No alto de seus 72 anos, Jorge Ben Jor mostra vigor em apresentação e homenagem

Jorben Benjor no palco da Nivea. Foto: Gustavo Geraldo/Move That Jukebox

No último domingo (25), a praça heróis da FEB recebeu o show que homenageia o cantor e compositor Jorge Ben Jor. O projeto idealizado pela Nivea passou por outras seis cidades antes de chegar em São Paulo, e segue o mesmo estilo dos espetáculos anteriores, que já homenagearam artistas como Tim Maia e Tom Jobim.

A tarde ensolarada combinava perfeitamente com a música alegre e dançante de Jorge. A partir das 13h já era possível observar grande concentração de público próximo ao palco. Conforme passavam-se as horas, o público só aumentava. A presença de fãs de todas as idades, de crianças a idosos,foi  prova a força atemporal e revigorante do catálogo de Jorge.

Céu e Skank foram os artistas escalados para revisitar a obra do mestre, tarefa difícil, já que diferentemente dos homenageados anteriores, Jorge está vivo e participa do show, o que leva a certo nervosismo e uma compreensível retração dos súditos perante ao mestre no palco.

O Skank subiu ao palco um pouco depois das 16h30, e apresentou as canções com segurança e naturalidade, tendo consciência da tarefa impossível de reproduzir o suingue característico de Jorge, a banda conseguiu imprimir seu estilo sem que as músicas perdessem a identidade.

Clássicos como “País Tropical” e “Que Pena” foram interpretadas com maestria, destacando a ótima performance do carismático cantor e guitarrista Samuel Rosa, que fez questão de reverenciar o “padrinho” (apelido carinhoso dado a Jorge). A banda também trouxe ao público algumas músicas menos conhecidas, como “Oé Oé (Faz o Carro de Boi na Estrada)”.

Apesar de ser dona de uma das melhores vozes de sua geração, Céu estava contida e não teve chance de mostrar a totalidade de seu talento, ainda assim, ela teve ótimos momentos, destacando as interpretações de “Os Alquimistas Estão Chegando” e “Chove Chuva”, guiada pelo teclado de Henrique Portugal.

O homenageado subiu ao palco no começo da noite enquanto o público ia ao delírio. Ben Jor continua em plena forma, no alto de seus 72 anos recém-completados. Jorge juntou-se a Céu e Skank para uma versão vigorosa de “Jorge da Capadócia”. Ele passeou por todas as fases de sua carreira, demonstrando total interação com sua banda em músicas como “A Banda do Zé Pretinho” e o medley de “Zumbi / Bebete / Take It Easy My Brother Charles”. O ponto alto do show ficou no território futebolístico, em um bate-bola entrosado entre Ben Jor e Samuel Rosa nas ótimas “Cadê o Penalty” “Umbabaraúma” e “Fio Maravilha”. A parte visual foi um show à parte, as imagens projetadas no telão mostravam total interação com o show.

O encerramento aconteceu em clima de carnaval, com todos os músicos reunidos em cima do palco enquanto Jorge comandava a festa. O festivo refrão de “Taj Mahal” e a ode ao Brasil de “País Tropical” fizeram com que todos os presentes pulasse e cantasse com força, encerrando o espetáculo e deixando o público com a sensação de gratidão ao mestre. Salve Jorge!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *