Travis – Ode to J. Smith
Álbum: Ode to J. Smith
Artista: Travis
Lançamento: Setembro de 2008
Nota: 4.0/5.0
Ode to J. Smith, o sexto álbum da banda escocesa Travis, chegou às lojas no último dia 29 de setembro, causando reações principalmente positivas, vindas de críticos de música e, é claro, dos leais fãs. A banda, famosa por seus hits Turn, Sing, Why does it always rain on me e Flowers in the window, entre outros, surpreendeu aqueles que esperavam as já conhecidas (e elogiadas) baladas.
Quando Chinese Blues, a faixa de abertura, começa a tocar, Travis é a última coisa que passa pela cabeça dos familiarizados com o trabalho dos meninos de Glasgow. Entretanto, quando a doce voz de Fran Healy começa a soar, não restam dúvidas: trata-se apenas de um lado mais agressivo de Fran, Andy, Dougie e Neil. O primeiro single, J. Smith, chegou à frente do álbum, no dia 30 de junho (e, uma semana depois, estava em primeiro lugar nas paradas britânicas). A música, elogiada por Paul McCartney e Luke Pritchard, vocalista do The Kooks, é considerada a mais experimental da banda, dando a Andy, o guitarrista, uma rara oportunidade para explorar mais seu instrumento. Outras faixas com a marcante presença de acordes mais ousados são Something Anything, Long Way Down e Song to Self.
Aumentar a dose de rock n’ roll não foi a única ousadia da banda: pela primeira vez eles lançam por conta própria um álbum, gravado em apenas duas semanas. Apesar de mais ousados, Travis continua [quase] a mesma, com suas letras sempre poéticas, que ganham vida através da bela voz melancólica de Healy, especificamente em Broken Mirror, Last Words e Before you were young. Para os fãs da banda, essa poética mais agressiva é um prato cheio. Para os que esperavam que a veia de “urgência criativa”, como diz o vocalista, estourasse logo, essa é a chance.
Ode to J. Smith não é um álbum perfeito, mas é merecedor dos elogios recebidos, por mostrar uma nova faceta de uma banda que estava destinada a cair na mesmice.
Nathália Pandeló não possui vícios, exceto café, filmes, séries, livros e internet, e escreve sempre quando dá (tempo) no Flowers in the Window – que, não por acaso, é o nome de uma música do Travis.












Comentários
[...] Ode to… [...]
Ebaaa, já está aqui! Fiquei muito feliz em contribuir para o blog, ok? Que essa seja a primeira de muitas, né? Vou linkar pra cá no meu blog, viu? Beijo!
[...] (e em Português, caso você não tenha notado) para te convidar para ler a minha resenha no Move That Jukebox! do Ode to J. Smith, o último disco do Travis – banda que, por sinal, batizou este blog com uma de [...]
só curti Something Anything
A música, elogiada por Paul McCartney e Luke Pritchard >> oq não significa muita coisa (NO CASO DO LUKE, QUE FIQUE CLARO).
ainda não acostumei com esse cd ainda :~
baixandobaixandobaixandobaixando!
eu gostei muito da letra de Before You Were Young e achei to cd todo muito bom!
Conheci ‘Travis’ há pouco tempo quando uma amiga me apresentou ‘The Invisible Band’ e, de cara, me apaixonei pela música que dá nome ao seu blog… Depois, grudei nas ‘The Humpty Dumpty Love Song’, ‘Side’ e ‘Safe’, nesta ordem. Este disco é tudo que conheço dos caras. Vou me informar melhor para poder comentar com mais propriedade. Na verdade, os lançamentos deste ano estão todos nessa linha de nova sonoridade. Tá todo mundo ligado no fato de que a cada vez maior democratização do acesso à musica está deixando os ouvidos mais atentos e críticos. Ninguém quer cair na mesmice e a gente só ganha com isso. Vou agora procurar ‘Ode’…