Premiere: Milocovik está de volta com disco sobre São Paulo

Banda lança novo álbum em primeira mão aqui no Move. Foto: Divulgação

Fazia um tempo que não ouvíamos falar do Milocovik com aquele força, né? O grupo estava ali criando, tocando pouco, mas voltou em 2017 com força total e para isso chega com novo álbum Automatic Complaints. Com dez faixas que viajam pelo eletropop e discorrem sobre a cidade de São Paulo. O Milo chega com cara nova, mas ainda com aquelas guitarras características de Sex Pack, EP lançado em 2010. Formado por Claudio Dantas (guitarra/backing vocals), Iran Ribas (baixo/backing vocals), Ito Andery (bateria/backing vocals) e Toni Pereira (vocais), o Milocovik  disponibilizou o álbum para download no site e também para audição. Para baixar, eles optaram pelo pagamento social, que é quando você dá de presente uma postagem no Facebook ou Twitter. Prático e fácil. Indolor!

A audição para imprensa e amigos rolou no anversário de São Paulo, dia 25 de janeiro e o grupo também ganhou uma menção honrosa de uma das listas para importantes de discos do país, a Embrulhador e vocês confere em primeira mão aqui no Move That Jukebox. 

Confira a entrevista que fizemos com a banda e clique aqui.

Move That Jukebox: Preciso, começar perguntando isso, por que a banda deu uma pausa na carreira? E por que agora resolveram voltar? Quem ou qual foi a força propulsora?

Claudio: Na prática nós nunca paramos, sempre estivemos juntos ensaiando, criando coisas novas, fazendo um show aqui outro ali, participando de algum projeto. Lançamos alguns singles também digitalmente, porém com a saída e entrada de alguns integrantes e outros desencontros, tivemos uma certa dificuldade em juntar o material e finalmente lançar o nosso tão esperado álbum.

Move That Jukebox: Ouvindo o disco, tive a sensação na verdade do que é morar numa cidade grande, os conflitos, as divagações, o cinza… Bem, vocês moram no interior de SP ainda? Ou estão por aqui? Contem um pouco como as músicas nasceram. A cidade influenciou nisso?

Iran: Todos nós ja moramos em São Paulo há um bom tempo, com exceção do Cláudio, que nasceu e sempre morou por aqui. Vejo que o impacto principal da cidade está na capacidade de fazer a gente se redescobrir, mesmo quando não estamos preparados pra isso. E o disco é um grande reflexo de quem nos tornamos desde quando decidimos ficar por aqui.

Move That Jukebox: Há uma música que trata do cinza da cidade e estamos justamente vivendo um momento onde a pichação parece ter virado um crime muito maior e tivemos grafites do maior mural da América Latina de grafite apagados. Vocês são a favor das pichações? Dos grafites?

Para nós o grafite é uma arte, nasceu da resistência e quebra de barreiras, assim como o pixo. Curiosamente “Someone Else”, uma música nossa, foi trilha sonora de um vídeo produzido pela Converse, #combataocinza [Veja abaixo]. Pintar tudo de cinza é muito triste, somos contra, porém abre espaço para novas ideias, podem ter certeza que vem muita coisa boa por aí.

Move That Jukebox: Vi uma guitarra bem característica do Ep de vocês nas músicas finais, mas vi também, que vocês ousaram mais neste álbum do que antes. Se soltaram mais no eletro. Agora na questão musical, o que recorreram musicalmente? Quais foram os artistas que influenciaram este álbum?

Assim como o eletro, enxergarmos o álbum como uma força dançante. A longevidade e qualidade do trabalho do David Bowie é nossa fonte primária de inspiração.

Move That Jukebox: Para finalizar, o que está “movendo a jukebox” de vocês? Citem de três a cinco músicas que estão ouvindo, ou discos.

Iran: Desde o ano passado ainda não consigo me recuperar do To Pimp a Butterfly, do Kendrick Lamar. Das novidades, acho o último disco do Godasadog um excelente companheiro pra andar pela cidade, junto com The Night, do Morphine.

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