Review: Planeta Terra Festival 2011

Eis que mais um a Planeta Terra finda abalando a nação indie brasileira. Mas abalando mesmo. Os comentários, logo na saída do Playcenter, eram radicalmente divididos. Em resumo, gente que saiu do show mais marcante da vida versus gente que saiu frustrada com a turma de Julian, indie que largou o Beady Eye pra curtir a montanha russa, Beady Eye que quase largou o indie que o assistia sentado no chão, atrações em quem ninguém botava fé e fizeram valer o ingresso, nomes brasileiros superando as expectativas com mais força do que nomes internacionais. Mas muito além dos shows, o consenso (se é que ele existe) pareceu pairar sobre a questão da organização, que continua fazendo do Planeta Terra o festival nacional mais legal, divertido e respeitoso com o seu público. Ainda que musicalmente mais marcante em edições anteriores.

A equipe do Move compareceu em peso ao Playcenter (inclusive um dia antes, quando ele estava sendo transformado para o festival) e resolveu respeitar a diversidade de opiniões que vem tanto do público quanto da imprensa. Assim, cada um dos colaboradores desse blog registraram as suas impressões individualmente, de forma a compôr um review mais geral e abrangente do Planeta Terra. Vamos nessa?

Planeta Terra 2011, por Gregório Fonseca

A organização do festival foi mais uma vez excelente. Shows pontuais e várias ações promocionais com brindes bacanas. O “corredor da morte” no caminho para o indie stage foi eliminado – dessa vez havia mão e contramão no caminho. Outro ponto positivo foi a diminuição da carga de ingressos. Dava pra circular tranquilamente pelo Playcenter sem precisar ficar trombando em ninguém.

Comecei cedo, assistindo à trinca de shows brasileiros do palco indie: Selvagens à Procura de Lei, The Name e Garotas Suecas – esta última responsável pelo show mais animado que presenciei, principalmente no momento em que Jacaré (ex-É o Tchan!) entrou no palco. Broken Social Scene e Interpol não me empolgaram.

Garotas Suecas no “Banho de Bucha” com o Jacaré

O show do Beady Eye, que aguardei cheio de expectativa, foi um pouco frustrante. Embora a banda tenha sido musicalmente impecável, tive a impressão de que foram boicotados pelo público – imóvel, calado e em alguns momentos sentado no chão. A banda não se esforçou pra agradar e o público não se esforçou pra gostar. Um pouco frustrante.

Coube aos Strokes fechar o Main Stage e satisfazer a plateia que esgotou os ingressos com 3 meses de antecedência. As músicas do Angles (assim como todas as outras) tiveram uma recepção calorosa do público. Com tantas faixas do Is This It? (sete) não tinha como dar errado. Fechou o dia com a sensação de que o ingresso para o festival foi um bom investimento.

Julian Casablancas. Acredite se quiser

Planeta Terra 2011, por Victor Caputo

Em 2011 o Planeta Terra mais um vez se confirma como o melhor festival do Brasil. Ele vem sem a pretensão de ser o maior entre eles, ele vem repetindo a sua fórmula ano após ano – principalmente desde 2009, quando se mudou para o Playcenter, em detrimento da antiga Vila dos Galpões. A diminuição de 5 mil ingressos de 2010 para 2011 foi um dos grandes pontos da organização. Com isso, o problema de lotação e a dificuldade de trânsito entre os dois palcos foi suprimida, facilitando a vida de quem procurava mesclar atrações dos dois palcos em sua agenda.
Entre outros pontos altos temos a organização, vista principalmente na pontualidade dos shows, que até hoje soa como uma resposta ao Tim Festival e seu épicos atrasos. Se em 2010 as filas não foram tão grandes, em 2011, com a diminuição dos ingressos, tudo ficou ainda menor. Banheiros, comidas e bebidas, para nenhuma destas atividades era preciso enfrentar filas monstruosas.
Instant relax
Com 5 mil ingressos a menos, a grana entrando também é menor. É difícil saber se foi isso que motivou uma parceria exagerada com anunciantes ou se isso já era previsto antes. Era quase impossível não ser abordado visualmente por alguns dos patrocinadores do festival a cada mexida de olhos. Era stand Grafisa, Close-Up e até mesmo o banheiro não se livrava de patrocínio.

Se um festival é feito de música, as atrações também não foram grande coisa. Certamente uma das edições mais fracas do Planeta Terra, os nomes de peso estavam ali, como o Strokes ou Beady Eye. Mas o restante não foi tão forte se comparado com os anos anteriores.

Beady Eye

Depois do que pareceu ser a briga final entre os irmão Gallagher, nasceu o Beady Eye, ou Oasis sem o Noel, como pode ser vulgarmente chamado. Escalado para o Planeta Terra 2011, o ambiente não era dos menos hostis para a banda.

Foi antes dos queridinhos do rock de garagem dos anos 2000, The Strokes, que Liam Gallagher subiu no palco para apresentar as músicas de Different Gear, Still Speeding, debut do Beady Eye. A apresentação mostrou duas metades muito diferentes. Se durante a primeira o Beady Eye mostrou que talvez pudesse convencer a plateia com músicas como “Beatles and Stones” e “The Roller”, na segunda, a banda mostrou que fora os amantes mais fervorosos de Oasis, poucos devem engolir um show deles.

É verdade que a banda está redonda como sempre e a presença de Gem Archer com uma guitarra pesa muito, apesar da apatia do mesmo, que pode abusar mais dos solos. No entanto, a frieza da banda não conquistou o público no Playcenter. Para ajudar, Liam esbanjava o temperamento complicado e característico dos irmãos Gallagher. Some a isso à sua falta de voz – que não conseguia sustentar o refrão da faixa “The Roller”, de longe uma das melhores da banda – e uma série de baladas muito fracas e temos uma show fraco e dispensável para o Planeta Terra.

Strokes


Uma banda que não se apresentava desde o dia 15 de outubro – exceto por um show em Buenos Aires um dia antes. Era isso que seria o Strokes no palco do Planeta Terra 2011. Por mais que a fama para apresentações ao vivo dos novaiorquinos não seja das melhores, o tempo em que ficaram sem se apresentar e os longos intervalos durante a turnê tinham tudo para mostrar que o encerramento do festival seria ainda mais fraco do que o esperado.

Foi com “NYC Cops” que eles resolveram começar. E o resultado foi a plateia ganha logo de cara. Durante todo o show, a banda abusou do repertório do primeiro álbum, Is This It, que completou 10 anos em 2011. Faixas dos outros três trabalhos, incluindo Angles, lançado esse ano e friamente recebido, completavam a setlist.

Há pouco para ser dito sobre os Strokes, a história foi a de sempre, desde a chegada de Julian Casablancas sozinho, não acompanhado do restante da banda, até a apatia entre todos eles em cima do palco. O clima não é dos melhores faz tempo e isso vem refletindo nos trabalhos de estúdio e nas apresentações ainda majoritariamente baseadas no primeiro álbum, de 2001.

