21 abr 2014

Ouça “Lazaretto”, música nova de Jack White

Por  @16:16

lazaretto

Para seu novo disco, Jack White resolveu arriscar alguns acordes levemente puxados para o funk, mas ainda com a assinatura blueseira de garagem que permeia seus trabalhos até aqui. O resultado é a faixa-título do álbum Lazaretto, sua segunda música nova de 2014, depois da instrumental “High Ball Stepper“.

A faixa ganhou uma ação inusitada no último sábado, quando aconteceu o famoso Record Store Day. Em Nashville, cidade onde fica sua gravadora, a Third Man Records, White gravou, prensou e colocou à venda vinis com versões ao vivo de “Lazaretto” e um cover de “The Power Of My Love”, de Elvis Presley. Todo o processo rolou em menos de quatro horas e fez com que a façanha ganhasse o título de The World’s Fastest Studio-to-Store Record.

Dá pra ver como Jack White e a turma de sua gravadora se organizaram para gravar, levar as masters para a fábrica de discos, prensar lado A e lado B, voltar para a tendinha da Third Man Records e vender as raridades para alguns sortudos que já esperavam na fila. O registro visual da empreitada se encontra abaixo, logo após o áudio oficial e de estúdio da nova música de Jack White.

21 abr 2014

Novos discos: Brody Dalle, Pixies, Wye Oak, Rodrigo Y Gabriela e The Ghost Of A Saber Tooth Tiger

Por  @14:17

Brody-Dalle-Diploid-Love

A Páscoa se foi a segunda de feriado pode ser aproveitada com um caminhão de discos novos disponibilizados para streaming gratuito. A bolada é cortesia da rádio NPR e de sua coluna First Listen, na qual libera audições de novidades em primeira mão.

Dessa vez, um dos destaques é aguardada estreia solo de Brody Dalle e seu Diploid Love, disco do qual você já deve conhecer as faixas “Meet The Foetus/ Oh The Joy“, “Don’t Mess With Me” e “Blood In Gutters“. Além delas, outras seis canções formam o tracklist do debut, que você pode ouvir através deste link.

Quem também jogou seu novo filhote no streaming da NPR foi a dupla de Baltimore Wye Oak, que solta o sucessor do elogiado de Civilian, de 2011. O álbum, Shriek, pode ser encontrado na íntegra por aqui e conta com uma dezena de músicas novas, incluindo as já conhecidas “The Tower” e “Glory”.

Os Pixies e seu novo Indie Cindy também estão na divulgação do trabalho, que nada mais é que a junção dos últimos EPs da banda reunidos no formato de disco cheio. Mesmo não estando na fase mais inspirada da carreira, o grupo ainda vale uns minutinhos do seu dia.

A dupla mexicana Rodrigo Y Gabriela volta com seu quarto álbum de inéditas, e o primeiro em cinco anos. Em nove canções, o duo passeia por suas principais influências e esbanja virtuosismo com seus violões latino. Ouça 9 Dead Alive.

Uma boa dose de psicodelia ensolarada fecha esta publicação cheia de boas dicas pra ouvir durante a semana. Em uma dúzia de faixas, o álbum Midnight Sun mostra como é viajar pelo mundo torto e pop de Sean Lennon, filho daquele casal lá, e de sua companheira musical e de vida, a modela Charlotte Kemp Muhl. Juntos, eles formam a banda The Ghost Of A Saber Tooth Tiger. O disco está neste link. Aproveite.

18 abr 2014

Woods – With Light And With Love

Por  @13:18

woods

Ser bom artista é ser camaleônico, diriam alguns. De David Bowie, e uma prolífica (e díspare) produção nos anos 70, aos Beatles, que de engravatados guiaram o rock psicodélico em direção à anarquia, a esperança de público e crítica é que um músico guie suas produções no rumo de progressivas evoluções, como ver um tímido bongô se transformar num álbum de emanações africanas no intervalo de um registro. A novidade é necessária, não só na manutenção da carreira de um grupo, mas também por proporcionar o surgimento de novos gêneros e cenas musicais. Adentrando o pecado da repetição, uma banda precisa necessariamente mudar de rumos para produzir um bom álbum, então? O vocal e guitarra Jeremy Earl responde com o recém-lançado sétimo registro de inéditas do Woods, With Lights And With Love, que não.

