Happy Birthday, Neil Young

Hoje é aniversário de Neil Young. Para homenagear as 69 primaveras do velho deus canadense, preparamos um especial reforçado por companheiros de blogosfera – cada um escolhendo uma música e contando um pouco do que ela significa para eles. Espero que gostem.

Elson Barbosa – Walk With Me (Le Noise)

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“Walk With Me” não é a melhor música do Neil Young, nem Le Noise o seu melhor disco. Mas no intuito de fugir dos hits, lembrei desse trabalho e do espanto que tive ao ouví-lo – um disco de hard rock, pesado, somente com voz e guitarra distorcida, sem bateria, baixo ou qualquer outro instrumento. Somente o homem no estúdio com sua guitarra, seus pedais de distorção e seus fantasmas. Que outro artista com tal currículo teria guts para gravar um trigésimo-terceiro álbum de uma forma tão “errada”? Quando Le Noise saiu, tive a ideia de regravá-lo tocando o baixo e a bateria, “completando” o álbum. Uma heresia, obviamente.

Elson Barbosa é produtor do selo virtual Sinewave, músico da banda Herod Layne, colaborador do site Scream & Yell e trabalha em TI nas horas vagas.

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Guilherme de Mesquita Cerqueira – Stupid Girl (Zuma)

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Minha preferida do Zuma, porque é o disco da volta dele, a recuperação da ressaca da trilogia que começou com Time Fades Away e terminou com On The Beach (por conta da morte dos seus colegas e amigos Danny Whytten e Bruce Berry e também do abuso com drogas e álcool), além de ser uma das primeiras canções dele que escutei. E porque todos somos um pouco stupid girls também.

Guilherme de Mesquita Cerqueira mora em Teresina, Piauí, e é guitarrista da banda de post-rock Wake up, killer!

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Julio Cesar Magalhaes – C’Mon Baby, Let’s Go Downtown (Tonight’s The Night)

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Essa música é a única a contar com a participação de um dos homenageados do disco, Danny Whitten, o falecido guitarrista original da Crazy Horse. O efeito conseguido aqui, em que o instrumental e contexto transformam o caráter de celebração da festa e bebedeira da letra em ironia e desgosto, é extremamente inteligente e sofisticado, afetando TODA a minha visão musical e se tornando um objetivo a ser conseguido em CADA música que faço.

Júlio César Magalhães é biblioteconomista e vocalista do Orange Disaster.

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Nathanna Raíssa – Heart of Gold (Harvest)

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“Heart of Gold” faz parte do álbum Harvest, de 1972, e com seus acordes e letras simples, é provavelmente a música mais conhecida de Neil Young. Engraçado pensar que a canção que o popularizou poderia não existir se ele não tivesse machucado as costas e ficado impossibilitado de ficar em pé para tocar sua guitarra – que foi trocada por um violão para que pudesse tocar sentado. “Heart of Gold” foi a música que me fez conhecer Neil, me emocionou na primeira vez que ouvi e continua me emocionando a cada vez que eu escuto o primeiro solo de gaita.

Nathanna Raíssa é colaboradora do site-parceiro Rock ‘n’ Beats.

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Neto Rodrigues – Hey, Hey, My, My [Into The Black] (Rust Never Sleeps)

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Quantos riffs na história do rock você consegue identificar com apenas alguns segundos de audição? Logo no intervalo entre a primeira e a segunda palhetada de Neil Young, todo o resto de “Hey, Hey, My, My (Into The Black)” já aparece prontinho na cabeça – e o air guitar só se encerra cinco minutos depois. Seja em sua versão acústica (“My, My, Hey, Hey (Out of the Blue)”, com a gaita que leva qualquer ser humano às lágrimas, seja na elétrica, com sua guitarra suja, a canção é dessas que sustentam todo um gênero musical, toda uma geração, toda uma crença. É a resposta pronta, na ponta da língua, mais ciente do que nunca, que o mestre canadense Neil Young deu para a pergunta mais chata de todos os tempos. Mais de duas décadas depois, estamos aqui, repetindo, por mais clichê que seja, o que o músico falou lá em 79: “rock and roll can never die”.

Neto Rodrigues é editor do Move That Jukebox.

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Caroll Almeida – Get Back to the Country (Old Ways)

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Quando o amigo Raul Ramone me chamou para participar, logo me veio “mas é claro que é “Only Love Can Break Your Heart”, música de 1970 presente no After the Gold Rush. Mas não foi. Apesar de bela, é uma canção que entristece e achei que não era o caso, afinal, este é um post de comemoração. Escolhi “Get Back to the Country”, do disco Old Ways (o da capa incrível), bem menos conhecida que canções como “Harvest Moon”, mas tão boa quanto. Escute aí e veja se não dá vontade de estar com uma caneca de cerveja na mão e muito espaço ao redor para dançar bêbado!

Caroll Almeida é jornalista da empresa SWU.

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Ramon Alves – Motion Pictures (On The Beach)

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Diz o ditado que sempre fica um pouco mais escuro antes de amanhecer. Dentro de um dos registros mais melancólicos e amargos de sua carreira, o disco On The Beach, Neil Young mostra em “Motion Pictures” que há esperança até nos momentos mais desesperadores da vida, tendo ele na época perdido dois amigos, vitimados pela heroína. A música é de uma beleza e de uma simplicidade tão comovente, que o coração já aperta nos acordes iniciais do violão de Young. “Well, all those headlines, they just bore me now; I’m deep inside myself, but I’ll get out somehow, And I’ll stand before you, and I’ll bring a smile to your eyes.”

Lucas Brêda é colaborador do site-amigo Rock ‘n’ Beats.

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Marcos Chapeleta – Walk On (On The Beach)

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É difícil nomear apenas uma música de Neil Young que lhe represente como músico. Vejo o trabalho desse artista como uma obra que vai além de algum álbum ou canção. Continuou o legado que Elvis Presley criou, com o folk e o rock, seu som passou por gerações, virando referência para outros artistas consagrados. Nos anos 90, por exemplo, bandas como Pearl Jam e Nirvana – principalmente em seu acústico – beberam da fonte. Neil Young é o retrato do verdadeiro rock n’ roll, com simplicidade e amor à música.

Marcos Chapeleta é redator no Dynamite.

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É isso. Happy Birthday Neil Young. 🙂

  • Nikolai

    Faltou o mais importante e melhor som dele : Old man.