17 mar 2008

The Kooks – Konk

Por  @16:31

O “Konk” só será lançado em abril, mas já vazou na internet (como o novo do We Are Scientists, do Tokyo Police Club…enfim, álbuns sempre vazam por culpa do Mário, é claro).

O nome do álbum veio do estúdio em que a banda o gravou, “Kooks – Konk soa bem”, disse Luke Pritchard – vocalista – sobre o batismo do novo trabalho.

‘Konk’ não é nada inovador, não quando já se ouviu o primeiro CD do grupo inglês. Trata-se de um ‘Inside In/Inside Out’ com um pouco menos de rock e doses extras de reggae, não que isso seja ruim.

A primeira faixa é ‘See The Sun’, que em seus primeiros segundos conta apenas com uma guitarra leve – essa guitarra “leve” volta a aparecer em outras músicas – e com a voz de Luke, o que me fez lembrar de ‘Seaside’, que abre o primeiro álbum.

Tradicional sim. Chato nunca. O ‘Konk’ é, na falta de um adjetivo melhor, gostoso de ouvir. Logo em na primeira música – ‘See The Sun’, como já falei acima – você pega certa simpatia pelo CD. Mas eu esperava mais, pra falar a verdade, eu acho que esperava demais dos Kooks, que entraram pro hype inglês a pouquíssimo tempo. Pensei em botar a culpa na saída de Max Rafferty – fundador e ex-baixista – do grupo, mas não é justo, o rapaz esteve presente na maior parte do período de gravação e produção. Portanto, acho que vou deixar a culpa da quebra de expectativa nas minhas costas mesmo.

‘Always Where I Need To Be’, ‘Mr. Maker’, ‘Do You Wanna’ e ‘Gap’ são, na minha opinião, as melhores músicas do novo trabalho (‘Always Where I Need to Be’ principalmente) e são [quase] tão boas quanto os hits ‘Sofa Song’, ‘Eddie’s Gun’, ‘Ooh La’ e ‘Naive’, que marcaram o álbum de estréia da banda. Faixas equivalentes sim, mas por que não tunes novos melhores do que os antigos? Isso também tem. ‘Shine On’ contou com uma letra positiva, uma melodia doce e superou ‘Seaside’ no quesito “cuteness” (ou fofura, como preferirem). A “faixa escondida” ‘All Over Town’ também tem uma melodia bonita no violão e divide o lugar de “faixa mais fofa” com ‘Shine On’.

A primeira faixa citada no parágrafo acima é dos tempos de Glastonbury, dos tempos de T In The Park e dos tempos do Rock am Ring (foi nesse que eu conheci o hit), ou seja, é dos tempos do primeiro CD. E é a melhor do novo.

Luke e seu grupo gostariam de reproduzir o espírito do ‘Inside In/Inside Out’ no ‘Konk’. Acho que não conseguiram, mas passaram perto, realmente chegaram bem perto. (Se discordar de mim, sinta-se livre para criticar minha opinião comentando nesse mesmo artigo)

Tracklisting

  1. See the Sun
  2. Always Where I Need to Be
  3. Mr. Maker
  4. Do You Wanna
  5. Gap
  6. Love It All
  7. Stormy Weather
  8. Sway
  9. Shine On
  10. Down to the Market
  11. One Last Time
  12. Tick of Time (+ Hidden Track ‘All Over Town’)

Destaque para: Always Where I Need To Be, Mr. Maker, Do You Wanna, Gap, One Last Time, Tick of Time e All Over Town.

Autor: Alex Correa

17 mar 2008

Keith Richards diz que Amy Winehouse é a sua cantora preferida

Por  @15:10

Saiu no segundo jornal mais vendido do Reino Unido: Amy Winehouse é a cantora preferida do guitarrista do Rolling Stones, ou melhor, a única que ele gosto, segundo o próprio Keith.

Keith falou mais. Na mesma entrevista, o músico entrou pra lista dos que acham que Amy vai morrer logo, “esta menina não vai longe se não se cuidar”. “Não sou um pregador, mas já passei por isso e sei como é”, explicou-se, lembrando dos tempos em que se metia em confusões quase semanais com as autoridades e com drogas.

Mick Jagger e Keith Richards 

Na semana passada, Keith Richards, dessa vez ao lado de Mick Jagger, deu conselhos à Winehouse no festival de Berlim, falando que a inglesa deveria se recompor o mais rápido possível. Depois, foi a vez de Mick falar. Pegando carona no assunto, o vocalista comparou os problemas de Pete Doherty e da já citada Amy com os problemas com drogas pesadas do Rolling Stones, que segundo os integrantes, já viraram passado.

