28 fev 2014

O último show do Nirvana completa 20 anos

Por  @14:24

Em 1 de março de 1994, o Nirvana fazia sua última apresentação ao vivo no Terminal 1, em Munique, Alemanha.

Antes de ser transformado em point para bandas e produtores de festas, o local funcionou como aeroporto até maio de 1992, quando foi fechado. O show em si durou mais ou menos uma hora e vinte minutos, um dos mais curtos da história do Nirvana. O motivo teria sido uma bronquite que, além de incomodar Kurt Cobain do início ao fim da noite, fez com que o músico fosse perdendo a voz a cada música.

A faixa de abertura foi uma versão de “My Best Friend’s Girl”, da banda The Cars, com vocais divididos entre Kurt e o baixista Krist Novoselic, para finalmente darem o pontapé inicial com “Radio Friendly Unit Shifter”. E não, apesar de constar no setlist, eles não tocaram “Smells Like Teen Spirit”.

Diz a lenda que uma das declarações da noite, essa entoada por Krist Novoselic, foi: “We’re not playing the Munich Enormodome tonight. ‘Cos our careers are on the wane. We’re on the way out. Grunge is dead. Nirvana’s over…our next record’s going to be a hip-hop record!”. Abaixo, o vídeo com a primeira música do show:

Foi assim, dessa maneira, que o Nirvana deixou o palco do Terminal 1 para nunca mais voltar. Dois dias depois, em Roma, Kurt Cobain sofreria uma overdose de heroína, sepultando cada vez mais aquela que seria a última turnê da banda. O resto da história vocês já sabem quando e como termina: 8 de abril do mesmo ano, quando o líder do Nirvana foi encontrado morto nas dependências de sua casa, em Seattle.

Para finalizar, vocês ficam com o áudio completo do último show do Nirvana. Enjoy.

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0:00 My Best Friend’s Girl [The Cars Cover]
3:16 Radio Friendly Unit Shifter
7:03 Drain You
10:32 Breed
13:37 Serve The Servants
16:44 Come As You Are [Aborted due to power failure]
20:25 Come As You Are
23:48 Sliver
26:04 Dumb
28:44 In Bloom
32:55 About A Girl
35:42 Lithium
41:06 Pennyroyal Tea
44:51 School [Cuts out due to possible tape flip]
46:49 Polly
49:58 Very Ape
51:51 Lounge Act
54:21 Rape Me
56:56 Territorial Pissings
01:03:10 The Man Who Sold The World [David Bowie Cover]
01:07:36 All Apologies
01:11:14 On A Plain
01:14:23 Blew
01:17:28 Heart-Shaped Box

Fonte: Degenerando Neurônios

28 fev 2014

Clipe: Kings of Leon – Temple

Por  @11:54

kol

“Temple” é uma das boas surpresas de Mechanical Bull, disco mais recente dos Kings of Leon. E foi ela a escolhida para ser a trilha do novo registro visual da banda familiar. Alternando entre imagens do grupo em ação e filmagens na estrada e até com os filhos dos integrantes, o vídeo foi apresentada nesta sexta pré-carnaval.

Veja abaixo:

28 fev 2014

Assista ao Bombay Bicycle Club mostrando sua versão de “F For You”, do Disclosure

Por  @10:44

bombaybicycleclub

Os estúdios da BBC Radio 1 já viram muita coisa. Vários covers inesperados já rolaram dentro da proposta do programa Live Lounge. E a mais nova versão nada óbvia que foi apresentada tem a assinatura do Bombay Bicycle Club, banda inglesa que está em plena divulgação do recém-lançado So Long, See You Tomorrow.

“F For You”, um dos hits dançantes do Disclosure, foi desacelerada, teve seus beats substituídos e ganhou até a companhia de vocais femininos, solos jazzy de piano e intervenções curiosas de saxofone e outros timbres. A entortada, que deixou a versão original quase irreconhecível (e isso não é uma crítica), você pode ver logo abaixo:

27 fev 2014

Os oito anos do álbum de estreia do Arctic Monkeys e algumas memórias do Tim Festival

Por  @22:30

Arctic-Monkeys 2006

Há pouco mais de oito anos, o universo da música se engrandecia. Lançado em janeiro de 2006, Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, álbum de estreia do Arctic Monkeys, chegou como um sopro de novas energias a um certo padrão musical. Hoje, um bom tempo depois, é difícil imaginar o rock contemporâneo sem a presença dos garotos do Reino Unido. Arctic Monkeys já mobiliza um emaranhado de fãs e canções de destaque no mundo todo.

No começo dos trabalhos, apesar do potencial declarado, era difícil apontar rumos para a banda. E uma ida ao já findado Tim Festival, em São Paulo, no longínquo ano de 2007, teve um peso considerável na previsão do que poderia vir a seguir, além de ter sido um show que mexeu possivelmente com a maioria dos ali presentes – inclusive com este que vos fala.

Lembro-me exatamente como foi a apresentação – daquelas que rolam e fazem perceber que o que você ouvia no disco, no conforto de casa, você também escutava ali, no palco do Tim. Houve empolgação, sim. Mas eram, de fato, moleques iniciando um caminho no qual pouquíssimos conseguem se firmar. Agora, alguns álbuns e toda uma carreira mais tarde, não é nenhum desafio definir o quão longe chegaram – e seu potencial de ir ainda mais longe.