Os momentos de amizade parecem forçados, como quando na primeira música do bis Julian diz que Nick pode demorar o quanto precisar para começar a tocar. Sem sequer olhar para o vocalista, o guitarrista se arruma, começa a tocar e vira as costas. Os Strokes são isso, é cada um por si.

É cada um por si nos acertos e nos erros. Erros nas letras e em solos e riffs de guitarra podem ser facilmente percebidos durante a apresentação. Mas quem se importa? Depois de “NYC Cops”, foram mais 18 faixas que fizeram a plateia pular e gritar como se 2001 ainda estivesse aqui. Mas não estamos em 2001, o clima entre eles não é dos melhores e a banda não tem mais shows marcados em sua agenda. 2021 está chegando, quem sabe rola uma reunião comemorando os 20 anos do Is This It?

Planeta Terra 2011, por Victor Bianchin

Em um festival coeso como o Planeta Terra, o Beady Eye com certeza era o patinho feio. A banda de Liam Gallagher não tem nada a ver com as outras atrações, em termos de estilo. Mesmo tendo sido formado em 2009, o Beady Eye é de uma outra geração.

E isso é problema? Claro que não, pois o disco de estreia do Beady Eye é ótimo e uma banda que tem só ex-Oasis na formação é, no mínimo, interessante de se assistir. Liam subiu ao palco sabendo disso: mesmo sem Noel, sem os hits do Oasis e sem o posto de headliner, o vocalista parecia confortável e tranquilo, sorrindo até, com uma energia bem diferente da que apresentou nos últimos shows por aqui. Seria um show ótimo.

Se não fosse o público.


Força, Liam!

Nunca antes, na minha história de shows, presenciei algo tão ridículo: fãs de Strokes, aborrecidos com o show do Beady Eye, sentaram-se no meio da pista, enfiaram as cabeças entre os joelhos e assim ficaram. Por toda a pista, havia “buracos” de gente sentada, inclusive perto da grade. Um desrespeito sem tamanho.

“Cadê meu Strokes?”

Lá no palco, Liam foi se emputecendo aos poucos. A felicidade inicial foi esvaziada e a banda, embora tecnicamente perfeita, esfriou com a recepção gelada do público. “Se vocês não forem se mexer”, disse Liam, “talvez a gente vá pra casa”. Mas a ameaça não surtiu efeito. Mesmo ao som de músicas ótimas como “The Roller”, “Standing on The Edge of The Noise” e “Man of Misery”, o público continuava agachado, como crianças mimadas.

Não ajudou também o fato de que a setlist da banda juntou todas as músicas lentas para a segunda metade do show. Sem poder pular, os fãs que acompanhavam o show não tinham muito como ajudar a banda a não ser levantando os braços e cantando.

Liam saiu bravo do palco e o show terminou cortado, sem “Sons of The Stage”, que tradicionalmente encerra as apresentações da banda. Liam e sua banda cumpriram seu papel: vieram ensaiados, afiados e dispostos a fazer um show bem feito. E fizeram. Quem se dignou a assistir, saiu do Terra com mais um show ótimo na lembrança. Quem ficou no chão olhando pro All-Star, perdeu. E deveria ficar em casa no ano que vem, assistindo pela internet – assim, pode ficar sentado durante o festival inteiro, olha que maravilha.

Mais Beady Eye

“I love you, Fabrizio. I love your hips. I love your hair. I often fantasize about you”, declarou um abobalhado Julian Casablancas ao baterista brasileiro no meio do show dos Strokes. O momento resume bem o clima do show da banda, que teve o melhor astral do festival.

Os Strokes subiram ao palco com o jogo ganho. Só com algum desastre muito grande o show seria desapontador. E a banda não brincou com o perigo: emendou hit atrás de hit e não se privou dos clássicos. Uma vantagem de os Strokes quase não terem lados-b é que eles têm que tocar apenas músicas dos álbuns. E os álbuns dos Strokes são muito bons.

Nick Valensi encapuzado

Ou nem tanto, no caso de Angles, o disco de 2011 cujas faixas esfriavam o público quando apareciam (há algo mais broxante que “You’re So Right”?). Felizmente, quem tem trunfos como “The Modern Age”, “12:51” e “Juicebox” não precisa de muito pra levar o clima de novo lá para o alto.

O público na pista se esbaldava. E daí se Julian esquecia as letras e desafinava em todas as músicas? E daí se Albert errava os solos? Cada música era um clímax. Cada refrão era uma histeria coletiva. A cada intervalo, o nome de um dos integrantes era gritado em coro, junto a pedidos de “fala, Fabrizio” – que falou, no final. O planeta Terra (o verdadeiro) podia acabar ali.

Mas 2012 não chegou ainda e o show terminou com “Take It Or Leave It”, um dos hinos de Is This It. Podia até soar como um desafio, a essas alturas: pegue ou deixe os Strokes. Mas quem eles iriam querer enganar? Os Strokes é quem tinham todos nós nas mãos.

Planeta Terra 2011, por Neto Rodrigues

Antes de falar propriamente dos shows, vale ressaltar a organização quase impecável do festival. Banheiros limpos, com sabonete e toalhas até de madrugada (pelo menos quando e nos quais eu fui), filas “encaráveis” e shows com pontualidade de impressionar. O translado entre palcos, bastante criticado no ano passado, foi resolvido e dava pra sair (como eu fiz, por exemplo) do Toro Y Moi no Indie Stage e correr pro palco principal pegar o Broken Social Scene sem grandes transtornos. Se essa foi uma decisão acertada (trocar um show pelo outro), já é outra história.

Broken Social Scene

Depois de anos indo ao Planeta Terra e saindo de lá completamente embasbacado com os shows e o clima presenciado, a expectativa pra edição 2011 era, no mínimo, grande. Oras, tinha Strokes! Mas o quinteto nova-iorquino não daria as caras até uma e meia da manhã. E chegando no Playcenter por volta das 16h30 do último sábado, eu esperava um pouco mais das atrações pré-“Istrouques”.

E olha que sou fanzaço do Broken Social Scene, curto o disco do Beady Eye e já fui bastante viciado nos 3 primeiros discos do Interpol, mas, sabe quando a coisa não anda? Eu sei que é uma pergunta vaga, mas é que o sentimento é bem esso: vago. Parece que faltou uma empolgação que injetasse um pouco de ânimo nos doloridos pés de quem ficou à espera de “Reptilia” e “Hard to Explain” madrugada adentro. Quem chegou mais perto disso foi o Garotas Suecas, que chamou o Jacaré e colocou o Indie Stage INTEIRO pra dançar. Coisa linda! Palmas e mais palmas pros caras.

Mas cadê o Phoenix, o Pavement e o Sonic Youth desse ano? O BSS, infelizmente, não deu conta do recado. O palco era grande demais e a maioria do público parecia não querer saber das lindas “Cause=Time” e “Stars and Sons”. Interpol tentou, mas nem os velhos hits deslancharam (com exceção, talvez, de “Obstacle 1”). Show burocrático demais pra uma banda que mostrou entusiasmo de menos em seu último CD.

