Uma breve história sobre “Arnold Layne”, o primeiro single do Pink Floyd

No dia 23 de janeiro de 1967, o Pink Floyd deu início às gravações do compacto “Arnold Layne/Candy And A Current Bun”, no estúdio Sound Techniques, em Londres. A banda levaria três dias para concluir a produção de sua grande estreia em formato single.

Segundo o baixista Roger Waters, a inspiração para a letra de “Arnold Layne” (escrita por Syd Barrett) surgiu graças a uma pessoa real, que se travestia de mulher e costumava roubar calcinhas e sutiãs pelos varais de Cambridge.

“Tanto minha mãe quanto a de Syd tinham estudantes como inquilinos, porque havia uma escola de garotas acima, na estrada, então havia constantemente grandes varais de sutiãs e calcinhas, e ‘Arnold’, ou quem quer que ele fosse, arrancou algumas peças dos nossos varais”.

– Roger Waters.

Resultado? A canção foi banida das rádios, justamente por falar de um travesti. Abaixo, o vídeo promocional do single.

Já o lado b do compacto era representado pela faixa “Candy and A Currant Bun”, umas das primeiras canções da cultura pop a incluir a palavra “fuck”. Além do título (originalmente nomeado “Let’s Roll Another One”), a gravadora exigiu mudanças nos versos, entre eles, uma linha que dizia “I’m high don’t spoil my fun”. Coisas de Syd Barrett.

Apesar de nunca ter integrado a discografia oficial do Pink Floyd, “Arnold Layne” se tornou uma das mais cultuadas canções do grupo. Talvez a maior prova disso seja o setlist da turnê solo de David Gilmour em 2006. Com o reforço de Richard Wright nos vocais, a faixa foi apresentada durante todas as noites da On an Island tour.

Ainda sobre Gilmour e a On an Island tour, eis uma versão com David Bowie nos vocais, extraída do DVD Remember That Night.

O lançamento oficial de “Arnold Layne/Candy and a Currant Bun” aconteceu em março de 1967 no Reino Unido, consagrando o Pink Floyd como uma das mais promissoras bandas da cena psicodélica britânica. O resto é história.