22 mai 2013

Morrissey, 54 anos

Por  @18:02

Morrissey lançou seu primeiro álbum solo em 1988, mas ainda é (e talvez sempre seja) lembrado como vocalista do antigo The Smiths. E isso não é nenhum exagero. O grupo é uma das principais referências do rock inglês oitentista, influenciando toda uma geração que ressuscitaria o Britpop no início dos anos 1990. LPs clássicos como The Smiths e The Queen Is Dead sempre são mencionados em listas de melhores álbuns de todos os tempos. Mas vamos ao que interessa. Para homenagear o cantor, separamos 8 canções consagradas pela sua voz.

Suedehead, por Raul Ramone

Por mais que o nome “Suedehead” tenha sido saído de um romance escrito por Richard Allen, a letra segue outro caminho. No livro, Allen fala sobre gangues de skinheads. Na canção, Morrissey descreve algum fato obscuro de sua vida que aconteceu em 1972. De qualquer maneira, foi o primeiro lançamento solo do cantor após o fim dos Smiths, chegando a figurar no Top 10 de singles britânicos na época (1988). Um belo recomeço.

Something Is Squeezing My Skull, por Gregório Fonseca

Sou fã tardio dos Smiths. Minha primeira lembrança de verdade da banda é de quando o t.A.T.u. gravou “How Soon Is Now?”, o que despertou meu interesse pelos britânicos. Acompanhei de longe a carreira de Morrissey até 2009 (ano de lançamento de Years of Refusal), quando parei para ouvi-lo novamente – mais atento dessa vez. A primeira faixa, “Something Is Squeezing My Skull” foi o suficiente para que de imediato eu me apaixonasse pelas músicas do cantor e me aprofundasse mais na carreira dele e dos Smiths.

Morrissey ainda é um dos tios do rock cuja performance ao vivo vale a pena ser vista, e que ainda compõe e grava material relevante para o rock. Mesmo conhecendo toda a discografia do cantor, Years of Refusal, de 2009, permanece como o meu favorito.

I Know It’s Over, por Raul Ramone

A verdade é que conheci “I Know It’s Over” através de Jeff Buckley, outro fã declarado de Smiths. A versão original, lançada no álbum The Queen Is Dead, foi escrita em um dia chuvoso e escuro, com pouca luz natural, na hora do tradicional chá inglês. “Era muito bonita e refletia como eu me sentia em grande parte da minha vida, especialmente naquele período. Mas eu não via desânimo nisso, há uma aceitação da melancolia ser uma parte da vida, por isso eu não acho que ela seja deprimente”, declarou Johnny Marr.

Interpretada sob o ponto de vista de um homem solitário, refletindo sobre sua vida que estava sendo desperdiçada, a música possui outro mérito lembrado por Marr: o melhor take já gravado pelo vocalista dos Smiths (“os vocais de Morrissey em ‘I Know It’s Over’… Eu nunca vou esquecer quando ele fez aquilo. É um dos pontos altos da minha vida. Foi tão bom, tão forte”).

Morrissey e Johnny Marr costumavam compor juntos, ao mesmo tempo. Enquanto Johnny tocava violão e passava os acordes para o gravador portátil, Morrissey escrevia as letras. Foi desse jeito que, durante alguma tarde do final do verão de 1985, nasceram “Frankly, Mr Shankly”, “There Is a Light That Never Goes Out” e “I Know It’s Over”.

There Is A Light That Never Goes Out, por Neto Rodrigues

Mais que um dos hits de rock mais massivos dos anos 80, é a música dos Smiths que agrada até quem não conhece ou não gosta da banda. É a música que clama por uma saída noturna sem rumo, sem hora pra voltar, sem gente careta e chata no caminho. É a música que faz você comprar um capotraste pra colocar na guitarra, depois de ter enchido o saco de tocar os clássicos do The Cure. É a música da balada, ou dos momentos introspectivos. De ambos, por que não? É a música que te faz esperar quase quatro minutos até mostrar seu nome – que fica ecoando na cabeça ad infinitum. É a música que faz ficar tudo bem caso ela seja a trilha de um encontro fatal com ônibus de dois andares ou caminhões de dez toneladas. Que o grande Mozz nunca precise encarar esse ‘jeito divino de morrer’.”

Panic, por Débora Cassolatto

Eu, como qualquer DJ, sempre me sinto muito ameaçada no refrão.

Heaven Knows I’m Miserable Now, por Raul Ramone

A letra faz referência ao imperador romano Calígula, famoso por escândalos sexuais que envolviam relações até com as próprias irmãs. Já o título da música faz uma homenagem a “Heaven Knows I’m Missing Him Now”, de Sandie Shaw (os integrantes dos Smiths eram fãs da cantora, que chegou a interpretar uma das músicas da banda, “Hand in Glove”). Curiosidade: apesar do sucesso, a canção nunca fez parte da discografia oficial do grupo, sendo lançada apenas como single.

Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me, por Raul Ramone

O trecho inicial da música em sua versão original é um dos momentos mais épicos da cultura pop, com dois minutos de piano e gritos. Em março de 1984, os mineiros ingleses deram início a uma greve histórica que durou um ano. O alvo eram as reformas neo-liberais lideradas por Margareth Thatcher, que praticamente extinguiu os sindicatos do país. Os tais gritos são dos mineiros, que acabaram perdendo a luta contra a Dama de Ferro. De lá pra cá, o movimento sindical inglês – até então considerado um dos mais fortes do mundo – nunca mais foi o mesmo.