Interpol animadão

Aí veio o Beady Eye, com o mito inglês Liam Gallagher e toda a sua pompa de rockstar. E a figura do mito, pelo menos naquela noite, foi contradita em menos de uma hora. Com as três faixas iniciais colocando todo mundo na pilha, a banda não segurou o ritmo e saiu de cena, meio que abruptamente, 9 músicas depois. Uma pena. Mas, no geral, pelo menos pra um fã incondicional de Oasis como este que vos escreve, foi bom ver Gem Archer, Andy Bell, Chris Sharrock e Liam Gallagher juntos novamente, a poucos metros de distância.

Os pés já pediam por cama e o estômago roncava mais alto do que os gritos das Strokezetes quando “New York City Cops” abriu um dos melhores shows que o país viu e vai ver em 2011. Se a banda tem futuro, é outra história. O lance é que o passado dela está muito bem guardado e preservado. A memória de ver de pertinho pequenos hinos como “You Only Live Once” e “12:51” apaga qualquer decepção com o abominável Angles. Um show pra lavar a alma de céticos, fãs de Gang Gang Dance (existem, acredite!), fãs de Oasis e até mesmo do mais otimista dos fãs do próprio Strokes – que, mesmo com as desafinações ocasionais de Julian Casablancas e as guitarras baixas no início da apresentação, conseguiu estampar um sorrisão no rosto de quem ainda tinha que enfrentar perrengues homéricos na volta pra casa. Como diria o vocalista com a calça mais justa da cidade, “é difícil explicar” o que se passou por ali. Mas é fácil saber que valeu a pena passar os últimos 10 anos cantando a(s) mesma(s) música(s).


Strokes: Take it or Leave it

Take it

Planeta Terra 2011, por Hick Duarte

Desculpa. Eu talvez seja o único escrevendo ou lendo este post que foi, sábado passado, pela primeira vez ao Planeta Terra. Dessa forma, não posso comparar a organização desse ano com a das edições passadas. Mas essa nem de longe é a questão mais polêmica envolvendo o festival em 2011. Ter o Playcenter como espaço continua sendo um dos grandes trunfos. Diminuir a quantidade de ingressos vendidos diz muito sobre a proposta do Terra como festival de música radicalmente diferente dos outros que rolam no Brasil. Fila, alimentação, tráfego pelo parque, preço da cerveja: esteva tudo certo quanto à estrutura.

😀

Mas talvez eu tenha ido na edição mais fraca do festival quanto às atrações. Tentei dar uma chance vendo o máximo de shows que eu pudesse naquela noite, acabei vendo um pouco de todos os mais esperados, menos Interpol e Beady Eye. Preciso destacar as apresentações do Toro Y Moi e do Gang Gang Dance. Foi bonito ver a dança de sintetizadores do Chaz ao vivo. Começou com um pequeno problema técnico (retornos desligados), o suficiente para o público vaiar… o técnico de som! Nunca vi isso na vida, vaiaram o real culpado da falha técnica. Mas a tensão passou rápido e Toro Y Moi disparou todos os hits de seu Underneath the Pine, além de algumas pérolas do incrível EP novo, o Freaking Out. Uma performance simples, concentrada, mas divertidíssima e carismática na medida certa. Chaz ficou vagando pelo Terra como quem não queria nada depois. Tava bem à vontade, era pouco reconhecido, assistiu a vários outros shows. E curtiu as garotas brasileiras.

Toro Y Moi, esse sim não decepcionou

O Gang Gang Dance quase me fez apanhar. Meus amigos não estavam acreditando que eu ia deixar de ver o Interpol pra assistir à banda que ocupou o último buraco da programação do festival. Eles foram, eu fiquei e não me arrependi hora nenhuma. Digo mais: talvez o Gang Gang Dance tenha sido um dos 3 melhores shows do festival pra mim. Os caras do Holger tinham me antecipado que ia todo mundo ficar de cara com a banda, mas não imaginei que eles estivessem falando tão sério. No palco, o Gang Gang Dance é puro experimentalismo espontâneo. Show sincero de verdade, com a banda o tempo todo entregue ao palco – sobretudo a vocalista. A voz de Lizzi Bougatsos não é para ser clara, é quase mais uma camada sonora para a vitamina de instrumentos digitais e analógicos do Gang Gang Dance. Músicas de forte levada étnica (às vezes indiana, às vezes latina), moombathon (the new dubstep) marcando presença, sintetizadores pesados, percussão marcante e visceral, tudo muito dançante pra uma parcela do público e ao mesmo tempo muito esquisito pra maioria que se “arriscou” a perder o Interpol. Pra mim foi uma excelente troca.

Não subestime o Gang Gang Dance

E o Goldfrapp, hein? Playback no Terra! Ou quase isso. A apresentação já estava bem morna quando Alison levantou o braço para passar a mão nos cabelos loiros esvoaçantes e a letra da música continuou. O microfone não estava na boca. A baterista não estava cantando. Podia ser uma segunda voz base, recurso que até o Phoenix usou no ano passado. Mas ficou a impressão de playback, descarado mesmo, e a sensação de que a voz estava limpa e regular demais pra ser ao vivo. O setlist conciliou os clássicos e os trabalhos mais recentes do duo electro-rock. “Believer”, “Ooh La La”, “Rocket”, “Ride a White Horse” e o vestido de rolo de fita cassete foram os pontos altos do show.

Que vergonha, Alison Goldfrapp

Sobre o Strokes: ok. Eu curti o show. Esperava um pouco mais de movimentação no palco e de carisma com o público (alô, Tim Festival), mas a ausência desses fatores não me faz dizer que foi um show ruim. Vejo mais como um momento de relativa relevância histórica pra qualquer fã de indie rock do que como a atração que salvou o Planeta Terra. Me diverti mais antes. E aceite: o Casablancas está vivendo o efeito Axl Rose. Sad, but true.

Fotos: Terra/I Hate Flash

  • Parabéns MTJB Achei as reviews sobre o festival bastante coesas e de certo modo as opiniões entre vocês pareceram bastante próximas.

    O lineup deste ano tinha tudo p/ bombar, principalmente o do palco principal, porem todos os shows terminaram com a mesma sensação “esperava mais”.

    Nao posso falar que nao gostei, adorei cada show do palco principal, mas a escolha de white lies e interpol que sao bandas mais intimistas talvez não tenha dado certo e esfriou um pouco o publico até mesmo eu fã de interpol.

    O BSS teria dado mto certo no indie stage e Groove Armada, seria mais coeso no palco principal levantaria a galera até o show do strokes, nao acham?

    No caso do Beady Eye nao existe meio termo, há que ame, e os que odeiam mto eu fui uma das pessoas que ficou sentada enquanto Lian e toda sua pose de rock star fazia uma dos shows mais intermináveis do festival. auhhua.

    Definitivamente Strokes salvou o PT, ou não, talvez tenha sido os fás. Eu percebi os erros de Julian, mas a empolgação de vê-los ao vivo, de cantar as musicas em coro com a galera , e ter hits infindáveis no set list fez com que esse show tenha sido o melhor definitivamente.

