14 jul 2008

Festival Indie Rock é adiado

Por  @19:07

Novamente, são os brasileiros tomando no cú se dando mal em relação à shows internacionais e organização de festivais. Desta vez, foi com o Festival Indie Rock, festa que prometia trazer os ingleses do The Futureheads, os americanos do The Dandy Warhols, e os canadenses do Broken Social Scene, entre outros. Simplesmente adiaram. Os organizadores do festival estão alegando que o patrocinador, uma empresa de telefonia celular, demorou para liberar o dinheiro, o que acarretou no adiamento.

Por hora, nada de Broken Social Scene no Brasil

Calma, ainda não se fala em cancelamento, porém devido à mudança das datas, o line-up deve mudar um pouco, e provavelmente será maior. O Festival Indie Rock, que aconteceria nos dias 28 e 29 de agosto no Rio e nos dias 29 e 30 em São Paulo, ainda não tem data prevista, e se as coisas não ocorrerem bem, pode rolar só em 2009. Vale ressaltar que nos MySpaces de algumas das atrações, as datas permanecem intactas, vamos esperar por informações futuras.

Autor: Cédric Fanti

Fonte: Rolling Stone / Revista O Grito!

14 jul 2008

Os festivais do final de semana

Por  @16:08

Nesse final de semana aconteceram três festivais super legais: O T In The Park (na Escócia), o Oxegen (na Irlanda) e o Norway Rock (na Noruega, dã). Bem, sobre esse último a única coisa que tenho pra falar é que duas pessoas foram encontradas mortas na área do festival – a polícia diz que a morte foi por sufocamento. Você poderia viver sem isso, mas é que eu definitivamente adoro essas estatísticas de festivais (não que eu goste de saber que pessoas morreram).

Wombats no T In The Park 2008

Já somando as estatísticas do T In The Park com as do Oxegen, o número de pessoas hospitalizadas passa de duzentos, o de presos é maior que vinte, e poucas mortes ocorreram. Entre todos esses casos, alguns tiveram atenção especial da imprensa local e precisam ser citados aqui. Confira.

O ônibus

Antes mesmo do Oxegen começar, um ônibus que se dirigia ao local com algumas pessoas simplesmente pegou fogo, em Dublin. O acidente causou alguns problemas de trânsito, mas não foi registrado nenhum ferimento grave.

Os estupros

Também no Oxegen, duas pessoas registraram queixa de estupro. Uma pessoa foi levada a delegacia mas logo foi liberada, sem pagar multa.

O esfaqueamento

Me parece que os criminosos se dividiram entre o Oxegen e o T In The Park. No último dia do T, um rapaz com cerca de 20 anos foi esfaqueado, e diz que duas pessoas foram autoras do ataque. Por ora, ninguém foi responsabilizado pelo crime, que deu ao homem oito buracos no corpo e três na cabeça. Segundo a polícia, a vítima estava tentando apenas ajudar uma amiga, que foi intimidada pelos criminosos.

A morte

Também no último dia do T In The Park, algumas horas depois do esfaqueamento, uma outra pessoa foi encontrada morta na área do festival, em sua tenda. Ainda não se sabe a causa da morte, mas a polícia acredita que o rapaz (que tinha cerca de 30 anos) não foi assassinado.

O Kaiser Chief Ricky Wilson sentiu a energia do público no Oxegen, literalmente

Passadas essas informações de apertar o coração, vamos as partes legais. Sobre as atrações em geral, prefiro não fazer muitos comentários, já que há pouco tempo fizemos uma resenha bem grande e informativa sobre o Glastonbury – que contou praticamente com as mesmas atrações -, mas não posso deixar de falar sobre os covers do final de semana.

Hot Chip faz Prince

O Hot Chip tocou o já convencional cover de Nothing Compares 2 U, canção que Prince compôs lá na década de 80. O hit foi emendado com The Privacy Of Our Love, uma das mais chatas (na minha opinião) do último álbum da banda, lançado no início desse ano – a versão ao vivo me parece bem melhor. O vídeo de baixa qualidade que você confere clicando aqui é dessa mesma música, mas sendo interpretada em um outro lugar, já que não encontrei nenhuma gravação do T In The Park. Uma pena.

