Passion Pit – Manners

Na maioria dos casos, encontramos bandas muito mais complexas do que parecem. No caso do Passion Pit, o que acontece é justamente o contrário. Lançado em 2008 com o EP Chunk of Change, o grupo se tornou uma das maiores apostas para esse ano assim que anunciou o lançamento de Manners, disco que repetiu demais a dose de indie-POP que já conheciamos.

O Passion Pit pode ter se tornado uma vitima do grande hype, que fez com que esperanças magnânimas fossem criadas em torno de seu álbum de estréia. Uma outra possibilidade – e acredito mais nessa – é que a banda simplesmente desapareceu com uma parte generosa de sua credibilidade, caindo na mesmice dentro de seu próprio CD. Não digo que a banda fracassou nas sessões de Manners, mas que, nelas, seu poder criativo ficou bem aquém do que conhecemos em seu primeiro registro.

Meus argumentos se fundamentam ao longo do disco, que se baseia nas mesmas estruturas para construir a maioria de suas faixas. Com raríssimas exceções, as composições de Manners parecem ter sido escritas com o acompanhamento de um livro de dicas seguido à risca: Comece a música com uma melodia leve, a faça evoluir até a parte instrumental ficar bem intensa e, quando estiver satisfeito, recue e faça tudo de novo.

Mesmo assim, permitindo-me uma bela e gorda contradição, digo que Manners é um disco bem agradável. Recomendo-o, até. Isso porque, mesmo mais semelhantes entre si do que deveriam, todas as músicas são belíssimas. Os melhores frutos do álbum são ‘Make Light’, faixa de abertura, ‘Sleepyhead’, adaptada do Chunk of Change e ‘Folds In Your Hands’. Outros achados são ‘Little Secrets’ e o single ‘The Reeling’, que conseguem fugir das tais “dicas de composição”. O trabalho não é de se jogar fora, afinal – e, inclusive, pode viciar.

Nota: 3.0/5.0

  • Rapha

    Achei a msm coisa. Chunk of change é bem melhor. Manners ficou enjoativo, sei lah.

  • Felipe Abdala

    Eu num consegui enjoar ainda.
    Ainda mais quando assisto o clipe de The Reeling

  • little secrets é ótima mesmo! e num todo adorei o álbum, mas é bem isso que você escreveu, nada muito surpreendente!