  • Também achei bastante gritante o desrespeito de fãs dos Strokes com outras bandas que tocaram antes no palco principal. Não assisti ao Beady Eye, mas durante a apresentação do Broken Social Scene também havia vários grupos sentados no chão que chegavam até a desdenhar das bandas que tocavam. Deprimente.

  • Sou outro obrigado a elogiá-los pela resenha. Muito profissional, fazendo uma análise objetiva da coisa.

    Não dá pra negar que o Strokes desbalenceou um pouco o festival, e para alguém que gosta de shows como eu isso desaponta. Mas tô vendo muita gente mais velha abusando das ironias e de carões maiores que o do Paul Banks pra falar do festival e tirar pose de fodão.

    No fundo acho que cada banda correspondeu ao público que teve. E, no todo, isso não foi bom pro festival. Mas a organização tá impecável, e o festival merece uma olhada com muita atenção.

  • Agora um comentário mais específico. Apesar do público completamente morno, acho que o Broken Social Scene desapontou por si só também. Troquei o Toro y Moi pra vê-los, peguei os maiores hits da banda. E confesso que forcei a barra pra pular, e precisei de mais força de vontade pra continuar pulando mesmo com a apatia de todo mundo à minha volta.

    Parei de me enganar depois de Fire Eye’d Boy. A banda tava burocrática, e as vozes engolidas pelas guitarras, tiravam todo o sentido das músicas.

    Era o show pra dar aquela impressão alternativa pro festival, e acabou não colando. Maior decepção. Mas como apresentação, o aqui ignorado White Lies se superou na ruindade.

  • Alessandra Araujo

    Sobre o review do Victor Bianchin, q foi o q mais incomodou, de boa, eu sentei no show do Beady Eye, mas foi pq meus pés NÃO AGUENTAVAM MAIS! e o show tava um pouco morno.
    Não ache q TODO MUNDO resolveu se abaixar por ser mimado ou coisa assim. Não simplifique tanto as coisas.

  • Alessandra Araujo

    Concordo: no main stage tinha muita atração morna q acabou sendo pré-Strokes que atração, propriamente dita.

  • Priscila

    Acho que o principal problema do festival foi que a maioria do público estava ali não pelo festival, mas sim pelo show dos Strokes. Fiquei mesmo impressionada com o silêncio da platéia nos shows, a verdade é que a platéia não conhecia as bandas. Esse foi o grande problema da venda dos ingressos sem o anúncio do line up completo. Sei que muitos festivais fazem isso, mas já são festivais grandes, que o público vai para curtir a festa como um todo. Não criticava a venda dos ingressos ate o dia do festival. Lá, vi como isso fez a diferença. As bandas eram boas, mas como um comentarista falou: sabe quando a coisa não anda?
    Sobre o show do Strokes, foi legal, mas como não podia ser? O público inteiro com as músicas na ponta da língua. Não acho que a performance da banda tenha sido melhor que das outras bandas, apenas todos os seus fãs estavam la.
    Acho o Planeta Terra o melhor do país, exatamente por sempre manter seu estilo, mas acho que não foi uma estratégia muito acertada colocar uma banda com público enorme e anunciar a venda dos ingressos antes do resto do line up, de forma que foi o show do strokes e não um festival de música. Uma pena.

  • Fernanda

    Seguinte: se a banda que vc está lá pra assistir não estiver em cima do palco, VÁ PRA TRÁS, P*RRA! eu fui pra ver Beady Eye, e enquanto Broken Social Scene e Interpol estavam fazendo show, eu estava lá atrás, ou passeando, ou comendo… fui lá pra frente (ou tentei, pq os “Stroketes” não deixavam os fãs de Beady Eye passar) e briguei com muita gente para tentar estar na frente da MINHA BANDA PREFERIDA, eu tinha esse direito. Assim como, quando Beady Eye acabou, eu fui lá pra trás pra deixar os fãs de Strokes curtirem… mas essa galera parece não respeitar outros fãs de outras bandas e nem saber se portar num festival né? QUE DESELEGANTE! Enfim, compensamos o Liam e cia. ontem no Circo Voador, ele ficou muito orgulhoso do público insano detonando o show todinho! O Terra foi um mero ensaio perto de ontem!

  • Eduardo Azeredo

    Acho que todo mundo tem direito a sentar. Mas lugar de sentar não é diante do palco. Sei que é pra garantir lugar pros Strokes e tal, mas a indiferença é recíproca. #mamilos

  • Ana Carolina

    FERNANDA,

    Apesar de não ter ido no showdo Beady Eye no Rio, só no Planeta Terra, infelizmente… FAÇO DE SEUS COMENTÁRIOS, OS MEUS!!

    O Festival foi incrível, bem organizado, mas NUNCA tinha visto fãs tão mal educados quanto do Strokes, vergonhoso! Quando eles começaram fui para trás, só queria ter visto o Liam e foi o que eu fiz.

    Obrigada FERNANDA, falou tudo, falou por mim!!

  • Marlon N.

    Os shows foram ótimos mas sacanagem foi fazer a galera comprar o dim dim de mentira e na hora de pagar vc via a máquina do cartão de débito…

  • O público enfraqueceu o que os shows poderiam ser por causa da indiferença com as bandas que tocavam antes da banda que esperava. Eu não estava ali por uma única banca, eu queria curtir o festival, ter aquela experiência que um festival te proporciona. Mas admito que por causa desse comportamento indiferente de muitos fãs com as bandas que não curtia, eu meio que brochei durante o festival.

    Totalmente deselegante o comportamento dos fãs fanáticos que não sabem prestigiar o show que está na frente deles…

  • Andre

    na moral, quer ver tua banda, chega cedo. uma infeliz apanhou de graça duma menina la na frente porq “se achava no direito de ver a banda dela” enqto a outra tava la na grade desde as 14h

    fui pra la ver Strokes, obviamente achei o beady eye um porre, TODO MUNDO achou o beady eye um porre. até o lian constantemente perguntando se a galera tava bem ja devia ter reparado q aquela galera tava mais pra um ep de walking dead do q pra platéia.

    Strokes compensou. obvio, não foi o show de 2005. vc ta falando com uma banda q tem o DOBRO da idade q tinha, o mínimo q se espera é um show diferente.

    não gostou? tenta um delorean, 2000 no CBGB tá ali na esquina.

  • Camilo

    Ah, boto muita fé que se fosse Strokes abrindo pro Oasis, teria vários fãs de oasis sentado lá na frente, certeza.

  • Luiz Fernando

    Eu paguei quase 200$ no ingresso, se eu não puder me sentar onde eu quiser, tá foda. E não acho desrespeito com ninguém, porque as bandas, principalmente Beady Eye, estavam fraquíssimas e sem nenhuma empolgação, não interagiam com o público em momento algum. por mais perto que eu estivesse do palco, ainda me sentia vendo um telão. Sento mesmo, se fosse pra ter consideração, tivesse então os músicos também, de tocar com paixão pra quem veio de tão longe, por paixão. Não é atoa, com tanta banda “de nome” no festival, e o único show que me fez arrepiar foi o do Criolo. parece ironia, no meio dos gigantes justo ele me roubar a melhor lembrança, mas não foi por menos: foi o único que se comportou como quem veio pra trazer música ao público, e não só cumprir obrigação.