Lou Reed por Echo And The Bunnymen

Recém desembarcados na Europa depois de fazer uma série de shows no Brasil, o Echo And The Bunnymen incluiu a faixa Walk On The Wild Side em seu setlist de 45 minutos, que também foi interpretada em nosso país. A música é originalmente de Lou Reed, e marcou a carreira do músico por ser o primeiro single a ser lançado em sua carreira solo. Mesmo rebatizada como Nothing Lasts Forever pelos Bunnymen, a música é a mesma. Assista ao vídeo:

[youtube=http://youtube.com/watch?v=1bmuccR9MAw]

When You Were Young por Amy MacDonald

Com uma voz mais retumbante do que o normal, Amy MacDonald praticamente incorporou Brandon Flowers para um cover de When You Were Young, do Sam’s Town. A menina tem apenas 20 anos (evite comparações com Adele, Kate Nash, Duffy ou Amy Winehouse), mas mostrou que consegue fazer uma voz grossa e estranha em um estalar de dedos (ou num bater de palmas – entenda assistindo ao vídeo). Se você ainda não havia escutado música alguma da cantora não se assuste, pois ela costuma cantar com uma voz decente (pelo menos não canta em suas composições que já ouvi).

Amy também já tocou o hit Mr. Brightside em outros shows, e você confere clicando aqui.

Além desses, o final de semana foi marcado por Ian Brown cantando um pequeno verso de Umbrella, da Rihanna; Os Manic Street Preachers também fizeram um cover de Umbrella, e mais tarde tocaram Pennyroyal Tea, antigo hit do Nirvana.

Autor: Alex Correa

Fontes: NME / BBC / Jornais locais

14 jul 2008

A verdade sobre a saída de Ira Trevisan

Por  @13:44

Em entrevista à NME o único membro masculino da banda, Adriano Cintra, revelou as reais razões da saída da baixista Ira Trevisan. E foram 3. A primeira delas é aquela que todos já conhecem, que Ira, formada em Moda, estava se achando velha demais e queria se dedicar à carreira de estilista . A segunda foi a falta de dedicação com a banda. Adriano alegou que ao voltarem ao Brasil para começar a trabalhar no Donkey, Ira ignorou a possibilidade de estudar música e foi aprender francês. “Eu falei tipo ‘Meu deus, porque você está aprendendo francês ao invés de fazer aula de baixo?’” — disse Adriano. Depois dessa, Ira ficou irada (foi péssima essa) e resolveu largar o CSS.

O terceiro e último motivo foi dado em outro momento, pela própria Ira. O argumento dela consistia em que ela estava preocupada demais com o aquecimento global, e a turnê com a banda não ajudava em nada, na verdade piorava-o ainda mais.

Autor: Cédric Fanti

13 jul 2008

The Very Sexuals – Post-Apocalyptic Love

Por  @17:35

Olha o MTJ! atendendo pedidos de seus leitores novamente! Desta vez, quem deu a sugestão foi um(a) certo(a) brilhoeterno, que pode atender pelo email nathpandelo@… Enfim. O(A) senhor(a) Pandelo nos indicou a seguinte banda: The Very Sexuals. Decidi checar para ver como é.

Os Muito Sexuais são na verdade formados por remanescentes de outra banda, The Sugarettes, que não vêm ao caso agora, e estão lançando seu primeiro disco (que contém apenas 8 faixas) de um modo diferente. Considerando o argumento de muitas pessoas sobre baixar músicas na internet, aquele que “querem ouvir antes para ver se vale a pena comprar o disco”, a banda lançou a seguinte estratégia: disponibilizou seu disco, o “Post-Apocalyptic Love” para download de graça em seu site oficial, junto com todos os contatos para a compra da versão física dele.

Gênero? Considere um indie pop psicodélico. Na primeira escutada já dá para perceber a semelhança de outras bandas como The Wannadies, o Somebody Still Loves You Boris Yeltsin, e, por quê não, Shout Out Louds. Incrivelmente, o vocal me lembrou um pouco o Andrew VanWyngarden do MGMT, pela atmosfera meio space rock de algumas músicas, que talvez justifique a capa que remete muito aos clichês de astronautas, mas na verdade eles vestem trajes de kart. E talvez sejam a única banda holandesa que eu conheça.

[PARE DE LER AGORA. BAIXE O DISCO E CONTINUE DAQUI]

Post Apocalyptic Love (2008)

1. WW III Rocksteer
2. Carla
3. Bowie Eyes
4. Anti-Valentine
5. Wrecked this Century
6. Billy Idol Look-alike Contest
7. Can You Promise Me The Sky Won’t Fall On Us
8. Finn

Certo, agora, com o Post Apocalyptic Love em mãos, pule as duas primeiras músicas e ouça Bowie Eyes inteira. É a melhor músicas das 8. Não pela qualidade em si, mas porque ela vicia e fica na cabeça, coma mesma intensidade de uma música do Klaxons, ou do The Teenagers. Ok, agora vá para a próxima, Anti-Valentine. O nome já dá a dica, Valentine, baladinha, pois é, uma baladinha anti-dia dos namorados. A pandeirola é cansativa, mas o surdo acompanhando não deixa a melodia morrer.

