Em junho, a dupla australiana Empire of the Sun, formada por Luke Steele e Nick Littlemore, lança seu segundo trabalho, esperado sucessor de Walking On A Dream, de 2008.
Ice On The dune sairá pelo selo Astralwerks e uma de suas músicas será “Alive”, um pop contagiante, cheio de versos com vocais infantilizados e um refrão explosivo, desses que formam coros em shows e festivais e que deixam os fãs arrepiados. Belo começo. Que venha o resto do álbum:
Eu sei que o layout do site não ajuda muito na credibilidade, mas o The Macca Report relatou um preview bastante interessante sobre o que seria o novo disco de Sir Paul McCartney, que, no alto dos seus 70 anos, resolveu não dar mais do que um ano de intervalo entre este (caso seja lançado em 2013, obviamente) e seu álbum mais recente, o fofo Kisses On The Bottom, do ano passado.
O artigo aponta que o LP ainda não tem nome definido, mas 15 canções já foram gravadas. Dessas, provavelmente 12 estarão na versão final, sobrando ainda três faixas que seriam b-sides.
Ao que tudo indica, Paul, que visita o Brasil em maio, gravou quatro faixas com Mark Ronson, músico e produtor-midas inglês que já trabalhou com Amy Winehouse e Lily Allen, entre muitos outros. Ronson, inclusive, declarou à Rolling Stone, no começo desta semana, que o beatle tem curtido uns sons meio, digamos, “post-Bonde do Role baile funk-moombahton“. Fica a dúvida – e expectativa – se a influência da Avalanche Tropical irá, de fato, aparecer no produto final das sessões com o produtor.
Outro destaque seria a música que Macca gravou com os “Nirvana boys” Dave Grohl, Pat Smear e Krist Novoselic, fazendo um repeteco da excelente “Cut Me Some Slack“, que apareceu na trilha sonora de Sound City, documentário dirigido pelo líder do Foo Fighters. Segura o nome dessa aí pra não esquecer: “Down The Road”.
Além disso, os dinossauros Bruce Springsteen e Eric Clapton também deram uma canja durante as gravações. The Boss, que vem pro Rock In Rio, ficou com backing vocals e guitarra de “Eye of the Storm”, enquanto Clapton deixou sua marca tocando slide guitar em “All Of My Life”. Entre as outras faixas, a curiosa “Blindside” pode surpreender, já que traz Paul tocando todos os instrumentos durante uma maratona musical de seis minutos e meio. Haja fôlego, vovô Paul.
[UPDATE] Novas fontes revelam que a tal lista de novas músicas de Paul McCartney pode ser falsa. Apesar de Paul ter realmente trabalhado com Ronson, o porta-voz do músico afirmou que a lista em si de canções é falsa. Ou seja, ainda podemos ter esperanças que a lista de convidados, pelo menos, seja verdadeira. Assim que novas informações saírem, divulgamos por aqui.
E enquanto o disco não sai, dê o play no Band On The Run completo:
David Bowie sentou-se em uma cadeira do estúdio do fotógrafo Brian Duffy, no norte de Londres, e esperou enquanto o colega desenhava na sua cara. A figura escolhida por Bowie era a de um raio com ângulos agudos, e Duffy estava copiando o formato a partir do logotipo de uma panela elétrica da National Panasonic. O próprio Bowie deu os retoques finais. Vestindo apenas uma cueca branca e o inconfundível raio vermelho, ele se pôs frente às lentes de Duffy e posou para algumas dezenas de fotos, exibindo novamente a persona alienígena e andrógina pela qual o público havia se apaixonado. O cantor escolheu sua preferida, na qual estava com os olhos fechados, lembrando uma máscara mortuária. E pronto: naquele dia, 21 de janeiro de 1973, era criada a histórica capa de um dos maiores e mais injustiçados discos de David Bowie, Aladdin Sane, que faz 40 anos neste sábado (13).
Tecnicamente, a história de Aladdin Sane começa nas sessões de Ziggy Stardust em Londres, nas quais Bowie já compunha novas músicas enquanto o disco era mixado. Mas as raízes do álbum estão nos EUA, para onde Bowie embarcou com a esposa no dia 12 de setembro de 1972, quatro meses após o lançamento de Ziggy. A epopeia glam-alien de Bowie era sucesso nos dois lados do Atlântico e, por isso, a gravadora achou uma boa ideia mandá-lo para o Novo Mundo para sua primeira turnê por lá. Bowie, que era fascinado pela música americana, gostou da missão.
Capa assinada pelo Ruan de Almeida, do RockinPress
E segue a nossa Cena Independente, projeto mensal levantada por vários blogs que garimpam e mapeiam o que de melhor rolou em alguns estados brasileiros. O resultado é divulgado na forma de uma coletânea cheia de novidades, com artistas e músicas fresquinhas, das quais você provavelmente irá ouvir falar nos próximos meses e anos.
A seleção montada foi organizada competentemente pelo pessoal do FUGA Underground. Abaixo, você encontra a coletânea para download e streaming, além de saber quais foram as indicações de cada site e quais estados representam.
Mixtape Cena Independente #15 – Download / Streaming:
Na noite de ontem, no televisivo de Jimmy Fallon, Diplo levou seu Major Lazer para apresentar “Get Free”, canção de singela beleza e diferentona das batucadas de dancehall e badernas dançantes que são a marca do cabeça do selo Mad Decent.
Para acompanhar a melodia da música, divulgada como single no ano passado, e a voz de Amber Coffman, do Dirty Projectors, o palco foi preenchido com os The Roots e com o próprio Dave Longstreth, guitarrista e líder dos Projectors. O resultado foi uma execução impecável, com todos vestidos com trajes sociais – um contraste interessante com a pouca roupa dos integrantes e da plateia presente no show do Major Lazer no Lolla brasileiro, dias atrás.
“Get Free” estará em Free The Universe, disco que cai nas ruas na próxima semana.
Hung At Heart é o quarto disco da banda californiana The Growlers, formada por Brooks Nielsen (vocais), Matt Taylor (guitarra), Scott Montoya (percussão e baixo) Anthony Braun Perry (baixo) e Kyle Straka (teclados e guitarra). O sucessor de Hot Tropics foi lançado no finalzinho de março, através do selo Everloving, e conta com quinze ótimas faixas de um rock que vai do garage à psicodelia.
O grupo, que já esteve presente nos palcos do Coachella, traz a voz rouca e meio largada de Nielsen encaixada perfeitamente na melodia das guitarras que, junto às distorções, teclados e percussão bem trabalhados, dá à banda ares de surf music. Tudo é arrematado pelo baixo e pelos backing vocals, presente em parte das faixas. Em resumo, The Growlers é uma daquelas bandas que parecem não fazer muito esforço para conseguir um som legal e envolvente.
Alguns dos destaques do álbum ficam com “Naked Kids”, “In Between” e “Someday”, faixa de abertura do disco que você escuta logo abaixo.
O rapper boa-praça Theophilus London, que lá em 2011 lançou o subestimado Timez Are Weird These Days, voltou com toda uma brasilidade em sua nova música.
“Rio”, de acordo com o The Line of Best Fit, foi feita graças à passagem do cantor pela capital carioca em 2010. O cara voltou tão inspirado pra Nova York que chamou a Menahan Street Band e o produtor Thomas Brenneck para entrarem de cabeça na faixa. E o resultado é um tema ora suave, ora groovy, com percussão e metais preenchendo o ambiente urbano e deixando cheiro de maresia no ar.
A faixa provavelmente estará no segundo disco de Theophilus London, que ainda não tem nome nem data de lançamento.