  • Rita

    Tem como dar like no comentario da Fernanda?
    Foi mto isso, mesmo!
    Fui para ver Interpol e os strokers parados na minha frente conversando enquanto queria assitir o show. QUE DESELEGANTE.
    Eu gosto de strokes, curti la do fundo pq acho q quem ama a banda tinha direito de ficar mais perto deles. mas achei uma puta falta de repeito: as outras bandas estavam com os fãs espalhados LONGE do palco, a banda nao se anima em tocar para uma galera q fica parada e fica aquela coisa brocha.
    Tanto que o show da Clash do Interpol nao teve NADA A VER com o show do terra. Paul Banks com aquele sorrisao no rosto o show inteiro que o diga!

  • Glaucia Santos

    Eu fui realmente para ver Strokes! Cheguei cedo, fiquei andando pelo parque e quando começou Interpol fui para frente, apesar de não ser tão fã, gosto da música.
    Achei um desrespeito e um SACO quem ficava sentado, pois quem tava em pé que tinha que se desdobrar pra não cair em cima dessas pessoas e se machucar!

    Pelo menos lá na frente durante o show do Beady Eye todo mundo cantava as músicas e reverenciava Liam Gallagher.
    O festival até tentou trazer outras bandas para “competir” a altura do Strokes, mas desistiram, paciência!

  • Luiz Fernando

    Tenho pra mim que um pouco disso também é resultado da falta de organização e má distribuição das bandas no line-up dos shows. Não vejo necessidade em ter que separar as bandas grandes num palco e as outras num menor. Deveriam ter dois palcos, sem diferenciação. Se tivessem colocado Liam pra tocar no “Indie” ( óbvio que pra isso a nomeclatura era dispensável ) e Garotas Suecas pra tocar antes de Strokes, por exemplo, já ajudaria. Foi sacanagem tanto com as bandas que pegaram um público frio, como as outras do palco menor que eram tão boas quanto as demais, mas devem ter tocado pra meia duzia de gatos pingados.

  • Fernanda

    Pra quem acha que o desânimo do público com a Beady Eye foi culpa da banda, vejam os videos do show de ontem no Circo Voador… eu sou fã dos caras há 13 anos e bem vi que o Liam subiu no palco do Terra disposto a fazer um puta show; e FOI um puta show, tecnicamente falando, a plateia que foi uma m*rda. Liam estava animado, mas quando viu a galera sentada broxou, e com razão! estava todo mundo com MÁ VONTADE, essa é a verdade.

  • Victor

    Broken Social Scene não tocou Forced to Love, o show foi fraco e mal escalado para o main stage

  • tem razão, Victor. valeu pelo aviso.

  • Achei um belo festival. Foi a 1ª vez que fui, até pq sou de porto alegre e nem sempre dá pra ir pra SP… Curti muito o clima do playcenter e o fato de nao querer ser um festival gigante, explodindo de tanta gente.

    Shows: quando comprei ingresso era pra ver Strokes. Tá, o beady Eye tbm. mas depois que Interpol foi confirmado, passou a ser minha prioridade.

    Strokes com certeza foi o melhor da noite, disparado. Mesmo que tenha havido erros, foi excelente.
    Beady eye achei fraco, com set list mal escolhido. Mas mesmo assim achei lamentável o publico que ficou sentado. Totalmente desrespeitoso.
    Interpol foi demais. A banda tem um clima sombrio, meio pra baixo, então não tinha como ser o show mais animado do festival. O que não diminui em nada a apresentação, com um baita set list, e tecnicamente impecável. Lavei a alma vendo uma das minhas bandas favoritas.

    Espero que tenha uma boa escalação de bandas ano que vem. Quero voltar pro Playcenter paulista.

  • Cássia

    Eu concordo que sentar em um show, frente à uma banda, pode parecer desrespeitoso, eu não aprovo a atitude, ainda mais que o espaço era escasso, e espremia ainda mais…Mas entendam que não é fácil aguentar ficar em pé por várias horas é muito cansativo. Sinceramente, a maioria estava lá pelos Strokes, eu mesma me preservei nos outros shows para guardar um pouco de energia para a apresentação deles, mas eu reagiria se as outras bandas tivessem empolgado, o que não aconteceu.
    A apresentação dos Strokes não foi perfeita, nunca é, mas tem coisa mais bonita do que ver o público envolvido num show, cantando e pulando a cada música? Eu achei que a banda estava mais simpática naquela noite, nem sempre eles interagem tanto assim…O Angles não pode ter sido o melhor álbum após uma pausa de 5 anos, mas eu fiquei até surpresa com a popularidade das músicas, tinha um pessoal que sabia cantá-las, pelo menos lá mais pra frente. Eu sai de lá feliz e satisfeita, acho que eles cumpriram bem o papel deles e souberam retribuir o carinho dos fãs. Eles podem não estar na melhor fase criativa deles, mas acho que, como algum de vocês disse, o passado da banda conquistou uma legião de fãs muito fiel, eu mesma posso dizer isso.

    Sobre o festival, achei-o bem organizado, exceto a parte da venda dos ingressos, que foi caótica, mas achei que a quantidade de público foi ideal; as filas para comprar comida e para ir ao banheiro, apesar de extensas, não foram impossíveis de encarar. Iria novamente, com certeza!

  • Vivi

    o que mais me irritou é que o povo ficou desde as 19h SENTADO perto da grade no main pra guardar lugar pro strokes. quem queria curtir os outros shows (white lies lindo que ninguém comentou) tinha que tomar cuidado pra não causar umas lesoes corporais ali. e tinha um povo folgado que ainda encostava na perna de quem tava em pé, sem nem conhecer. Concordo com o Victor, ano que vem, pessoas, fiquem em suas casas, no conforto do sofá.
    Vcs não comentaram tbm o show do bombay bicycle club que pra mim foi um dos melhores. não tinha uma pessoa parada no indie stage enquanto eles tavam tocando, e a galera ficou lá até o fim, mesmo perdendo o começo de strokes. valeu a pena. 🙂

  • beatriz quadros

    Minha opinião de pessoa que já foi em vários shows, o Terra deste ano foi o pior público que eu já vi. Pessoal era muito, mais muito mal educado, e nem estou falando do povo que ficou sentado não… Era gente que pedia frente porque era fã para caralho do Broken Social Scene, gente que pedia frente porque merecia ver Strokes na frente porque era fã. Como se ninguém ali fosse.
    Juro, achei que todos os shows, inclusive do Strokes, seriam melhores se o público cooperasse e se fossem shows únicos.