Agora volte e ouça as duas primeiras músicas. A primeira me lembra MUITO The Wannadies, e a segunda, Carla, se salva pelo vocal feminino, que parece, mas não é a Feist. Vá para Wrecked This Century. Bom, logo se vê que ela é de longe a mais animada de todas. O restante das músicas seguem sem grandes surpresas, uma mais viajada, outra mais calminha.

Ah, e parece que eles levam esse papo de amor pós-apocalíptico à sério. Em qualquer about us da banda, aparece o seguinte “poema”:

It’s 2008 and the apocalypse didn’t wait for you
It did not wait for you or for me, it waited for nobody
Only a few could escape the fire
And they don’t know why they were so lucky

Maybe it’s because they still had a message to convey
Maybe they are functioning as prey
Or maybe it’s because they are
So.Very.Sexual.

Traduzido seria mais ou menos assim:

É 2008 e o apocalipse não te esperou
Não esperou por você nem por mim, não esperou por ninguém
Só alguns conseguiram escapar do fogo
E não sabem como foram tão sortudos

Talvez porque eles ainda tinham uma mensagem para transmitir
Talvez estejam servindo de presas
Ou talvez porque eles são
Tão.Muito.Sexuais

O The Very Sexuals lança um debut relativamente sólido para um número baixo de faixas e não mostra grande surpresas na sonoridade. Mas considerando que é o primeiro trabalho da banda, acho mais que satisfatório e superior à muitas outras bandas que lançaram debuts péssimos e foram se superando com o tempo. Espero que com eles não ocorra o processo inverso.

Acesse: Site Oficial (pra o download do cd) | MySpace

Autor: Cédric Fanti

13 jul 2008

Entrevista: We Are The Physics

Por  @13:49

Antes de tudo, caso você ainda não conheça o We Are the Physics, clique aqui e escute as músicas no MySpace do quarteto. Demorou pra carregar? Então economize alguns minutos e assista ao clipe de You Can do Athletics, BTW que é, de longe, o meu preferido. Pin-ups, Glasgow, vilãs gigantes, inspiração em filmes cults e, é claro, físicos: Voltamos a nos ver assim que você conferir todos esses elementos no clipe abaixo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ClKYc3rQzms]

Eles são da Escócia e três dos quatro membros receberam o nome de Michael no berço – o que, por diversas vezes, faz com que o guitarrista Chris caia um pouco no esquecimento. As influências são incrivelmente variadas e vão do rock cinquentista de Elvis Presley ao post-punk revival do Futureheads – e dando uma passada por Devo, um alô pro Hives e pegando alguns toques de Art Brut, se formou um math rock não tão experimental que acaba se confundindo com um new wave com mais ruídos do que de costume.

O grupo se juntou há apenas três anos, em 2005, e mesmo recebendo pouquíssima atenção da imprensa britânica mantém a mesma formação – formação essa que já levou Michael’s e Chris ao palco com bandas de destaque como 30 Seconds To Mars e Art Brut (que passou de uma simples influência para colega de backstage).

De todas essas vitórias, duas definitivamente não podem me escapar: A primeira foi em 2007, em sua terra natal, quando foram convidados a tocar no gigante T In The Park – e lá, na tenda da NME, deram início à tarde que receberia, mais tarde, Kasabian, Gossip, Interpol e Maxïmo Park. A segunda experiência é bem mais recente, e acontece exatamente hoje (13): Voltando ao T In The Park, nesse ano o grupo toca com Black Kids e Ida Maria no Futures Stage – e o show promete.

Conversando comigo, os físicos mais legais que conheço falaram sobre T In The Park, novo disco, show no Brasil e muito mais – tudo no mais velho estilo Zé graça, com piadas e ironias que não chegam nem perto de ser tão irreverentes quando a própria banda.

Vamos começar com uma pergunta que deve ser muito comum a vocês: Quando escolheram o nome da banda houve alguma intenção de fazer algum tipo de paródia com a banda californiana We Are Scientists?

O QUE? Existe uma banda chamada We Are Scientists? Na verdade, você é a primeira pessoa a apontar a similaridade, para ser honesto, nós não notamos isso antes! Enquanto eles buscam o termo geral da ciência, estamos definindo detalhadamente a física, particularmente como a nossa área de conhecimento musical. O fato é que éramos chamados de We Are The Physics Club And Therefore Everything We Say Is Fact, mas reduzimos [o nome] para caber em todas as etiquetas… pegue essa, California!

