Polícia Civil irá fiscalizar carteirinhas de estudante no Rock in Rio

muse

Foi uma notícia inesperada, mas bem-vinda: o Rock in Rio firmou uma parceria com a Polícia Civil para fiscalizar as carteiras de estudante no festival. Quem for pego tentando fraudar o ingresso poderá ter que responder por tentativa de estelionato.

Embora não haja uma estatística confiável, quem frequenta shows no Brasil sabe que boa parte da documentação estudantil é falsa. Sempre tem (muita) gente querendo tirar vantagem, prejudicando as pessoas que não se corrompem pelo sistema e continuam prezando pela honestidade.

Estamos em um círculo vicioso: os ingressos são altos porque muita gente falsifica a documentação, e muita gente falsifica a documentação porque o ingresso é muito caro. Ainda assim, cometer um crime “em protesto aos altos preços” não é justificável. Se está caro, não compre. Simples assim.

O Rock in Rio acontece entre 13 e 22 de Setembro, e tem como headliners Beyoncé, Muse, Justin Timberlake, Metallica, Bon Jovi, Bruce Springsteen e Iron Maiden. Após vários períodos de pré-venda, os ingressos começarão a ser vendidos amanhã às 10 da manhã, e correm o risco de esgotar no mesmo dia.

 

  • m.

    Discordo que essa seja uma notícia bem vinda. Em primeiro lugar, a fiscalização da meia entrada não deveria ser delegada à Polícia Civil – que certamente tem obrigações mais urgentes. É evidente que a fraude de carteirinhas é crime, mas a punição dos estelionatários não garante a entrada das pessoas que prezam pela honestidade. Antes deveria haver uma política da produtora do evento, ou da empresa terceirizada responsável pela venda dos ingressos, que assegurasse a venda *somente* àqueles que apresentassem a carteirinha no ato da compra. Mas, como é sabido, essas empresas não estão interessadas em quem vai ou não aos shows, mas sim na venda dos ingressos. Para elas, esquemas como fraude de carteirinhas e cambistas são, na verdade, um bom negócio. E, como sempre, a inconveniência vai pender sempre pro lado do consumidor. Saudade dos tempos em que esse blog era progressista…

  • Felipe

    Concordo com o comentário acima. Sem contar que essa fiscalização pela polícia provavelmente causará transtornos… “Sempre tem (muita) gente querendo tirar vantagem, prejudicando as pessoas que não se corrompem pelo sistema e continuam prezando pela honestidade.” ¬¬ Really?

  • baby

    Tambem concordo com os comentários acima.
    E uma frase como “se está caro nao compre. simples assim” é reduzir a quase zero uma grande discussão sobre o acesso a cultura,e tambem sobre o atual mercado de shows no Brasil.

    Pra mim quem ta tirando vantagem aí é o rock in rio ou a produtora, que ta utilizando de um serviço publico para um fim privado, com a desculpa de prezar pela integridade daqueles que pagam o preço real ou “justo” pelo ingresso.

    Me fica a pergunta, como está sendo feita essa parceria,
    eles estao pagando pelo serviço da polícia ou nós que estamos pagando dos nossos impostos por um serviço que a polícia fara e que o proprio evento deveria fazer e contratar pessoas para para isso?

    o serviço de garantir que o acesso ao show, a esse tipo de evento cultural, seja privilégio dos poucos que tem condição de pagar, serviço de garantir o lucro.

  • Laís

    Jornalismo simplista e preguiçoso. Óbvio que este assunto deve ser debatido com maior profundidade. Estou decepcionada com um texto de ponto de vista tão unilateral.

  • Brasília – D.F.

    dane-se!!!