  • Camila Oliveira

    Achei ridículo o que fizeram com o Beady Eye, o show foi muito bom sim, mas o que era a platéia com cara de quem comeu e não gostou!?!?!?!
    Pena que eu estava no fundo e a banda não pode ver minha animação, e olha que eu fui só pra ver o Strokes…

  • parabéns a todos colunistas/resenhistas!
    deu gosto ler todas as linhas!
    com certeza a melhor cobertura sobre o Terra, pois não perdi tempo lendo diários de “jornalistas” que foram ao playcenter se divertir em carrinhos de bate-bate e montanha russa!
    era no playcenter, ok, mas era festival de música, então vocês foram direto ao assunto: organização do evento, shows e o talvez único defeito desse ano: público!

    público não ajudou mesmo por serem fãs de carteirinha de strokes desrespeitaram total as outras bandas (viúvas de Oasis também desrespeitaram o Interpol e outras bandas) mas resumindo: público só agitou mesmo no show do Strokes, deixou má impressão para as outras bandas do Main Stage!

    sorte de quem foi ver Beady Eye no Rio e o Interpol na Clash, pois lá para seus públicos fizeram shows memóraveis (no qual queria ter ido mas dinheiro não nasce em árvore)!

    só queria que fosse mais barato os lanches, mas aí já estou pedindo demais né?

  • Clara

    Em primeiro lugar: gostei muito da cobertura de voces sobre o festiva, no geral. Foi a primeira vez que fui ao Planeta Terra, e fiquei surpresa com a organizacao do festival… A pontualidade das apresentacoes foi o que mais me agradou.
    Sobre a suposta “ma educacao” do publico, eu nao concordo muito com o que a maioria colocou nos comentarios acima. Eu, como 90% do publico, fui ao festival para assistir The Strokes (nao esperava graaandes coisas, entretanto acabou sendo o melhor show que fui, tirando o lugar do Radiohead como meu show favorito), e cheguei cedo para garantir um lugar bom, e por essa mesma razao, nao concordo com as pessoas que reclamam que gente que nao gostava (e por nao gostar, nao quero dizer ser “mal educado”) do show que estava acontecendo deveria ir pra tras… Po, eu me esforcei pra pegar um bom lugar pro show de uma das minhas bandas favoritas!! Alem disso, acho importante destacar que o Planeta Terra eh um festival, por isso tb nao acho justo a galera comparar publico de la com publico do show SOH do beady eye e SOH do interpol (cujo show no Planeta Terra eu gostei muito). Durante o show do beady eye eu fiquei perto de uma galera que estaba BEM animada, e como a maioria, foi desanimando no decorrer da apresentacao, nao porque a “energia” do pessoal tava ruim, mas pq o show tava ruim mesmo.
    E, olha, dizer que fas de Strokes sao mal educados eh foda: aguentamos comentarios provocativos de Liam, e eu nao ouvi sequer uma vaia… Ai sim achei mal educado. E proximo de onde eu estava, durante o show do Broken Social Scene, havia uma turma que era bem fa, e que tambem fizeram comentarios provocativos, do tipo “O Strokes tem trompete?? Achi que nao neh??!”, e ninguem fez nada, apenas ignorou.

  • Acho muito equivocado dizer que os fãs dos Strokes foram mal-educados ao se sentarem no show do Beady Eye.

    Primeiro que a maioria fez isso porque estava cansada e queria guardar energias pro show que estava esperando (há 6 anos, diga-se).

    Segundo que o Sr. Liam fez algumas provocações ao Julian a uns meses atrás e a coisa poderia ter sido bem pior, com vaias e gritos (o que aliás, tentaram fazer no show dos Strokes, quando insistiam em gritar Liam – foram logo abafados).

    Terceiro que o show estava de fato monótomo. Mas nem por isso os fãs não aproveitaram (do meu lado tinha muita gente animada cantando). Mas, infelizmente, pra quem não conhecia as músicas (e já estava de bode com o Liam E cansado E ansioso)não foi o suficiente pra animar.

    Achei o festival super bem organizado, os preços dos lanches estavam menores do que imaginei, a pontualidade perfeita e o show que eu mais esperava foi maravilhoso.

    O colunista que disse que as demonstrações de afeto entre os Strokes soaram falsas com certeza não conhece a banda o bastante. Isso é um fato. Outro fato é que o Julian desafina sim, o Albert erra sim e É EXATAMENTE POR ISSO QUE TANTA GENTE GOSTA DELES…não são perfeitos, mas são honestos e simpáticos, diferente do Liam, por exemplo 😉

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  • Marceli Muniz

    E eu que curti tudo, do Criolo até o Strokes, tava na na grade e não sentei nenhuma vez até o fim? Acho que o grande lance é curtir o festival e tudo que vai rolar. Não é pra virar fã, mas curte, se empolga, se diverte. Quer ficar na frente? Se prepara, toma um energético, faz xixi antes, descansa um dia antes e vai com toda energia pra recepcionar bem todas as bandas, pq todas merecem o carinho do publico brasileiro que já tem tão poucos shows internacionais. E as nacionais, bem, precisam ser mais valorizadas e não só ficar tocando em começo de festival, mas pq não, serem intercaladas com as internacionais, já que são tão boas quanto. Enfim, eu me diverti com o festival todo, brinquei, dancei, me cansei, foi tudo lindo. Me chamem de babona ou que me conformo com tudo, eu nem ligo 🙂

  • alberto dias

    O comentário da Marilia, mostra exatamente o publico desse ano.
    Ninguém é perfeito, mas errar riffs, letras e desafinar, tudo isso é falta de ensaio.
    Não precisa pular, colocar camisa da seleção ou falar palavras em potuguês, o minimo que eu espero de um show é uma banda entrosada no palco; Interpol, BSS e white lies foram isso e infelizmente o festival não rolou, em termo das atrações. Em relação a sentar e esperar o show seguinte, é direito de cada um. não vaiando ou gritando nome de outro artista durante outra apresentação, é valido.
    E achar que devia vaiar porque fulano falou mal do vocalista que você ama? por favor, né; na próxima vez vão ao show do Justin Bieber.

    Parabéns pela resenha e que fique de lição para a organização, festival do modo que foi feito esse ano, é tão torto quando o palco.
    obs: Como são xiitas esses fãs de Oasis.

  • Ana Paula

    Essa coisa de “desrespeito” com os outros shows se deve ao fato de que muita gente ali, inclusive eu, estava lá apenas pra ver Strokes, por não existir outra oportunidade de assistir um show deles fora essa. Não culpo esses fãs por isso, nem a organização, é a consequencia de trazer um show tão aguardado para um festival com o propósito do Planeta Terra. Ainda mais ele sendo a 1:30 da madruga hahaha

  • Alana

    Ah gente, li os comentários de todos e acho que o único grande problema do Festival foi terem anunciado primeiro Strokes, e depois todo o resto. Muitos amigos meus que queriam ver Interpol ficaram de fora, pois já não haviam mais ingressos.
    Quanto às reclamações do pessoal sobre os fãs de Strokes; realmente é difícil aceitar ver seu artista de coração desanimar pq o público está pouco se lixando para o show deles, mas uma coisa a ser considerada é que era o único show do Strokes no Brasil (Interpol e Beady Eye fizeram mais), e que os caras não vinham pra cá desde 2005! É natural que os fãs fiquem super ansiosos a ponto de morrer para vê-los (ou fazer plantão em frente a grade).
    Eu mesma nunca tinha ido em shows e estava lá só por eles!! Não fiz plantão em frente à grade, fui pra perto do palco 30 min antes do show e consegui um lugar relativamente bom! Então, se pra mim que queria “os lugares mais concorridos da noite” não foi tão ruim, imagino que pros outros que estavam lá por outras bandas também não precisava ter sido. Nem todos nós, fãs do Strokes, somos uns mimados e egoístas!
    Quanto ao show, nunca tinha ido em um, mas definitivamente foi o melhor momento da minha vida!!! Sou fã da banda há muito tempo, não pude ir em 2005, mas esse show não deixou nada a desejar! Diferentemente de alguns comentários e resenhas, achei o show bem caloroso. Sejam pelas demonstrações de afeto entre os integrantes, ou de Julian com o público, falsas ou não, a banda desempenhou bem o seu papel e agradou quem estava esperando há muito tempo para vê-los!
    O Playcenter estava ótimo, preços justos e com uma dinâmica favorecendo a circulação. Excelente!