Jagger terminou justificando seus antigos problemas, falando que, ná época, as pessoas não tinham conhecimento das consequências do uso de drogas. Enfim, o que ele provavelmente quis dizer é que antigamente haviam desculpas para se drogar – a falta de conhecimento sobre o assunto, como o mesmo citou – e que hoje em dia usar substancias ilícitas é burrice.

15 mar 2008

Resultado promoção Amy Winehouse!

Por  @16:12

Chega de mistério. Finalmente hoje é o dia! Promoção encerrada, sorteio realizado, vencedor escolhido, digo…sorteado.

Antes de tudo, algumas informações inúteis, mas no mínimo interessantes (pelo menos para nós).

Como nossa primeira promoção, os resultados foram satisfatórios. Tivemos cerca de 440 inscritos, de mais de 150 cidades diferentes. Combatemos arduamente as tentativas de fraude, todas superadas, graças à nossa equipe de hackers altamente especializada.

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Bom, chega de enrolação. E o grande vencedor, que levará o sensacional DVD da Amy Winehouse: I Told You I Was Trouble – Live in London,  é. . .(tambores):

Mariana Campos Carvalho! \o/

De Contagem, Minas Gerais!  Inscreveu-se no dia 29 de fevereiro.

Em breve, o DVD da Amy Winehouse chegará na casa da felizarda.

Mas lembrem-se, conforme regulamento, se a sorteada não entrar em contato conosco dentro de 3 dias,  um novo sorteio será realizado.

Aguardem, em breve nova promoção!

15 mar 2008

Tokyo Police Club – Elephant Shell

Por  @13:21

O Tokyo Police Club é uma banda nova, porém já conhecida mundialmente, até já tocaram aqui no Brasil (eu fui!), tudo isso devido a dois excelentes EPs.

O primeiro álbum ainda não saiu oficialmente, mas já vazou na internet. Como já foi dito aqui no blog, o álbum viria praticamente só com inéditas. E veio mesmo. Quem esperava se deparar com ‘Cheer It On!’ ou “Citizens of Tomorrow” ao ouvir o disco, pode esquecer. Pra não dizer que não colocaram músicas já conhecidas, a ótima ‘Your English Is Good’ aparece no repertório.


Agora vamos falar sobre essas tais músicas inéditas. São boas, sim. Têm o baixo marcante, os riffs de guitarra ao fundo, o teclado do animadíssimo Graham Wright e a voz de Dave Monks, gostosa de se ouvir.

Mas falta alguma coisa, e todo mundo que ouve o disco percebe isso. Falta a ‘Elephant Shell’ o que não faltava em ‘A Lesson In Crime’. Não sei dizer qual é esse ingrediente especial, mas o EP é muitas vezes melhor. O ponto mais fraco do álbum é com certeza a grande semelhança entre as músicas, que o deixa um pouco repetitivo, só não mais pois as músicas não ultrapassam os 3 minutos.

O álbum é bom até, mas quatro estrelas para o Tokyo Police Club, pois esses canadenses já fizeram coisas muito melhores.

4-estrelas.png

  1. “Centennial”
  2. “In a Cave”
  3. “Graves”
  4. “Juno”
  5. “Tessellate”
  6. “Sixties Remake”
  7. “The Harrowing Adventures Of…”
  8. “Nursery Academy”
  9. “Your English Is Good”
  10. “Listen to the Math”
  11. “The Baskervilles”

(Tamanho Original)

Autor: Marçal Righi

15 mar 2008

Interpol faz chover no Rio

Por  @11:37

No dia 13 de março o Rio de Janeiro recebeu os nova-iorquinos do Interpol. A banda – que, quem diria, lotou a Fundição Progresso – já havia se apresentado em São Paulo dois dias antes e, mesmo assim, fez um baita show.

Chovia em toda a cidade quando a fila da entrada começou a andar. A ansiedade fez com que as pessoas se esquecessem da água que caia e só olhassem para uma coisa: A porta da Fundição, que ficava cada vez mais próxima.

A abertura foi feita por uma banda carioca mesmo, Moptop. Os caras estavam a três meses fora dos palcos e andam preparando um CD novo, como disse Gabriel Marques na apresentação.

Um pequeno atraso na abertura dos portões: Singelos cinco minutos. Tudo bem. Todo mundo dentro. Moptop começou atrasado. Tudo bem. Meia horinha de show, que teve 3 músicas novas incluídas no setlist. Pera ai, músicas novas no show de abertura? Daí não ficou tudo bem. Começaram a pedir por ‘Paris’ loucamente e nada. Nada. Quando a banda se retirou do palco e voltou pro backstage se ouvia de todo o canto comentários frustrados: “Como eles não tocaram ‘Paris’?”, “E ‘Leve Demais’?”.

Enfim, as pessoas queriam mesmo é Interpol. Todo mundo queria ver Interpol. O ingresso laranjinha que mais parecia ticket de cinema rendeu muito, e disso ninguém pode discordar.

