento de uma fênix (do qual já sabemos muito bem os motivos) – essa é a fórmula para essa apresentação que já é uma das maiores apostas do Lollapalooza 2016. Usando da simplicidade e dos clichês, o Eagles Of Death Metal corre o risco de fazer uma apresentação inesquecível e altamente empolgante, então vê se não perde essa, porque nós não perderemos. (IB)

Of Monsters and Men

Nós que estivemos em 2013 no Lollapalooza, vimos de perto o efeito do Of Monsters and Men na plateia. Um misto de tranquilidade e brilho é fruto da intensidade da banda se entregando ali no palco, com suas canções fofas (no melhor sentido da palavra) e com a resposta automática do público fiel que eles conquistaram aqui no Brasil. Uma coisa é certa: será um show bonito de se ver. (IB)

Cold War Kids

É verdade que o Cold War Kids já não vem há um bom tempo entregando álbuns realmente imperdíveis, mas também não se pode negar que eles têm uma grande dívida aí a sanar com o público brasileiro. O show dos californianos é um daqueles que estamos curiosos para assistir para poder ouvir de perto aqueles antigos hits e aquela intensidade toda que eles costumam apresentar. Vale lembrar: o Cold War Kids foi uma grande influência para um dos headliners do Lolla que toca no dia seguinte, a Florence + the Machine. (IB)

Domingo, dia 13 de março

Florence and the Machine

A voz de Florence Welsh parece ter sido feita sob medida para os grandes shows e festivais. Isso, junto com a série de canções clássicas que ela já gravou, seria suficiente para recomendar o show dela. Mas dessa vez ela ainda tem um ótimo álbum por trás de seu show: How Big, How Blue, How Beautiful, que conta com um monte de composições lindas, como “Queen of Peace”, “Ship To Wreck” e a própria faixa-título. Os tempos em que ela era apenas a cantora de “Dog Days Are Over” ficaram definitivamente pra trás, e vale a pena conhecer o que Florence tem para oferecer a mais. (GS)

Jungle

Não é como se faltasse shows divertidos no Lollapalooza. Mas o Jungle já veio ao Brasil e mostrou que sabe fazer a multidão se mexer como poucos. A banda, que incha de dois para sete mebros na hora de fazer shows, já tem ainda mais canções com as quais compor uma apresentação dançante e cheia de groove. Se os shows mais introspectivos e melancólicos estiverem pesando, você já sabe para onde ir para se curar. (GS)

Alabama Shakes

Passar pelo Lollapalooza sem ouvir os belos arranjos construídos para o mais recente álbum do Alabama Shakes, Sound & Colour (2015), é no mínimo desperdício de ingresso. Em sua segunda passagem pelo Brasil, os norte-americanos têm mais material em sua apresentação e a sensação de evolução no som do quarteto não é apenas impressão, mais bem acabado e interessante que a estreia Boys & Girls (2012), a incrível voz de Brittany Howard agora encontra respiros com riffs e melodias tão boas quanto seu timbre. Assistir ao Alabama Shakes é fincar os pés no que de mais interessante e diverso se produziu no rock em 2015 – blues, country e vários outros subgêneros se encontram num show com poucas chances de decepcionar. (AA)

Noel Gallagher’s High Flying Birds

É provável que uma multidão peça para ouvir “Don’t Look Back in Anger” e “Wonderwall” num possível bis de Noel Gallagher, e é provável que o fundador do Oasis xingue a plateia em retorno. No entanto é fato que Gallagher não precisa do setlist de sua finada banda para apresentar um bom show em São Paulo, suas duas incursões em carreira solo, o plural álbum Noel Gallagher’s High Flying Birds e até o mais tradicional Chasing Yesterday têm plena capacidade de preencher uma boa apresentação sem buracos ou decepções na noite do dia 13. A cereja do bolo ficaria então, para o aparecimento de algum clássico da banda que formou junto ao irmão; é torcer para que ele esteja de bom humor. (AA)

Albert Hammond Jr.

O Strokes está em estúdio gravando? O Strokes irá tocar em breve no Brasil? O Strokes lançará novamente um álbum bom? Provavelmente a resposta pra todas essas perguntas seja não. Por isso, estar lá no show do Albert Hammond Jr. é uma boa pedida. O guitarrista e compositor da banda nova-iorquina chega com seu show solo do seu disco mais recente, Momentary Masters, lançado ano passado após sete anos sem nenhum LP lançado. O disco é bacana e as canções são divertidas, isso deve refletir no show. O Strokes sempre gostou muito daqui e o Albert também, e a gente sabe como gostamos deles e não podemos perder essa. (IB)

Dingo Bells

Você precisa assistir ao vivo no palco a banda brasileira que faz o show mais empolgante do cenário alternativo atualmente. Com execução perfeita de cada ótima canção e com o vocalista que mais sabe cantar REALMENTE atualmente no cenário pop e rock nacional, não há nada no Dingo Bells que não valha muito a pena acompanhar de perto. Donos de um dos melhores discos do ano passado, são eles uma das nossas atrações nacionais prediletas. (IB)

Emicida

Em Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa (2015) Emicida remexeu suas raízes africanas ao viajar para o Cabo Verde e produzir parte de seu último álbum. Encontrou por lá texturas e novas sonoridades, mas sobretudo reforçou suas rimas com informações da fonte para perguntar o porquê da diminuição da cultura do continente-mãe em nosso país. Mais abrasivo e reflexo do crescimento do paulistano como compositor, seu posicionamento de palco e força política ganharam mais contorno com o lançamento do registro. Contestação, valorização da cultura negra e bons ritmos são o que esperar do novo show de Emicida. (AA)

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