A performance no Brasil teve  como característica o fator novidade.  A própria sensação do público em geral, que caminhava entre curiosidade e empolgação, denotava a atmosfera de um “começo de tudo”. Do setlist, o único pecado foi a ausência de “Mardy Bum”. Eles também se atrasaram, faltou cerveja gelada e comida no festival. Mas ainda que muitas pessoas conhecessem basicamente “I Bet That You Look Good On The Dancefloor”, a queridinha do primeiro disco, e “Fluorescent Adolescent”, destaque do segundo, durante cerca de uma hora o que se ouviu foi genuíno. Os caras sabiam exatamente o que faziam.

Embora os Arctic Monkeys, em seu engatinhar, tenham sido definidos dentro de um certo cenário de tranquilidade com algumas agressivas intervenções, foram as mudanças constantes em cada um de seus discos que ajudaram no desenvolvimento e evolução dos macacos.  De presente, a banda veio com AM, um dos destaques do ano passado. E apesar de longe de unânime, o trabalho faz sentido ao ser analisado diante da carreira do grupo de Sheffield, principalmente para quem estava lá quando Whatever foi lançado e quando Alex Turner e companhia fizeram sua primeira turnê em palcos brasileiros.

27 fev 2014

Cheatahs – Cheatahs

Por  @22:02

cheatahs

Os Cheatahs vêm lançando músicas pingadas há bastante tempo, mas só em 2014 a banda finalmente revelou o seu disco de estreia. Ouvir esse primeiro trabalho do quarteto multinacional (formado por um californiano, um canadense, um alemão e um inglês) é uma daquelas experiências que parecem ao mesmo tempo estranhas e familiares. O som deles é basicamente uma mistura de shoegaze e noise-rock com uma dose de psicodelia, e remete imediatamente à sonoridade de discos lançados no começo da década de 90 como o Loveless, do My Bloody Valentine, e Nowhere, do Ride. Mas a banda tem também uma habilidade notável para compor canções que exploram bem a diversidade de climas e matizes que esse estilo permite, e com isso ela consegue fazer um álbum muito bom e honrar os clássicos que os influenciaram.

O shoegaze talvez seja a influência mais imediatamente evidente no som do grupo. Na maior parte das canções, há uma espessa névoa de guitarras distorcidas em meio à qual da pra pinçar uma ou outra melodia, frequentemente vinda dos vocais sussurrados/chapados do cantor Nathan Hewitt. E se alguém me dissesse, antes de eu ouvir o disco, que “Fall” era um b-side do Loveless, eu não teria duvidado (o que, além de mostrar que o My Bloody Valentine é uma referência enorme para o grupo, também dá a ideia do quão boa a canção é). A ótima e viajada “IV”, pensando bem, também não estaria fora de lugar naquele álbum: nela, parece que o grupo usa o barulho distorcido das guitarras para se manter em levitação, e pelos vocais brisados do refrão, eles parecem nem se esforçar muito.

27 fev 2014

Conheça “Loop”, a nova canção de Jonny Greenwood, do Radiohead

Por  @21:44

greenwood

Por Roberta Salles

Enquanto o Radiohead não se mexe muito pra lançar mais um álbum, Jonny Greenwood apresenta “Loop”. A canção foi mostrada pela primeira vez em um vídeo publicado por um fã no Youtube, no último dia 23.

Gravado com a London Contemporary Orchestra, a música traz o guitarrista magistralmente no comando de acordes finos e de bom trato. Além disso, Greenwood acompanha a orquestra que, presente em seus contrabaixos, violinos e violoncelos, retribui o tom da psicodelia indie tão presente nas canções do Radiohead.

O show aconteceu na Wapping Hydraulic Power Station, em Londres, uma instalação de geração de energia construída há mais de 124 anos. Ainda não há rumores sobre um segundo disco solo para complementar “Bodysong”, lançado em 2003. Mas a apresentação de Greenwood certamente despertou a curiosidade dos mais ávidos por novidades.

Assista:

Em notícias relacionadas, o músico lançará, no próximo dia 3, um split com Bryce Dessner, do The National. O trabalho se chama St. Carolyn by the Sea / Suite From There Will Be Blood e contará com faixas instrumentais de Dessner e temas que Greenwood compôs para o filme Sangue Negro. O álbum está disponível para streaming na Pitchfork Advance até o próximo dia 3, data de seu lançamento oficial.

26 fev 2014

Erlend Øye lança a inédita “Fence Me In”, que estará em seu disco solo

Por  @19:56

erlendoye

Enquanto os Kings of Convenience não saem do hiato que dura desde o lançamento de Declaration of Dependence, de 2009, uma de suas metades resolveu mostrar o que anda aprontando em fase solo.

Solo, pero no mucho. Na verdade, a música liberada hoje por Erlend Øye foi gravada com a banda Hjalmar, da Islândia, em um estúdio na capital ‎Reykjavík. Percussão tropical e alguns arranjos improváveis de reggae dão o tom da canção, que soa como dias ensolarados quebrando o gelo islandês.

“Fence Me In” estará no álbum Legao, a ser lançado pela Bubbles Records em algum momento de 2014. Pra saber mais, vale ficar de olho na fanpage do selo. Abaixo, você ouve a nova música e, na sequência, relembra o clipe que Erlend lançou no ano passado para a faixa em italiano “La Prima Estate”.