Antes mesmo de lançar seu debut, a banda já havia tocado com alguns grandes grupos e em grandes festivais britânicos. Vocês acreditam que, em algum momento, a sorte falou mais alto do que o talento?

Eu não sei se foi sorte, acho que o caso é que somos uns bastardos muito persistentes. Definitivamente, não é talento. Basicamente, nós orquestramos uns gritos por meia hora.

Em outra entrevista, que foi feita antes do lançamento do We Are The Physics Are OK At Music, vocês disseram que “um dia fariam uma gravadora crer que vocês são uma banda de verdade e suas mães finalmente poderiam comprar seus discos na HMV” [uma grande rede de loja de discos no Reino Unido]. Vocês acham que esse dia finalmente chegou?

Chegou! Já podemos morrer confortavelmente porque nossas mães estão realmente disponíveis para comprar nosso álbum na HMV, o que é uma sensação meio estranha.

No ano passado vocês tocaram no T In The Park, e em 2008 vocês estão novamente no line-up do festival. É possível descrever a experiência de tocar num festival de tamanha importância?

É foda de matar! T in The Park é um daqueles festivais lendários, principalmente para os fãs de música escoceses. Nós crescemos indo ver diversas bandas nesse festival, e você nunca pensa que tocará lá em toda a sua vida. Então você toca lá e passa a ter algo legal para impressionar seus futuros colegas de escritório, quando se separar da sua banda e tiver que arrumar empregos de verdade. Tocar em festivais é sempre estranho. No ano passado fomos a primeira banda do NME Stage no domingo, então basicamente estávamos fazendo barulho nos ouvidos de um público com muita ressaca [já que domingo é o segundo dia de evento]. Não melhoramos muito desde então.

As opiniões dos jornalistas sobre seu debut são muito diferentes: Alguns dizem que ele é “o mais vagamente estranho possível” enquanto outros preferem dizer que ouvir ao seu CD é “meia hora de uma satisfação imensa”. Você poderia descrever Are OK At Music com suas próprias palavras?

Um [álbum] vagamente estranho de meia hora de satisfação! Tudo depende do que você procura em um álbum. Para nós, nosso álbum é o tipo de coisa que QUEREMOS ouvir, e se ele agradasse a todos não pareceria nosso porque, obviamente, nem todo mundo vai gostar de nós. Infelizmente nós não temos a qualidade inquestionável do Coldplay. Em nossas palavras – “é como ter o rosto atingido por um galho fora de controle”.

E como vocês lidam com resenhas tão negativas como aquela feita pela The Music Magazine?

É como se fosse um soco no queixo! Resenhas negativas são coisas que nós sempre tivemos e sempre teremos, seria bem assustador se não tivéssemos nenhuma depois de tanto tempo. Nós não podemos argumentar contra a maioria das opiniões negativas porque elas são exatas – a diferença é que as coisas que elas dizem ser negativas parecem ser positivas para nós. Repito, tudo depende do que você procura em um álbum.

Quando começamos, botamos o link para uma resenha positiva e outra negativa em nosso MySpace, para que todos pudessem ler as duas. As pessoas podem formar sua própria opinião, se gostam ou não. Se os pontos negativas são legítimos, então o gosto do leitor deve determinar se ele quer escutar nossa música. Eu ficaria desapontado se não houvessem opiniões negativas! Entretanto, eu provavelmente teria mais dinheiro.

Uma curiosidade pessoal: De onde vocês tiraram a surpreendente idéia de usar uma vilã gigante de pin-up no clipe de You Can do Athetlics, BTW?

Essa foi uma idéia que tivemos com o diretor Colin Kennedy, como um tipo de homenagem a filmes como 15 Metros de Mulher [Attack Of The 50ft Woman, em inglês] e ao diretor Russ Meyer. Nós queríamos que ela pisasse em pontos notáveis de Glasgow, mas infelizmente não podemos usar as padarias do Greggs [a maior rede de lojas especializadas em padaria do Reino Unido]. A mulher gigante foi uma mulher de verdade – mas ela não era gigante. Esses são só os efeitos especiais.

Agora, a última pergunta e a mais esperada pelos fãs brasileiros: Existe alguma proposta de vir ao Brasil sendo estudada no momento ou algo assim?

