Rico Dalasam – @ Sesc Pompeia (São Paulo – 15.01.2016)

Rico Dalasam em apresentação na Chperia do Sesc Pompeia. Foto: Gabriela Franco

Rico Dalasam em apresentação na Choperia do Sesc Pompeia. Foto: Gabriela Franco

Faltam apenas dois passos para que Rico Dalassam faça um show redondo e chegue ao ponto de sucesso que ele quer. Pelo menos foi o que deu para perceber no show em que fez na última sexta (15), no Sesc Pompeia (Rua Clelia, 93), que teve participação de Thaigo Pethit. Foi a primeira vez que Rico tocou com Rodrigo, DJ Palazi, Moisés e Dinho, respectivamente, batuques, DJ, efeitos e baixo. Eles formam a Sri Lanka Band (que nome maravilhoso!). Deu para perceber que ainda falta um pouco de entrosamento, mas se fosse dar estrelas para a presentação, o número seria 4,5 de cinco.

O show que apresentou o EP Modo Diverso (2015) começou de leve com Palazi e Moisés brincando um pouco, para ir direto para “Não Posso Esperar” com Rico antrando cheio de energia no palco e sendo muito aplaudido. As canções seguintes eram são novas, algumas delas dá para ver na internet, como “Nortes”) e estarão no disco que está previsto para abril deste ano. Embora suas letras sejam românticas e muitas das vezes com uma pegada mais funk,  foi no hip hop que sua carreira surgiu. Para mostrar isso, um sample de “Cores e Valores”, música do Racionais MC’s se fez presente. Suas canções são muito confessionais e tiram aquela cara do rap tradicional, que fala de prisões, brigas, tráfico, etc. Na verdade, Rico procurou na música um jeito de se expor, de se conhecer e de se reconhecer em algum lugar. “Foi difícil olhar para mim e fazer tudo isso caber dentro de mim e não aceitar tudo o que está posto”. E fez caber muito bem.

Difícil imaginar o quanto ele, vindo de Taboão da Serra, cidade que fica na Grande São Paulo, deve ter sofrido com preconceito. Afinal de contas, quantos rappers que vocês conhecem, tiveram a coragem de afirmar publicamente que são gays? E mais, nós sabemos que é um meio muito machista. Talvez, um dos mais machistas que ainda sobrevivem na sociedade. Não vamos citar alguns evangélicos, porque seria covardia, né?. Gay, negro e cheio de atitude. Ninguém pode parar esse menino!

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Thiago Pethit entrou no palco logo no ínicio e participou de duas músicas, “Deixa”, de Rico Dalasam e “Quero ser seu cão”, dele mesmo. Ao entrar no palco mandou a melhor da noite: “Gente, Fervo do Dalasam ou Show das Poderosas?”. Fervo é como Dalasam chama seus próprios shows. Este foi um pouco morno. Talvez não só pelo o que já citei em cima, mas também por Rico estar tão emocionado. Ele não chegou a chorar, mas falava sem parar. Talvez para baixar a adrenalina.

O show também foi espaço para ele adiantar uma novidade (ou várias) que vem por aí. “Riquíssima”, canção que faz parte do EP, vai virar videoclipe em breve. O vídeo foi gravado em Londres (tá, meu bem?!). Não obstante, a música ganhou um remix do DJ Marral Pita, que trabalha com o Baianasystem, e também terá um videoclipe. No disco também terá uma música chamada “Relógios Relógios”, ao que ele instigou a plateia perguntando: “Pelo o que você voltaria no tempo” e cantou o refrão.

Destaque para as canções “Aceite-C”, “Deise” e “Dalasam”, apresentada assim: “Essa é para você aprender o meu nome”!. Com tanto brilho e personalidade, quem é que esquece?

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