Black Cloud, por Raul Ramone

Outro ponto alto do álbum Years of Refusal, lançado em 2009. A guitarra de “Black Cloud” foi gravada por Jeff Beck, que explicou à Mojo Magazine como sua participação se tornou possível: “O boato era que Morrissey só conversava com vegertarianos. Bem, eu mesmo tenho sido vegetariano há muito mais tempo do que o próprio Morrissey. Chrissie Hynde foi a catalisadora entre nós. Eu o conheci no bar Sunset Marquis, durante a hora do coquetel. Os dois [Morrissey e Chrissie Hynd] não pareciam muito contentes. Chrissie virou para mim e disse ‘Ele é tímido demais para dizer isso, mas ele gostaria que você tocasse em uma faixa de seu álbum’. No dia seguinte, encontrei um CD com um recado de Morrissey que dizia: “Foi muito legal te conhecer, você gostaria de tocar nesta canção?” Nos encontramos algumas horas depois. Ele foi encantador [ao dizer]: ‘eu nunca pensei que ele poderia me dar a luz do dia’.” (tradução: Bia Bem)

22 mai 2013

Daft Punk – Random Access Memories

Por  @15:49

“Nós não estamos tentando fazer música house para gente que gosta de rock – isso é besteira”, disse o Daft Punk para a NME em 1997, em uma fase pré-capacetes. Engraçado, porque foi justamente isso que eles fizeram. Desde que as caveirinhas começaram a dançar no clipe de “Around The World“, o Daft Punk é uma banda de comunhão, o ponto de convergência entre quem gosta de guitarras e quem gosta de pickups. Não que os franceses sejam os únicos, mas, de 1997 para cá (ou seja, para a nossa geração), são os principais.

Outra coisa que o Daft Punk negava era o “star system”, a mania de bajular os artistas em vez de suas músicas. Os capacetes eram para protegê-los disso. Mas essa história também foi meio deixada para trás, escondida pelos anúncios para Gap e Sony, pela trilha-sonora para filme da Disney, pelas roupas da Saint Laurent e, neste Random Access Memories, por uma das campanhas de marketing mais massivas da música contemporânea.

22 mai 2013

Clipe: She & Him – I Could’ve Been Your Girl

Por  @12:02

she and him

Ah, essa Zooey. Sempre arrancando suspiros por onde passa. Ainda mais com dancinhas fofas e cuidadosamente meio desengonçadas. Em divulgação de seu Volume 3, o She & Him lançou esta semana o clipe do single “I Could’ve Been Your Girl”. E enquanto um galante M. Ward toma café, lê o jornal e ignora sua admiradora nada secreta, Deschanel faz passinhos e biquinhos com uma turma de trajes coloridos.

O vídeo tem direção assinada pela própria cantora:

22 mai 2013

O novo single do Cold Cave

Por  @0:54

Cold Cave disponibilizou seu novo single para audição completa. Além de “Black Boots”, que ouviremos por aqui, “Meaningful Life” também será lançada em Vinil 7″ pela Eisold’s Heartworm Records no mês de junho – mas claro que o compacto já está disponível em formato digital no site oficial da gravadora.

Parece o Depeche Mode, mas na verdade é a nova música do Cold Cave. Aumenta aí:

21 mai 2013

James Blake se apresenta na rádio KEXP

Por  @23:50

blake @ kexp

Em uma das performances mais recentes divulgadas pela rádio americana KEXP, o protagonista é James Blake, jovem inglês dono de voz e batidas geladas e atmosfera minimalista, espalhada em seus dois álbuns já lançados. O mais recente, Overgrown, é do começo de abril e é fonte principal da session em questão.

Durante pouco mais de 26 minutos, Blake mostra quatro de suas canções ao vivo, acompanhado de uma dupla de músicos que o auxiliam na construção de melodias frágeis e instigantes.

Na sequência, você encontra a pequena apresentação, que contou com o setlist formado por “Overgrown”, “To The Last”, “The Wilhelm Scream” e “Retrograde”:

21 mai 2013

A nova velha versão de “Psycho Killer”, dos Talking Heads, com Arthur Russell no violoncelo

Por  @20:39

A música mais conhecida dos Talking Heads acaba de ter uma nova versão descoberta. Lançada em 1977 no primeiro álbum (autointitulado) do grupo, “Psycho Killer” ressurgiu através de uma gravação que traz Arthur Russell tocando violoncelo, além de algumas alterações na letra. A novidade foi divulgada em uma exposição na cidade de Detroit e deve fazer parte de um futuro novo álbum póstumo de Russell, com mais material inédito do compositor.

Enquanto isso, vamos de “Psycho Killer”, com violoncelo.

E as duas versões que já conhecemos, mas nunca é demais relembrar:

Fonte: Dazed Digital

21 mai 2013

A nova música do Daft Punk, direto da edição japonesa de “Random Access Memories”

Por  @17:53

O lançamento oficial de Random Access Memories, o novo álbum do Daft Punk, pegou todos de surpresa na tarde de hoje. A edição japonesa do disquinho revelou uma faixa bônus até então desconhecida pela blogosfera.

Não é difícil de entender por que o duo francês reservou “Horizon” para a ocasião, afinal a faixa simplesmente foge de todo o clima disco presente em RAM. Nós aprovamos.