  • Bom to de consciência limpa porque curti todos os shows que presenciei e mesmo sem conhecer a banda/músicas. A falta de respeito foi geral, desde os fãs de Strokes ao de outras banda menos aguardadas.
    E sobre sentar: dava muito bem pra fazer isso entre os shows, não precisava fazer durante, eu fiquei em pé de Broken Social Scene até o fim dos Strokes, e olha que cheguei no playcenter era quase 15h.
    Chega de frescura de pé doendo, isso é falta de chinelo na bunda!

  • Pedro

    A melhor resenha do festival, como alguém disse, bem diferente de uns “jornalistas” que estavam mais preocupados com o carrinho de bate-bate!

    Outra coisa, o público foi o mais sem educação de todas as edições! E a desculpa não foi o cansaço, já no show do Criolo tinha 3 idiotas (fãs dos Strokes) que não paravam de fazer versões babacas em cima da música do cara, no mínimo coisa de deficiente mental! Eu cheguei cedo e estava cansado no Beady Eye, nem por isso me sentei na frente, fui lá pra trás! Boa parte do público se portou de forma estúpida, gente batendo o maior papo na frente do palco, sem a menor consideração com as bandas e com quem queria ver seu artista favorito!
    A Nação Zumbi fez um show fantástico, mas não é “cool” falar dos caras! Lamentável! Quanto ao Interpol e White Lies, eu vi muitos fãs cantando e pulando, mas não sei se a ala da imprensa se fingiu de cega ou estava vendo a monga, enfim, são pontos de vistas diferentes, só não vale colocar como verdade absoluta!

  • Fernando Lourenço

    Eu vi um pouco de praticamente todos os shows (msm daqueles que eu nem conhecia ou não gostava) e sem sombra de dúvida um dos 3 melhores shows foi um que NENHUM de vcs nem ao menos citaram: White Lies!

    Banda entrou pontualmente no palco, setlist redondo com todos os hits e as melhores músicas da banda, foram simpáticos com o público msm tendo um número pequeno de pessoas assitindo e mesmo assim mandaram muito bem! Impecáceis no palco… Podiam ter entrado no horário do Beady Eye, com ctz iam contagiar muito mais a platéia.

  • Bel

    Fernanda, entendo perfeitamente, o problema é: como é que a gente diferencia alguém que é fã da banda das dezenas de imbecis que estavam se achando no direito de empurrar todo mundo para ver a banda mais de perto? Eu sou super baixinha, não vi quase nada e dezenas e dezenas de pessoas se acharam mais no direito do que eu de ficar mais perto do palco, sério foi o show inteiro do interpol até o fim dos strokes com gente empurrando por se achar mais no direito do que todos de ficar lá na frente.

  • Vi o show do Criolo lá do fundo e achei muito bom, o do Nação Zumbi não vi mas sei que não decepcionaram, de longe conseguia ouvir a qualidade do som e reconheci muito de seus hits. Vi um pedaço da banda Hit BB, algo assim, show vazio, quem tava curtindo loucamente era a mãe e possivelmente uma tia, juntas carregavam um cartaz, outro show redondo, sem erros, e acredito que uma experiência enorme pra eles.
    Assisti Garotas Suecas e curti muito, eles estavam animados e a platéia entrou no ritmo da banda, ainda mais quando chamaram o Jacaré, ai o público foi ao delírio.
    White Lies, Broken Social Scene e Beady Eye eram bandas que não conhecia, mas não deixei de curtir e dançar, eles tocaram muito bem, foi digamos que interessante ve-los.
    Interpol era uma das banda que eu mais aguardava, fritei em todas as músicas, cantei, pulei e mesmo assim senti um vazio no fim do show, provavelmente porque esperava que eles tocassem mais.
    Strokes o público tava animadasso (pra quem tava “cansado” no show do Beady Eye) foi bom e percebi os erros e as desafinadas, mas isso não abalou minha animação, talvez o fato de ser hit atrás de hit.
    A organização estava de parabéns, tudo funcionava, não tinha filas enormes, como foi dito, estão de parabéns, exemplo pra muitos outros shows e festivais.

  • Fernanda

    Quando vcs falam em falta de educação sempre citam os fãs de the strokes. Pelo amor de Deus ne galera! Vcs generalizam como se todo fã de the strokes fosse idiota e mau educado, por causa de alguns todo mundo acaba levando a fama.

  • thiago

    galerinha juvenil sentada é de foder. da próxima fiquem em casa tomando toddy e comendo hot pocket vendo o show porra hehehe

  • Anderson

    Sem duvida white lies desponta como uma das melhores bandas já vistas e ouvidas.o melhor show de um festival que misturou bandas alternativas com axé e velhos musicos decadentes..

  • Fabio

    Acho que o grande problema do Planeta Terra foi o The Strokes, adoro a banda, mas ela é muito grande pro Planeta Terra que é um festival de características mais indie. Acabou que o evento se tornou apenas um show do The Strokes e todas as bandas que tocaram eram apenas “bandas de abertura”.
    Pra mim o melhor show msmo foi do White Lies, o único que me deixou arrepiado 😀

  • Fabricio Moreira

    ótimos textos, concordei com 90%

    e realmente os comentários aqui estão “quentes” pois fã é sempre igual independente da banda, sempre quer defender sua banda e seu público!

    nunca vou ler aqui um fã de Beady Eye dizer o quão estúpido foi ter tanta gente lá com camisa do Oasis pois seria “traição” com sua nação!

    assim como nunca vou ler aqui um fã de Strokes reclamar da banda ser preguiçosa de sempre só ter 1 bis, sendo que a carreira deles e importância já mereceria eles fazerem 2 bis, ainda mais no Brasil que acolheu tão bem eles, merecíamos Life Is Simple In The Moonlight e Taken For A Fool.

    no geral foi um ótimo festival, quem curtiu ao máximo todos shows está de parabéns, já os que preferiram andar em brinquedos ou simplesmente conversar/sentar durante shows de bandas que irão demorar para voltar sou obrigado a dizer que são os “criados com sucrilhos no prato” que ainda vão demorar uns 5 anos para amadurecer e curtir um festival de música!

