Popload Gig com Unknown Mortal Orchestra (28.04.2016 – São Paulo)

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Vocalista do UMO, Ruban e sua guitarra poderosa. Foto: I Hate Flash.

[Nota da Editora] O ganhador da promoção que fizemos aqui no Move That Jukebox, Zé Lanfranch, que por um acaso, também faz parte do duo Parati. Daí, convidamos ele para escrever o que ele achou do show e como foi a experiência de ver a banda lá no Beco, dentro do Popload Gig. E saiu o texto que você lê abaixo. No final, você ainda confere as canções “Multi-Love” e “Can’t Keep Checking My Phone”, captadas pelo dupla Rodolfo Yuzi e Gustavo Ferraz Adami. 

A expectativa era grande para a apresentação do Unknown Mortal Orchestra. Chegando no Beco já se via a fila dando voltas feito caracol no Beco 203 (Rua Augusta, 609)e a dúvida ali era se a apresentação seria pontual. A fila foi rápida, retirei meu ingresso sem problemas e o show começou logo que todos da fila entraram na casa, às 22h35.

A banda abriu criando um climão. Ruban com sua guita/cítara espacial já mostrou o que esta por vir. “Like Acid Rain” é a primeira, depois segue com hits dos dois primeiros álbuns, a bela “From The Sun” e o groove LoFi “How Can U Luv Me”, sempre estendendo em jams e solos cheio de virtuose indie, tudo na medida.

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A ga-le-ra no UMO! Foto: I Hate Flash.

Alguns problemas técnicos também deram as caras, a voz estava mais baixa do que o esperado, talvez pela forma de Ruban cantar, e em alguns momentos parecia disputar lugar com a guitarra do neozelandês. A iluminação da casa também deixou a desejar, quatro holofotes atrás da banda não ajudaram no clima, especialmente pras fotos e vídeos.

Mas nada comprometeu os grandes momentos da apresentação como no hit do segundo álbum II, “So Good At Being In Trouble” – em que o público cantou do começo ao fim – e em “Stage or Screen” em que Ruban deixou a guitarra, e foi cantar com a galera. O show seguiu firme e a banda se mostrou consolidada na nova formação. A entrada das teclas deu molho ao groove e deixou Ruban mais livre do que nos shows dos álbuns anteriores em trio.

Pouco mais de uma hora de show e a banda encerra a primeira entrada com “Multi-Love”, faixa título do último álbum. Ovacionado Ruban e trupe voltam pra mandar mais dois hits, “Necessary Evil” e a psych-disco “Can’t Keep Checking My Phone” fazem a casa ir a baixo e a festa termina com uma frase do frontman ecoando na cabeça de todos… “Onde é a festa depois daqui?”.