23:15 foi quando a loucura começou. Como em São Paulo, o telão com a capa do Our Love To Admire deu um clima especial a entrada da banda, e continuou dando climas especiais durante todo o show: Gotas d’água, ondas, luzes estilo ‘A Weekend In The City’ e os veados do encarte do CD seriam indispensáveis. As luzes também. Hora ou outra, uma das lâmpadas se voltada direto pra gente, e batia uma cegueira. Mas que cegueira maravilhosa. Era a cegueira das bright lights do Interpol.

O show foi indo, com as danças de Daniel, os jogos com o baixo de Carlos, as caras e bocas de Sam, a etiqueta de Farmer no teclado, e, é claro, a voz inconfundível de Paul.

‘Slow Hands’ (a minha preferida), ‘Mammoth’, ‘Evil’ e ‘C’mere’ haviam marcado os melhores momentos enquanto ‘Lighthouse’ (a mais bonita do CD, na minha opinião) comandava a melancolia na Fundição e colocou, aparentemente, Banks em transe. Mas, a preferência do público pelas músicas do ‘Turn On The Bright Lights’ merecia destaque no final do show. A sequência de ‘NYC’, ‘Stella Was a Diver and She Was Always Down’ e ‘PDA’ fez isso ficar muito claro.

Mas isso foi só depois do pequeno acidente. A chuva não deu trégua em nenhum momento, e, pouco antes da meia-noite, já se podiam ver gotas de chuva caindo no palco, mas o show só foi parar mesmo em ‘Not Even Jail’, depois da guitarra de Paul Banks falhar e ele ficar com uma cara de “What The Fuck?!”. “Esperem só um minuto”, nos falou Paul Banks fazendo um simples gesto com a mão, seguido por Fogarino, e depois se retiraram do palco.

O intervalo forçado durou cerca de 20 minutos. E 20 minutos não é nada pra quem ficou algumas horas na fila. No meio dessa pausa, pessoas foram buscar água ou qualquer outra coisa pra beber, enquanto aguardavam. Os equipamentos também foram desligados, provavelmente para não causar nenhum dano ao material. Mas as pessoas não entenderam assim, e as especulações de que a luz na Fundição havia acabado logo começaram.

Interpol voltou. Gritos. A simpatia da banda, que Paul Banks fez questão de mostrar tanto no início do show quanto agora. “E ai”. Veio a sequência que eu me referi acima. Todos, tanto o público quando a banda, pareciam estar mais animados para o final do show, graças as adversidades. ‘NYC’, ‘Stella Was a Diver and She Was Always Down’ e ‘PDA’. Gritos e mais gritos. Muitos, milhares, depois de Paul Banks dizer tchau, vestido com a bandeira do Brasil, e se retirar do palco. Mas o público não arredou o pé, não mesmo. Pedimos muito, todos pediram. E então voltaram todos, só que, dessa vez, sem o colega Farmer Dave, que, como disse acima, tem tomado conta das notas de teclado nos shows da banda nova-iorquina. Foi quando veio ‘Untitled’ e ‘Leif Erikson’, as músicas – que não havia sido tocada no show de São Paulo – surpreendeu os presentes.

Aí acabou, pedir por mais seria muita cara-de-pau. Paul se despediu com seus colegas (“não somos amigos na banda”) depois de arremessar suas palhetas para o público (e, olhem que legal, uma veio parar na minha mão). Sam seguiu o exemplo e também jogou suas baquetas.

Depois do show, mais problemas. Muita gente teve dificuldades para voltar pra casa. A rua cheia d’água, o número de taxis na porta era pouco e a maioria rejeitava passageiros por estarem muito molhados (de chuva ou/e de suor), mais isso é uma outra história.

O show foi lindo. Imagem e som, tudo perfeito. Muito obrigado por existirem e por serem tão bons, Interpol. [2]

Assista C’mere ao vivo no Rio:

[youtube=http://youtube.com/watch?v=15pAfotQ9lc]
Outros vídeos do show você confere aqui.
O setlist foi:
1. Pioneer to the falls
2. Obstacle 1
3. C’mere
4. NARC
5. Pace is the trick
6. Say hello to the angels
7. Leif Erikson
8. Mammoth
9. No I in threesome
10. Slow hands
11. Rest my chemestry
12. The lighthouse
13. Evil
14. The Heinrich Maneuver
15. Not even jail
(pausa por causa da chuva)
16. NYC
17. Stella was a diver and she was always down
18. PDA
(bis)
19. Untitled
14 mar 2008

Thom Yorke fora de contexto

Por  @23:01

O Glastonbury desse ano parece não estar agradando muitas pessoas. Talvez pela grande expectativa de ver o Radiohead novamente como headliners do evento, e ter apenas Jay-Z, que apesar de bem reconhecido nos EUA, ainda não conquistou tanto o público inglês.

