Rafael Ramos’ Jukebox (Deckdisc)

Você com certeza já ouviu algum trabalho de Rafael Ramos (@rafaprod). Desde 95, quando foi um dos responsáveis pela descoberta dos Mamonas Assassinas, o produtor e músico da gravadora Deckdisc já colocou a mão em vários discos importantes do rock nacional. Já passaram por sua mesa de som artistas como Dead Fish, Ultraje a Rigor, Los Hermanos, Matanza, Relespública, Pitty e Cachorro Grande, entre outros. No meio de tanto trabalho – ainda mais com os lançamentos e novidades do recém-lançado Vigilante, selo da Deck -, Rafael se dispôs a falar um pouquinho com a gente. Perde não:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Hype? Não conheço essa banda não (risos). Tenho ouvido muita banda bacana aqui do Brasil. Curitiba está com uma cena forte. Homemade Blockbuster é demais! As Vespas Mandarinas eu também curti muito. Tem duas músicas nesse primeiro EP deles que são uma aula de composição rock em português.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Mike Patton, Blur, Metallica… sou farofeiro? Sim! Artistas que conseguem manter a carreira com criatividade me fascinam – e não são poucos. Bem, o Neil Young e o Bob Dylan também fazem discos maravilhosos até hoje.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
As coisas da (gravadora) DFA e pós punk bem produzido. Quando toca um Primal Scream na pista, o bicho pega. Não que eu solte a franga e dance feito um louco, cheio de ginga. É mais aquele comportamento de entrar uma música foda, dar um gritão, um gole na cerva e ficar batendo o pé.

Qual é o disco que você escuta e pensa “Pootz, que orgulho de ter produzido isso!”?
Eu não fico ouvindo o tempo todo, lambendo a cria. Senão, ia querer mexer em tudo. Mas os discos da Pitty, Cachorro Grande, Dead Fish… são bons resultados. Fã mesmo eu sou é do disco Carne, que fiz com o Mukeka di Rato, um grande disco de hardcore.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Não tenho last.fm e não desabilitaria mesmo quando entra um “Toxic”, da Britney, “I’m not In Love”, do 10cc, sambas de Agepê (Deixa eu te amar….), Alcione “Sufoco”, Tim e Gal com “Dia de Domingo”. Tenho muitos guilty pleasures, mas ouço sem culpa. Música tem que emocionar, te fazer sentir diferente de alguma forma. Aí, vale desde o Arcade Fire até o Iron Maiden.

2 Comentários para "Rafael Ramos’ Jukebox (Deckdisc)"

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