  • Vicente

    Engraçado que ninguém comentou nada sobre o White Lies. E eu não concordo nem um pouco com as críticas ao Interpol… Foi um showzão e eles nunca tiveram essa presença toda que todo mundo tá cobrando. Mas as resenhas ficaram boas, apesar de eu achar que em questão de line up esse ano foi um dos melhores. Eles trouxeram em um só ano, bandas que eu sempre quis muito ver e não tive oportunidade. Tanto é, que do palco principal, só não queria ver o Criolo e o Broken Social Scene (que eu acho bem chato!).

  • Marcos

    Muito boas as resenhas.

    O Planeta Terra é o melhor festival do Brasil em termos de qualidade musical e organização. Eles realmente deram um show de organização e o fato de terem diminuido os ingressos para maior conforto do publico demonstra a preocupaçao com a qualidade do evento, muito mais do que com dinheiro.

    Achei o que muitos já disseram por aqui.
    O PIOR deste ano foi, de longe, o PÚBLICO.

    MUITO desanimado em todos os shows (tirando os Strokes). Quase todo mundo foi ver os Strokes e ignoraram outras bandas MUITO boas que tocaram tambem. Acho que o Brasil não tem uma cultura de festival ainda, as pessoas não vão para curtir o evento, somente aquelas bandas que eles já conhecem e gostam.

    Sou fã do White Lies e o show para mim foi muito morno (achei o som baixo), mas o pior foi o público completamente MORTO. Interpol, a mesma coisa, um SHOWZAÇO, mas o publico nao respondeu a altura. Me senti no meio de um monte de ZUMBIS olhando pro palco com cara de tacho. Não conhecia o Broken Social Scene e gostei muito, mas senti a mesma apatia do publico.
    Destaque tambem para o show incrivel do Nação Zumbi e para o Bombay Bicycle Club.

    É por isso que muitas vezes shows individuais funcionam melhor por aqui. Lembro que o show do Bloc Party no Terra foi super criticado na época e eles fizeram um show EPICO no Circo Voador, no Rio. Os shows que tiveram este ano no Circo devem ter sido muito bons tambem, pena que não fui.

  • paula

    Em um festival com tantas bandas e tão extenso não vejo muita razão pra ficar na grade desde cedo. Devido ao calor resolvi ficar na sombra esperando o show que eu queria ver, meia hora antes de começar fui um pouco pra frente – e deu pra ir tranquilamente até um lugar muito bom de assistir -, depois saí e deixei o lugar para os fãs do que viria depois.

    Acho que pior que a apatia do público com as outras bandas, foi a falta de educação – coisas como ficar gritando o nome de outras bandas (como Interpol ou ainda “Liam! Liam! Liam!”) no meio dos shows dos outros, como aconteceu com o Broken Social Scene e outros. Os shows têm hora pra acontecer, se tu escolheu ir cedo e ficar lá na frente, aguenta quieto pq NÃO VÃO fazer tua banda entrar mais cedo pq tu tá sendo mal educado e gritando no meio dos shows das outras bandas.

    A questão de ficar sentado, bem, até entendo quem chegou muito cedo e talz, já que resolveu ficar lá na frente por horas (ano passado fiz isso e quase não aguentei até o Pavement, esse ano mudei a estratégia e foi muito melhor), pq cansa e o calor tava de matar. Mas é um risco que se corre, especialmente no momento de trocas das bandas, pq começa toda uma movimentação de pessoas saindo de perto do palco e de pessoas chegando e pra tropeçar e cair sobre quem está sentado é bem fácil. Falo isso pq caí e certamente machuquei algumas pessoas que estavam sentadas em meio ao público na hora em que quis ir mais para o fundo.

    E, sinceramente, a grade é meio longe do palco. Não vejo razão pra se matar tanto pra ficar ali se, ficando apenas alguns metros atrás, tu pode assistir aos shows de maneira bem mais confortável.

  • Sophia

    Não vou nem comentar Criolo ou Nação Zumbi.
    White Lies: o microfone do Charles estava mais alto que o do Harry e o Tommy teve problemas com o teclado. Tirando isso, foi um belo show, apesar de achar que falta maturidade para eles ainda, o setlist foi mal selecionado, não tocou Taxidermy (não foi por falta de pedidos no twitter, gritos e faixas) e nem Streetlights. E falta presença de palco ao Harry McVeigh.
    Comparando, o Design For Humanity ano passado foi infinitamente superior a essa apresentação.
    Broken Social Scene: não conhecia, achei interessante e bem cativante. Eles fizeram de tudo para conquistar o público, era visível o esforço deles! Mas devo dizer que o roadie, que no final também tocou, arrancou suspiros da mulherada!
    Interpol: achei bom, não assisti o show inteiro para dar uma opinião melhor.
    Beady Eye: pretty boring.
    The Strokes: realmente salvou o festival, acho que dispensa maiores opiniões. Mas Under Cover Of Darkness com a voz do Jules falhando, temi por esse momento! E nossa, a felicidade da galera, como se estivesse curtindo o último dia de suas vidas dançando e berrando, foi incrivelmente lindo!

    P.S.: aquelas teenagers com camiseta “Nikolai Broke The Zoom” são estremamente histéricas e mal educadas.

  • Yuri Lawrence

    Bom a organização do evento está de parabens,foi o melhor festival do ano disparado.
    Unico ponto negativo ao meu ver foi os stroketes (fans do strokes)80% do publico foi somente para ver strokes e não tava nem ai para o resto agora os shows:
    Strokes:Foi um show épico com inumeros hits, Julian estava simpático e a galera estava delirando.
    Bombay Bycicle Club:Animado e Divertido esse foi o show dos bcc, apesar que no meio do show nao tinha nem a metade do publico pois todos foram ver Strokes.Mas nem por isso eles desanimaram o continuaram com a mesma animação e o pequeno publico correspondia a altura.
    Interpol:Só faltou tocar “PDA” e “No I in Threesome” fora isso foi um puta de um show mesmo com a plateia apatica,havia os fans como eu que se deliciaram com o show.
    White Lies:Pra mim foi o show mais desanimado por culpa dos stroketes nessa altura eles ja estavam esperando por strokes,
    Em suma todos que foram no festival sairam com a alma lavada, desde o que foram so pelos strokes até aqueles que foram pra descubrir novos sons, apreciar suas bandas e curti o parque.

  • Rosi

    Concordo com que a maioria já expôs aqui, festival foi bem organizado, exceto pela falta de opção da praça de alimentação mas isso é outra história,super pontuais, porém como realmente a maioria foi para assistir Strokes, as outras bandas acabaram desprezadas. Eu curti todos os shows, adoraria ir ver BBC mas iria perder o começo do Strokes, então realmente talvez na próxima edição deva ser melhor pensado esse line-up, porque algumas pessoas tem dificuldade de entender que quando vamos em um festival é para se divertir não ficar jogando paciência no celular como eu vi umas meninas fazendo! Assiste pela net próxima vez!