Muito se falou sobre os motivos de o Radiohead ter recusado as propostas de tocar no festival. Chegou-se cogitar a possibilidade de Thom Yorke, em forma de criticar as formas de transporte e grande poluição provacada pelo evento, ter decidido não participar.

Mas o músico se pronunciou sobre o assunto, em busca de explicar a má interpretação de seus comentários ao jornal ‘The Sun’.

De acordo com Thom, ele disse ao jornal que não tocará em Glastonbury por estar fazendo seus próprios shows em Londres, nada relacionado à poluição gerada pelo festival. Além disso, considera cedo para tocar novamente lá – “Nós sentimos como se só tivessemos tocado lá” (seria a 4ª aparição da banda no festival).

“Infelizmente, como é comum em tantos jornais, minhas palavras foram tiradas do contexto e insinuado que nós não estaríamos tocando no Glastonbury porque lá não haverá infra-estrutura de transporte público.”

Mas as notícias são boas, para os ingleses. Ao que tudo indica, a banda estará na edição do festival do próximo ano.

Aproveitando a notícia, as inscrições para o Glastonbury terminam esta noite, a propósito, já devem ter terminado.

O festival contará com o Kings of Leon, The Verve e Jay-Z como headliners, além de CSS, Editors, Kate Nash, The Fratellis, Goldfrapp, The Enemy, Jimmy Cliff, Neon Neon, Elbow, Leonard Cohen e Neil Diamond como outras atrações.

14 mar 2008

Resumo da semana

Por  @22:46

Como vocês perceberam, nesses últimos dois dias não pudemos postar. Motivos pessoais e etc., essa vida real faz tudo ficar mais enrolado.

Então, pra não deixar ninguém desatualizado, vamos fazer um pequeno resumo aqui.

- Novo álbum em junho:

Próximo CD do grupo Weezer ficou pronto nessa semana. O sexto álbum do conjunto de Nerd Rock ainda não teve um nome anunciado, mas deve ser lançado em junho.

Weezer

- Projeto paralelo de McConnell e Albert Hammond:

O baixista do Babyshambles fez seu primeiro show com seu projeto Helsinki, ao lado de Albert Hammond Jr. (Strokes) e Fionn Regan. O novo quinteto de Drew tem influencias de post-rock e jazz que ficaram bem claras na apresentação que foi feita antes do show do cantor Kid Harpoon. O vocalista do Babyshambles tem feito bastante sucesso em seus shows solo, o que cria boatos de que a banda pode se separar. Leia mais sobre o Helsinki.

- Público menor no Glastonbury:

Michael Eavis, o organizador de um dos maiores festivais do mundo (se não o maior), falou em entrevista a BBC que espera um menor número de pessoas no Glasto 2008. Eavis botou a culpa – indiretamente – em Jay-Z, o cantor de rap que vai ser um dos headliners desse ano. Embora Jay seja muito conceituado nos Estados Unidos, o sucesso dele na Inglaterra é bem inferior ao de Muse, Radiohead, Arctic Monkeys, The Killers, Coldplay e Oasis, que já foram atrações principais do evento em edições anteriores.

The Verve é um dos headliners de 2008

The Enemy, Goldfrapp, Editors, The Fratellis, Neon Neon e Jimmy Cliff foram confirmados para o festival.

- B-sides do The Last Shadow Puppets:

A nova banda de Alex Turner (Arctic Monkeys) com Miles Kane (The Rascals) anunciou que o single ‘The Age Of The Understatement’ terá dois covers como b-sides: ‘In The Heat Of The Morning’, do David Bowie, e ‘Wondrous Place’, do Billy Fury. O single será lançado em 14 de abril e será seguido pelo CD, que vai as lojas no dia 21 do mesmo mês. Veja os vídeos, escute as músicas e leia mais sobre o The Last Shadow Puppets.

- Amy Winehouse desiste de show:

A cantora desistiu de se apresentar na Inglaterra depois de ter uma briga com seu marido. O show duraria 30 minutos e foi um convite da gravadora Universal. Amy anunciou a desistência na ultima hora.

- Os mais vistos do YouTube:

O clipe de ‘Music Is Hot Hot Sex’ do CSS entrou pra história do site de vídeos YouTube. O vídeo dos brasileiros atingiu a marca de 100 milhões de visualizações nessa semana e, inclusive, está sendo usado na propaganda do iPod Touch.

– 2 milhões:

Foi o número aproximado de vendas do ‘Back To Black’ no Reino Unido. O álbum de Amy Winehouse entrou pro Top Ten Best-Selling Albums britânico. Depois que Amy ganhou 6 prêmios no Grammy, a venda do CD aumentou significativamente.