Gravado como uma apresentação ao vivo no estúdio caseiro da banda, lar onde registrou a maioria de seus álbuns anteriores, o Woods quebra a tradição de lançar um disco por ano e apresenta pela primeira vez um hiato entre o presente e o anterior, Bend Beyond (2012). Para muitos, o tempo parece amigo de empreitadas mais arriscadas; para o quarteto nova-iorquino, entretanto, guiar seu som versátil e de emanações folk rock anos 70, dividindo espaço com detalhes hippies de uma mais calma década de 60, já é suficiente. Diminuem-se os ruídos de álbuns como At Echo Lake (2011) no reforço da sonoridade caseira, melodiosa e límpida que assumiram no início de carreira. 

18 abr 2014

Assista ao The Pains of Being Pure at Heart tocando seis músicas de seu novo disco ao vivo em NY

Por  @13:03

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Poucos dias após mostrar a inédita “Eurydice“, o The Pains of Being Pure at Heart deu uma boa ideia de como seu novo disco irá soar – pelo menos ao vivo. Em show promovido pela rádio WNYC, de Nova York, o grupo, tocando em casa, apresentou meia dúzia de faixas que irão compor Days of Abandon, álbum com lançamento marcado para 13 de maio.

Na playlist de vídeos abaixo, você encontra as performances de “Until the Sun Explodes”, “Kelly”, “Life After Life” e “Art Smock”, além das já conhecidas “Eurydice” e “Simple And Sure“.

18 abr 2014

Clipe: Future – I Won ft. Kanye West

Por  @12:54

Future

A praia é o cenário do novo clipe do rapper Future, que acabou de lançar seu segundo álbum, Honest. Uma das músicas do trabalho é “I Won”, com participação de ninguém menos que Kanye West.

O vídeo tem assinatura de Hype Williams, conta com fotografia em preto e branco e mostra, além dos rappers, algumas modelos em poses sensuais à beira-mar. Maresia, sente a mare-sia:

18 abr 2014

Assista ao Broken Bells tocando a faixa “Control” no programa de Conan O’Brien

Por  @12:38

broken bells

Promovendo seu After The Disco, segundo disco na carreira, o duo Broken Bells deu uma canja na noite de ontem no palco do programa de Conan O’Brien, na TV estadunidense. Acompanhado de um trio de músicos auxiliares e de um quarteto de metais, a dupla apresentou ao vivo a canção “Control”. Veja como foi a performance a seguir.

17 abr 2014

Chet Faker – Built on Glass

Por  @19:10

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Built On Glass deveria vir acompanhado de um selo com os dizeres: “Cuidado. Frágil”. E a intenção nem deveria ser de fazer piada com o nome do disco (“construído em vidro”), mas de funcionar como avisos do tipo “Parental Advisory”, que alertam sobre conteúdos possivelmente ofensivos – só que, nesse caso, avisando sobre o delicado conteúdo do registro. O álbum de estreia Nicholas James Murphy, o Chet Faker, apresenta seu trabalho a um público maior, após chamar considerável atenção com seus lançamentos em EP – principalmente com Thinking In Textures, lançado em 2012, que foi o trabalho responsável por dar relevância ao australiano. Se neste EP, ele apresentava um eletrônico quase artesanal, com fortes flertes com o soul, de consistência homgoênea, com seu álbum, a coisa muda um pouco de forma: o digital e o R&B ainda dão o tom da criação, mas o orgânico e soluções menos quadradas para as melodias disputam a atenção, criando um ambiente menos regular, de riscos ambiciosos e sentimentos expostos.

Entregar a alma à música deixa tudo um tanto quebradiço, e é assim que o disco já se apresenta logo de cara, na silenciosa “Release Your Problems”. Nela, Murphy se entrega completamente numa discussão com seu doce vozeirão – ele leva sua linha vocal ao limite e é bonito de se ouvir; as palavras escorrem na imensidão do quase silêncio do arranjo marcado pelo baixo e gotas que pingam de seu Rhodes. Já é a partir da menos silenciosa, mas não menos bela e sentimental, “Talk is Cheap” que nos é aberto o universo de comparação: pelas seguintes faixas, iremos de The xx a James Blake com facilidade. O tempo arrastado e a sensualidade desta, não nos deixa dúvida de que estamos ouvindo um dos lançamentos mais interessantes do ano.