Nós desejamos que sim. Assim que alguém nos convidar para tocar no Brasil, nós estaremos ai em uma batida de coração. Infelizmente, nosso disco foi lançado apenas no Reino Unido por enquanto, então teriamos que tentar convencer as pessoas de outros paises de que somos uma banda de verdade e – com sorte – ELES lançaram nosso álbum! Esse é o primeiro passo…

Acesse: MySpace | Site Oficial | Comunidade

Autor: Alex Correa

11 jul 2008

NRK – Radical EP

Por  @12:25

Foi com o intuito de evitar problemas judiciais que o New Rave Kids On The Block mudou seu nome simplesmente para NRK, há pouquíssimo tempo. Usando essa nova identidade, Goos, Cello e Raphael lançaram seu EP de estréia, em maio, e mostraram que a renovação do trio não se limitou apenas a um simples título – no Radical o amadurecimento precoce dos rapazes fica brilhantemente notável, através de canções mais criativas e cativantes do que as composições dos tempos de New Rave Kids on The Block, como Strange Phenomenon e N-R-K-O-T-B.

A arte da capa de Radical – que é rosa, dourada, extremamente chamativa e muito bem feita – nos faz imaginar no quão grandioso pode ser um EP de apenas cinco faixas – todas cantadas em inglês. Se você ainda não conferiu o mais novo trabalho dos paulistas e gosta de se remexer ao som de uma baladinha indie ao estilo de Bo$$ In Drama ou Copacabana Club (aquele que eu já recomendei por aqui), corre lá no MySpace e escute faixa-a-faixa de um disco que já recebeu destaque nesse mesmo site de relacionamento. Quer saber mais antes de visitar myspace.com/gonrk? Então continue comigo por mais alguns minutos.

Flashlite Monkey

Não sei se me apegaria tanto ao Radical se sua abertura fosse feita por qualquer outra de suas quatro faixas. Também não consigo pensar numa definição pra ela diferente de boa pra caralho (perdoe-me pela palavra), mas posso garantir que, se o objetivo dos NRKs é fazer sacudir até o mais rabugento dos velhinhos (e imagino que seja), eles fizeram um ótimo trabalho. Quanto a letra da música… prefiro não comentar.

I Wanna Go To The Discotheque (With You)

A voz feminina digna de atenção nessa faixa é de Julie, vocalista do também paulista Mono4, que aparece nos palcos ao lado de Goos, Caffarena e Cello com certa frequência. A menina deu um baita up na música, que dá a impressão de que não seria tão bem interpretada com vozes mais viris. É claro que o backing vocal masculino lhe caiu como uma luva.

Couldn’t Get Ahead

A composição é originalmente do The Fall, um grupo inglês que fez mais sucesso em décadas passadas. Não tenho muito que falar dessa faixa, mas a versão para dançar dessa música ficou ótima.

Park Your Car Away Now

Adoro essa. Talvez porque me lembre das primeiras gravações que tive acesso dos new ravers, no inicio do ano, quando os entrevistei e inaugurei a sessão de entrevista do Move That Jukebox. Park Your Car parece uma versão mais atualizada de Water World Three com algo de Boyz On Stage, mas não sei dizer bem quais elementos prevaleceram e quais foram deixados de lado. Talvez tenha faltado um pouco de energia.

Pick Me (The Shonda Song)

Introduzir da melhor forma (não levem pro lado negro da coisa, rere) e fechar com chave de ouro: Acho que isso é ser radical, aos olhos do NRK, pois é exatamente o que é feito nesse EP. Em seus primeiros segundos, Pick Me soou um tento sem graça, parecia não ter algo especial – até chegar o primeiro refrão. A letra da música ficou na minha cabeça imediatamente, e logo sai cantando “Oh Oh, Oh Oh, supose you never NO” pela casa.

Autor: Alex Correa

10 jul 2008

Radiohead e Coldplay em vinil

Por  @20:45

A partir do dia 19 de agosto os fãs de Radiohead e Coldplay poderão começar a adquirir mais pérolas para suas coleções. Será lançada uma série, chamada ‘From The Capitol Vaults’, que contará com alguns álbuns destas bandas, em uma exclusiva versão em vinil.´

Os álbuns relançados do Radiohead serão ‘OK Computer’, ‘Kid A’, ‘Amnesiac’ e ‘Hail To The Thief’. Já entre os do Coldplay, foram escolhidos ‘Parachutes’ e ‘A Rush Of Blood To The Head’.

Cada disco foi remasterizado para o lançamento, e virá com o mesmo encarte da versão já lançada em CD.

Autor: Marçal Righi

Fonte: XFM