O mistério dos vocais em “Solitude” e “Planet Caravan”, do Black Sabbath

Várias lendas rondam origem de “Solitude” e “Planet Caravan”, duas belíssimas baladas do Black Sabbath. A primeira foi lançada em 1971, no álbum Master of Reality. Muitos atribuem seus vocais ao baterista Bill Ward, mas isto não passa de um equívoco. Bill só assumiria os vocais do Black Sabbath em “It’s Alright”, lançada em 1976 no álbum Technical Ecstasy (ouça abaixo).

Em “Solitude”, Ozzy Osbourne revelaria seu lado melódico, ao diminuir o tom da voz para acompanhar os arranjos acústicos de Tony Iommi. Também foi nesta gravação que, pela primeira vez, o guitarrista e líder do Black Sabbath tocou flauta (inspirado em sua curta passagem pelo Jethro Tull, no final dos anos 1960).

Já em “Planet Caravan”, lançada um ano antes, no álbum Paranoid, Ozzy usa a mesma técnica vocal, recorrendo apenas a um alto falante da marca Leslie para simular os efeitos de vibrato.

Abaixo, a versão demo de “Solitude”. Na sequência, uma raríssima versão demo de “Planet Caravan”.

Posso (e provavelmente devo) estar enganado, mas nunca mais Ozzy Osbourne cantaria tão baixo quanto em “Solitude” e “Planet Caravan”. Isso faz com que as duas canções se tornem especiais na discografia do Black Sabbath e do próprio Ozzy enquanto artista solo.

Em junho 2013, Tony Iommi, Geezer Butler e Ozzy Osbourne voltaram a lançar um disco juntos (com Brad Wilk na bateria). Entre as faixas de 13, temos aquele que talvez seja o capítulo final das primeiras baladas do grupo. O tom de voz não é mais o mesmo, claro, mas os arranjos de “Zeitgeist” dão continuidade à influência do violonista Django Reinhardt, remetendo a “Solitude” e, principalmente, “Planet Caravan”.

Ouça a versão de estúdio de “Zeitgeist”:

Para finalizar, um pequeno vídeo que conta a história de “Planet Caravan”. Além das versões oficiais, de estúdio, das faixas que dão título ao post. É isso.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *