Oasis, “All Around The World” e a história do single mais extenso a ocupar o topo da parada britânica

Em 12 de janeiro de 1998,  “All Around The Word” era lançada como single, rapidamente se tornando a canção mais extensa a ocupar o primeiro lugar da parada britânica (no auge de seus 9:38, superando “Stairway to Heaven”, do Led Zeppelin e “Bohemian Rhapsody”, do Queen) – permanecendo no topo entre os dias 18 e 24 do mesmo mês.

A faixa foi uma das primeiras composições de Noel Gallagher para o Oasis, e data mais ou menos de 1992. Na época, Noel vislumbrava grande potencial na música (considerada uma de suas melhores até então) e resolveu esperar até que a banda ou a Creation Records tivessem recur$os suficientes para fazer a gravação ideial.

Em agosto de 1997, “All Around The World” via a luz do dia através do LP Be Here Now, com 9:20 de duração  (um pouco menor do que a versão do single), muita extravagância, orquestra de 36 peças e vários na-na-na-na que lembravam “Hey Jude”. Mas não foi por acaso. Sobre a letra, Noel certa vez declarou:

“The lyrics are teeny-poppy. But there are three key changes towards the end. Imagine how much better Hey Jude would have been with three key changes towards the end. I like the ambition of it, all that time ago. What was all that about when we didn’t even have our first single out? Gin and tonics, eh?”

Outras notáveis participações especiais na gravação foram de Meg Matthews e Patsy Kensit (na ocasião, esposas de Noel e Liam, respectivamente) nos backing vocals e do gaitista Mark Feltham.

Fevereiro de 1997. Liam Gallahger conduz o refrão de All Around The World
com Meg Mathews e Patsy Kensit no canto direito

O videoclipe, claro, segue a lógica Beatlemaníaca dos irmãos Gallagher, prestando homenagem ao religioso Submarino Amarelo.

Junto com o single, vieram três cultuados B-sides da banda: “The Fame”, “Flashbax” e “Street Fighting Man” (essa última, uma versão de Rolling Stones, a melhor banda de rock do mundo).

Foi a última vez que o Oasis soltou três canções como lado b.

É isso.

  • Marlon

    Demais, mas segundo o livro Getting High, do Paolo Hewitt, a música não entrou no Definitely Maybe pq o Noel achou que não tinha conexão com as outras. Já no Morning Glory ela não entrou pq o Noel acabou escrevendo a Champagne Supernova, e, segundo o gênio Noel, um disco não pode ter duas músicas épicas.

  • Zambon

    Uma pena que eles tenham abandonado as performances ao vivo de “All Around The World” antes mesmo da turnê de Be Here Now terminar. É uma das músicas autorais mais poderosas para se encerrar um show com chave de ouro (Digo autoral porque “I Am The Walrus” também é igualmente fodástica)

  • Marcelo

    Ótima matéria, parabéns ao site!

  • Vander Luiz

    Ótimo álbum!!
    só perde pro Definitely Maybe e (What’s the Story) Morning Glory?.

  • Leocádia Joana

    Amo essa musica longa, sabe?! 🙂

  • Ciro

    All Around The World… ia cair muito bem na setlist de Noel agora em março no Teenage Cancer Trust. Voz e violão, esse solo fodástico seguido do coro e a orquestra mais que óbvia no fundo. Noel e essa putaria com a porra do Be Here Now só fode com o que poderia ser sua melhor performance acústica.